15/02/2022
Batuque é uma forma genérica de denominar as religiões afro-brasileiras de culto aos orixás encontrada principalmente no estado do Rio Grande do Sul, Brasil, de onde se estendeu para os países vizinhos tais como Uruguai e Argentina. O batuque é fruto de religiões dos povos da Costa da Guiné, do Benim e da Nigéria, mas nao tem nada a ver com as nações do Candomblé. O Batuque possui os lados Jeje|jeje]], Ijexá, Xalú, Oió, kambina, muito confundida com Cabinda, e Nagô. Hoje, o Batuque possui milhares de casas e inúmeros praticantes e adeptos.
No batuque, o culto é feito exclusivamente aos orixás, sendo o Bará o primeiro a ser homenageado antes de qualquer outro pois este é o orixá da comunicação e encontra-se seu assentamento em todos os terreiros. Os principais orixás cultuados são: Bará, Ogum, Oiá-Iansã, Xangô, Ibeji, Odé, Otim, Obá, Osanhã, Xapanã, Oxum, Iemanjá, Nanã, Oxalá e Orumiláia. E há também divindades que nem todas as casas cultuam como, Gama (ligada ao culto de Xapanã), Zina, Zambirá e Xanguin (qualidade rara de Bará). Apesar de muitas destas divindades serem originariamente voduns (como Xapanã e Zambirá), sabe-se que os iorubás cultuavam tais voduns como orixás. Batuque surgiu como diversas religiões afro-brasileiras praticadas no Brasil, tem as suas raízes na África, tendo sido criado e adaptado pelos negros no tempo da escravidão. Um dos principais representantes do batuque foi o Príncipe Custódio de Xapanã. O nome batuque era dado pelos brancos, sendo que os negros o chamavam de Pará. É da Junção de todas estas nações que se originou esta cultura conhecida como Batuque.