Ọdẹ Kayodẹ - Sociedade Aramefá

Ọdẹ Kayodẹ - Sociedade Aramefá Página voltada ao culto do candomblé e alguns ensinamentos que podem ser passados para todos...

Exú é uma divindade importante nas religiões afro-brasileiras e afro-cubanas, como o Candomblé e a Santería. Ele é frequ...
07/10/2023

Exú é uma divindade importante nas religiões afro-brasileiras e afro-cubanas, como o Candomblé e a Santería. Ele é frequentemente associado à abertura de caminhos e à comunicação entre o mundo espiritual e o mundo terreno. Exú é considerado o mensageiro divino, o guardião dos portais e o detentor das chaves que podem abrir ou fechar caminhos na vida das pessoas.

Na tradição religiosa, Exú é retratado de várias maneiras, muitas vezes como um ser astuto, engenhoso e travesso. Ele pode ser invocado para ajudar a superar obstáculos, abrir oportunidades, proteger contra energias negativas e facilitar a comunicação com outras divindades.

Os praticantes costumam oferecer oferendas e realizar rituais específicos para Exú, que variam de acordo com a tradição religiosa e a linhagem espiritual. Essas práticas são consideradas sagradas e devem ser realizadas com respeito e devoção.

É importante observar que Exú é uma figura complexa e multifacetada, e suas interpretações podem variar entre diferentes tradições e comunidades religiosas. Portanto, ao buscar mais informações ou interagir com essa divindade, é aconselhável fazê-lo com respeito e consideração pela cultura e crenças das pessoas envolvidas.

Aramefá Kayodẹ - Sociedade Ọdẹ


Que no dia de hoje, Ogun o grande ferreiro do Orun, possa nos fortalecer com todas as suas proteções e com toda suas for...
14/06/2022

Que no dia de hoje, Ogun o grande ferreiro do Orun, possa nos fortalecer com todas as suas proteções e com toda suas força de guerrear para alcançar sempre o melhor, sem precisar passar por cima de ninguém, Ogun ye Moye🥰

E Káàro... Bom diaHoje uma pequena reflexão do que signif**a axé, para nós que somos povo de santo, que temos orixá em n...
25/01/2022

E Káàro... Bom dia

Hoje uma pequena reflexão do que signif**a axé, para nós que somos povo de santo, que temos orixá em nossas vidas...

Pois bem, ter axé, não signif**a que eu vou me iniciar no sagrado, e minha vida vai imediatamente mudar, para que eu já consiga dinheiro se não tenho, para que no dia seguinte eu já consiga um trabalho se eu não tenho ou conseguir um amor (companheiro(a)) se eu não tenho... Não é assim que a banda toca (rsrsrs)... Quando somos iniciados, o axé que é plantado em nossas vidas, é o ato de confiar, buscar e se entregar a coisas novas sem medo, ou seja, ter confiança no orixá, que eu vou acordar todo dia de manhã e correr atras dos meus objetivos, se eu estou desempregado, vou louvar Orixá para que me abençoe todos os dias até que eu consiga um bom emprego, consequentemente eu vou conseguir dinheiro, e consequentemente vem responsabilidades, e quando menos se espera aparece um amor... Prq eu estou dizendo isso???? Prq ter axé é resumidamente isso, não signif**a jogar tudo nas mãos dos deuses e esperar sentado, temos que fazer por merecer as bênçãos, não deixar para amanhã , ou postergar sempre, o que podemos fazer agora, sempre colocando Orixá na frente....

Ao acordar agradeça a Ori, ao sair de casa agradeça a Exu, ao caminhar agradeça a Ogum, e ao procurar(caçar), agradeça a Oxóssi, ao dialogar lembre-se da sabedoria de Nanã e Oxalá, quando estiver doente peça a Omolu/ Obaluaye, pela cura, esta com problemas em resolver as injustiças diárias, peça discernimento a Xangô, Prq Justiça quem dá é Exu...

Texto: Afikode Odẹ Funmilayo/ Douglas de Oxóssi

08/09/2021

Ògún diz: "Uma nova era vai chegar, novos caminhos eu abrirei, mas quem irá passar por eles serão meus descendentes, deixarei um legado, onde somente os fortes de espírito e que realmente amam o Òrìsà, vão ter a prosperidade e vitórias, que um dia eu plantei na vida deles, não quero ver lágrimas de tristeza, quero ver lágrimas de alegria, pois meu reinado não chegou ao fim, ele apenas se estendeu, pelas mãos de meus filhos..."

