06/09/2020
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***SINOPSE***
O que te fascina no antes que te faz querê-lo de volta?
O “antes” tão desprezado é o desejo de hoje, mas qual mudança o hoje que espera o ontem fizeram nesse corpo presente? A chave da resposta está nas coisas comuns do dia-a-dia antes massivas, chatas e proteladas e hoje tomadas como objetos de primeira grandeza e necessidade. Se antes arrumar a casa, fazer um café, brincar com o cachorro eram tarefas adiáveis, hoje elas são quase suas únicas tarefas. Estamos tratando de um recorte já que parte da população troca tudo isso pelo único exercício da sobrevivência. Comunidades inteiras e pessoas do mundo todo lutam pela vida diária. O vídeo retrata o cotidiano simples, comum, trivial de uma artista que com o momento pandêmico se vê diante da tarefa árdua de ser alguém que faz parte da norma e que se vê diante das questões:
“Essa sou eu mesma ou uma performance de mim?”
“Quando tudo voltar ao normal, a norma, serei eu igual a todas e todos como sou agora? As máscaras me protegerão das “máscaras?”
“A fissura do tempo proporcionou uma equidade de “normais” ou uma atenção para o que era fora da norma?”
Se “o passado é uma roupa que não nos serve mais”, porque insistimos em querer colocá-la novamente?
As fissuras do tempo e as produções que surgem na interação entre tempo-arte-trivial são como cristais capazes de queimar as simetrias entre passado, presente e futuro. A arte segue como instrumento legítimo nos movimentos de reconstrução individual e coletiva para um crescente enquanto comunidade.
***FICHA TÉCNICA***
- Atuação | Valéria Barcellos
- Produção | Silas Lima e Valéria Barcellos
SINOPSE O que te fascina no antes que te faz querê-lo de volta? O “antes” tão desprezado é o desejo de hoje, mas qual mudança o hoje que espera o ontem fizer...