25/05/2026
Karaiw a’e wà, os Civilizados: uma videoarte que questiona quem, afinal, é o selvagem e um espetáculo biográfico que conta o que o sistema faz com os corpos que não cabem nele. Zahy Tentehar () esteve na MIAC 2025 com as duas obras e deixou muito mais do que arte: deixou visão de mundo.
Nessa entrevista com Carol Anchieta (), Zahy fala sobre o processo das videoartes, sobre políticas públicas e saberes ancestrais, sobre aculturamento e sobre o que signif**a fazer arte indígena num país que ainda confunde margem com marginalidade.
Ela alerta que: “as políticas públicas têm que ser pensadas e repensadas num formato que abrace esses conhecimentos que ainda estão vivos, para que a gente não vire um bando de máquinas, pessoas servindo ao sistema sem se dar conta, sem visão própria” , e essa fala diz muito sobre o que motiva sua arte.
Sobre o lugar da arte contemporânea, Zahy é precisa e direta: “a arte popular é arte contemporânea e vice-versa. A arte contemporânea é popular e se não é, ela tem que ser. porque se não é popular, pra quê? pra quem?”, uma pergunta que toda programação cultural deveria se fazer antes de existir.
E sobre chegar à MIAC, ela celebrou sem cerimônia: “a MIAC trouxe com muito peso artistas diversos, de várias linguagens, que são populares e contemporâneos e sofisticados e são políticos” — e ela é exatamente tudo isso.
🎬 entrevista completa no link da bio.
Ficha técnica:
Entrevista: Carol Anchieta
Fotografia: Afrovulto
Camera e edição: Janove
Assistente: Alisson Batista