A vida é um ciclo de renovações, e cabe a nós aceitar de coração aberto, se entregar, e viver essa renovação, um dia de cada vez e com fé no que Ògún um dia iniciou em nossas vidas...

Ògún yẹ mòye 🙏🏾

Em Ọbaluaiyé Traduzido literalmente (de acordo com sua etimologia - ọba: rei; olú: dono de; aiyé: mundo, Terra) como "o ...
20/07/2021

Em Ọbaluaiyé

Traduzido literalmente (de acordo com sua etimologia - ọba: rei; olú: dono de; aiyé: mundo, Terra) como "o rei dono do mundo" é um Irúnmolè cercado por um certo véu de mistério entre os praticantes de Èsìn ìbílè (yorùbá indígenas religião) e Vodoun (religião indígena Fɔn) - onde é chamado Sakpata [ou e seu culto é mais extenso e popular -. Ọbaluaiyé é o Irúnmolè (força residente na Natureza) que governa a Terra e é responsável (entre outros) pela manutenção da vida, agindo diretamente sobre seu frágil equilíbrio através do poder da morte e da doença. É, portanto, um símbolo divino da efemeridade da experiência humanamente temporária e suas implicações na filosofia e estilo de vida indígenas em que a reencarnação é um ponto central. É um lembrete divino do precioso presente da vida na Terra como uma fase / estágio transitório no processo de elevação da Consciência. Ifá ensina através do Ilè gbóná (título honorífico de Ọbaluaiyé) que, a fim de garantir uma vida longa, saudável, rica (em experiências, relações e meios e ferramentas para a auto-realização) e pacíf**a, devotos e simpatizantes de tais tradições religiosas (abòrìsà ; hunsì) deve aderir a certos princípios e práticas (caráter divino, orações, encantamentos, sacrifícios, ritos de purif**ação, ...) destinados a manter o frágil equilíbrio da vida. Ọbaluaiyé encapsula os mistérios que cercam a morte - para os quais nenhuma expressão orgânica de vida escapa na Terra -.

Olupona Ajaka (outro nome honorífico do Irúnmolè) é responsável por alterar o equilíbrio da vida através da propagação de doenças infecciosas (através de diferentes vetores de transmissão: microrganismos que habitam o solo ou mosquitos por exemplo). Ele é um dos Irúnmolè a quem Olódùmarè confere autoridade para interromper a vida humana e, portanto, é considerado uma força virulenta cujo culto exige considerações particulares. Sempre que ataca (geralmente do ar), evidências físicas aparecem na pele. Ele governa a estação seca.

O medo humanamente inato pelo desconhecido, e mais particularmente a Morte, levou a retratar Sànpònná (um nome que evoca doença e sua natureza mais virulenta - que é considerado tabu ser pronunciado-) como vingativo, ciumento e de caráter irracional, cruel,. .. entre outros como uma projeção coletiva desse medo (culturalmente institucionalizado através do Espírito de Doença e Morte). Ele é percebido como aquele que é capaz de produzir / gerar doenças ou acabar com elas, de causar febres ou condições cutâneas que levam à morte ou de gerar riquezas dando acesso aos tesouros da Terra.

Os sacerdotes de Sakpata no antigo reino de Danxomɛ - chamados de Sakpatasì - eram perseguidos pela realeza por causa de seu poder de controlar epidemias e doenças que acabaram sendo consideradas como uma potencial ameaça à autoridade do rei - a ponto de proibir seu culto e afugentando seus sacerdotes por decreto real -. Mais tarde, o rei Gezo - durante sua campanha militar contra os Maxi - decidiu restaurar o culto e convocou os Sakpatasì para trabalhar em seu nome, causando e espalhando doenças e morte entre seus inimigos. Após sua vitória, Gezo ordenou o sacrifício de 41 mulheres a Sakpata em um dos considerados santuários mais antigos em homenagem a Sakpata no reino de Danxomɛ.

Ọbaluaiyé é uma divindade altamente temperamental e poderosa, cujas ações podem ser orientadas para obter riqueza, proteção contra inimigos e doenças ou para causar doença ou morte. Acredita-se que as pessoas que morrem devido à sua intervenção direta se tornam escravos ou servos que seus padres podem convocar para realizar suas ações.

