02/01/2024
Iniciando 2024 com uma coluna mensal para trocarmos ideias sobre a vida, o universo e tudo mais!
🥂O começo da continuação🍾
Um novo ano começou, ou para aqueles menos acreditados, a continuação do ano passado, que também é a continuação do ano anterior e assim por diante… começou!
Toda véspera de ano novo eu me pergunto: qual dos dois sou eu?
Afinal, eu sou a pessoa que AMA natal, mas que não tem religião. A que ama ano novo, mas que sabe que a vida nada mais é do que uma contagem de dias corridos.
Sou a pessoa que ama ler o horóscopo, saber o que me espera para o ano regente, mas que ao mesmo tempo, não acredita em nada disso..
Estranha, ou só mais uma na multidão? Não sei, mas também não sei se me interessa, afinal sou aquariana e de acordo com meu sol, eu sou assim mesmo: do contra, diferentona.
Independente dos meus credos, sei que me faz bem essa reflexão cultural que paira no ar nos dias 31 de dezembro todos os anos, e por isso me desdobro em metades de mim mesma, onde a incrédula abre espaço para a conveniente e me deixa sonhar e criar minhas metas para a vida que quero viver daqui para frente.
Dito isso, existe uma reflexão que ficou comigo em todo o ano que passou, depois de um texto da Clarice que li, que por acaso ou não, está presente no livro chamado: A Descoberta do Mundo, onde me senti parte do que sou e do que quero ser e por isso, decidi compartilhar com todos aqueles, que assim como eu, se veem assim:
As vezes inteligentes, as vezes não.
As vezes engraçados, as vezes não.
As vezes otimistas, as vezes não.
As vezes interessados e outras interessantes….
De Clarice para vocês:
“Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.”
Feliz ano novo!