O santuário de Olúaiyé está instalado fora da casa ou complexo, especif**amente no quintal de onde se acredita comumente que a doença (Ajogun Àrùn) entra na casa. Entre suas ofertas é comum encontrar emu oguro (vinho de palma), igbin (caramujos terrestres africanos), epo pupa (óleo de palma), osùn (madeira de cam), cabra barbudo (obuko), àkùko (galo), ajá ( cão) e alimentos como iyan, èkùrù, egbo, asaro, adalu, entre outros. Sua cor é pupa (vermelho) e certos passos devem ser seguidos sempre que um sacrifício é realizado junto com èèwò (tabus) na casa onde um santuário para convocar sua energia é erguido.

Diferentes odù ifá [ou fádù em fɔn] referem-se a Ọbaluaiyé / Sakpatá entre os quais Òsá olú ogbenjo, Òbàrà òtúrá, ogbè'kànràn, wlɛn mɛji ou lɛ̀tɛ̀ mɛji, por exemplo [mas não limitado a].

Entre seus nomes de louvor encontramos: Asin mo l'egbàá iyanju, a*o oní ikónkò, Onimolè, Olupona ajaka, olóde, ìgbóná, Babagbà, Akóya, Elénpè àjobo, Alápá dúpé, Olúaiyé, ádèrò ònè, ádèrò nèbé, ádèrò ònè, ádjè nè Axɔsú, Azonwannɔ, Kuxɔsu Agbla, Ahwanlangni, Avimajɛ em Vodoun.

Entre seus oríkì [poesia de louvor], temos o seguinte:

Òrìsà jingbini
Àbàtà aru bi ewe ajo
Òrìsà tí nu omo um iya
Bí Obaluaiyé ba um wón tan
Ó tún le sáré lo um baba
Òrìsà bí Àjé
Obaluaiyé mo ilé òsó, ó mo ilé àjé
O gba òsó lojú
Òsí kún finrinfinrin
Ó pa àjé ku ikan soso
Òrìsà jingbinni
Obaluaiyé a um ni toun toun
Obaluaiyé si odu rè han mi
Kí ndi olówó
Kí ndi olomo

Orisa forte
Abata que floresce exuberante como as folhas de Ajo
Orisa que castiga mãe e filho
Depois que Obaluaiye os capturou
Ele ainda vai capturar o pai
Orisa que é / age como uma bruxa
Obaluaiye conhece a casa do feiticeiro e da bruxa
Aquele que desafiou o feiticeiro
Quem correu desesperadamente
Aquele que matou todas as bruxas permitindo que uma sobrevivesse
Orisa forte
Obaluaiye ele que faz as pessoas perderem a voz
Obaluaiye abra seu odu para mim
Então eu posso ser próspero
Então posso ser fértil (ter filhos)

[foto: Sakpatázún (santuário Sakpatá) - Danxomὲ]

30/06/2021

Cuidado a Şàngó não se pede justiça e sim misericórdia!

Ṣàngó é a Divindade iorubá (Imọlẹ̀/Òrìṣà) do raio, do trovão, da força, do poder e da realeza. Muitos confundem a Divindade PRIMORDIAL Ṣàngó com o 3º Aláàfin Ọ̀yọ́ (Rei de Oió) que é Tẹ̀là Òkò, que pelas características do seu nascimento é considerado uma reencarnação de Ṣàngó na Terra, mais precisamente em Ọ̀yọ́. Muitos dizem que Ṣàngó só se tornou Divindade aqui na Terra, depois da sua morte, ou seja, que é um ancestral divinizado, mas é mentira, Ṣàngó é uma Divindade primordial criada por Olódùmarè, assim como Èṣù, Ọbàtálá, Ọya, Ọ̀ṣun, Yemọja dentre outras, Tẹ̀là Òkò foi apenas uma reencarnação sua. E é de suma importância saber a diferença de Ṣàngó Divindade (Ayílẹ́gbẹ́ Ọ̀run), para Ṣàngó Rei de Ọ̀yọ́ (Tẹ̀là Òkò).

São doze... desses.. 6 condenam e 6 absolvem ,então nunca peça justiça a Şàngó por que as vezes você será o criminoso .
Na Bahia, diz-se que existem doze Xangôs: Dadá; Oba Afonjá; Obalubé; Ogodô; Oba Kossô; Jakutá; Aganju; Baru; Oranian; Airá Intilé; Airá Igbonam e Airá Adjaosi.

28/06/2021

Uma das divindades mais importantes na compreensão do Culto Yorubá é o Orí. Uma pessoa sem uma cabeça é uma pessoa sem direção. A cabeça é o primeiro a entrar no mundo na maioria dos ca*os, e é o domicílio de todas as escolhas. Em muitas sociedades africanas, a cabeça é tão importante que ela é adorada como a sede da personalidade e destino do ser humano. A cabeça é considerada o receptáculo de idéias, opiniões, emoções e está ligada ao destino e sorte de cada pessoa. “A origem ou a fonte de todo orí seria o Deus Supremo – Olódùmarè - ou o Grande Orí, do qual todo Orí deriva, visto que ele é, na verdade, o doador de todo Orí “. O conceito de Ifá sobre Orí é a integração do pensamento e da emoção que gera um Orí positivo ou de sabedoria.


ÀDÚRÀ TI ORÍ

Orí ení kini sàka ení
Orí ení kini sàka yan
Orí olóore ori jè o
A saka yìn ki ya n’to lo ko
A saka yìn ki ègbón mi gbè
Ìta nù mo bo orí o
Tradução TI ORÍ
Cabeça que está purif**ada na esteira
Cabeça que está purif**ada na esteira caminha soberbamente
A cabeça do vencedor vencerá
A cabeça limpa que louvamos a mãe, permita que façamos uso dela
A cabeça limpa que louvamos meu mais velho conduzirá
Ar livre e limpo oferecendo a cabeça.

A manifestação contra repressão, religiosa, política ou sexual não diz ou obriga seus adeptos ou simpatizantes a saírem ...
27/06/2021

A manifestação contra repressão, religiosa, política ou sexual não diz ou obriga seus adeptos ou simpatizantes a saírem as ruas para impor respeito, ou seja, se a classe que está sendo reprimida no momento, exige que seus pares concordem com tal ato, já não se torna uma manifestação e sim uma obrigação, e em meio a uma pandemia tais atos podem ser mais prejudiciais do que a causa em si... Manifestações políticas como por exemplo a "motociata" do bozó é um exemplo de irresponsabilidade... Entre tantos outros exemplos, a lei está aí para colaborar com os direitos de todos... Consciência e boa fé não quer dizer o contrário a qualquer causa...







"Quem vive nas costas dos outros é mochila"

Uma casa de asé pode sobreviver aos idiotas e até aos ganaciosos. Mas não pode sobreviver  á traição gerada dentro de si...
16/06/2021

Uma casa de asé pode sobreviver aos idiotas e até aos ganaciosos. Mas não pode sobreviver á traição gerada dentro de si mesma.
Um inimigo exterior não é tão perigoso, porque é conhecido e carrega suas bandeiras abertamente, mas o traidor que se move livremente dentro do Egbé, a abelha que faz o mel também faz um samburá, e seus melifluos sussurros são ouvidos entre todos e ecoam no próprio vestíbulo do Egbé.
E esse traidor não parece ser um traidor, ele fala com familiaridade para todas as suas vítimas, usa suas face e suas roupas e apela aos sentimentos que se alojam no coração de todas as pessoas.
Ele é capaz de arruinar as raízes desta sociedade e até mesmo sua própria raiz; ele trabalha em segredo e oculto para demolir as fundações de toda uma família que por vezes o mesmo faz parte; ele infecta o corpo político a tal ponto que este sucumbe.
Deve-se temê-lo mais que aos inimigos externos e declarados.

Oba Kao!!!

Que Sango me defenda!
Que Sango nos proteja!
Que Sango te oriente!

Texto: Leandro Florio

Repostado da página

14/06/2021

a todos que estão curtindo a pagina, meu mojuba, e muito obrigado por fazerem a pagina crescer, logo mais teremos publicações, sobre nosso sagrado...
axé a todos!!

Obrigação no Candomblé: Tudo Que Você Precisa SaberMo júbà, Báwo ni o? (Saudações, Como vai?)O assunto de hoje será obri...
14/05/2021

Obrigação no Candomblé: Tudo Que Você Precisa Saber

Mo júbà, Báwo ni o? (Saudações, Como vai?)

O assunto de hoje será obrigações de santo, ou também chamada de obrigações de anos no Candomblé. As obrigações geralmente determinam o grau de um iniciado, alguns até as usam para determinar uma certa hierarquia, pois após os 7 anos de iniciada, a pessoa passa a poder fazer algumas coisas que antes não poderia, passam a ter certa superioridade que os demais irmãos de santo.

Não se sabe ao certo a origem dessas obrigações, posto que na grande matriz, nos países de onde o Candomblé é originado não se têm notícia de obrigação de 1 ano de santo, obrigação de 3 anos de orixá ou a mais querida de todas, a mais almejada: obrigação de 7 anos, onde muitos passam erroneamente serem chamados de “Êbomi”.

Hoje irei falar sobre:

1 – Por que chamam de “Êbomi” quem faz 7 anos de santo?

2 – Por que “Pagar Obrigação” e Por Que Essa Cobrança Toda?

3 – Odu ou Odum? Como é a forma correta de falar a obrigação de anos?

4 – Números em Yorùbá Para Comemoração de Iniciação Ao Òrìsà.

Mas porque erroneamente, você deve estar se perguntando.
Muitas coisas, muitas coisas mesmo são criadas, inventadas aqui no Brasil. Não há na Nigéria, Togo ou Benin vestígios de muitos absurdos que vemos hoje por ai. Claro que algumas coisas foram criadas, ou adaptadas, para melhor organizar as pequenas Áfricas, assim eram chamados os terreiros, as casas de Candomblé.

Mas tantas outras não há fundamento, sendo que baila nos lábios de quem quiser criar conjecturas a respeito do que vem a signif**ar ou de onde surgiu alguma coisa, sendo muitas coisas relegadas aos Ìtàn – Lendas. E nas lendas, não as do corpo de Ifá, mas aquelas que se quer sabem a origem, lá é onde nascem explicações para alguns absurdos.

Mas vamos entender o erro do termo “Êbomi”. Não é um cargo, não é um posto e pasme, uma pessoa com um ano de santo pago ou não, pode ser “Êbomi” de outra. Você não precisa ter 7 anos de santo para ser “Êbomi”!

O termo correto é Ègbón mi e signif**a meu irmão mais velho. Podemos reduzir ainda mais para Ègbón = irmão mais velho. Onde também há o seu antônimo, Àbúrò, que signif**a irmão mais novo. O termo Ègbón não é taxativo, não vem dizendo que só podem ser considerados tal quem tiver mais de 7 anos de santos pagos.

Ca*o um Ìyáwo A tenha 1 ano de santo e um Ìyáwo B tenha 9 meses de iniciado, A é Ègbón de B e B passa a chamá-lo de Ègbón mi (Meu irmão mais velho). Simples assim! E o Ìyáwo A chama o Ìyáwo com 9 meses de iniciado de Àbúrò mi (Meu Irmão mais novo).

Tem se um outro costume errado de chamar quem tem menos de 7 anos de Ìyáwo e quem tem 7 ou mais de “Êbomi”. ERRADO. Todos são Ìyáwo. Todos são filhos de alguém e são “casados”, assumiu um compromisso com seu Òrìsà.

Ègbón = Irmão mais velho;

Ègbón mi = Meu irmão mais velho (Quando seu irmão de santo tem mais tempo de santo que você).

Àbúrò = Irmão mais novo.

Àbúrò mi = Meu irmão mais novo (Quando seu irmão de santo tem menos tempo de santo que você).

Pagar A Obrigação
Há quem discorde, mas pelas pesquisas tudo indica que essa tal “pagar a obrigação” nasceu de uma época em que comprava-se a carta de alforria dos escravos e esse então passava a ter uma “Obrigação” com quem o libertou.

Livre para poder trabalhar, o escravo pagava uma parte no primeiro ano solto, depois outra parte 3 anos após e 7 anos após, onde enfim, estava livre de verdade. Mas não irei jogar a responsabilidade disso em cima de nenhum itan ou algo assim, pois carece de mais fontes históricas.

Mas uma coisa é certa, seu Orí, fonte de sua força, pensamentos, idéias… esse deve estar forte e merece comer todo ano. Somente com seu Orí forte é que seu Òrìsà pode atuar com mais precisão por você.

Importante salientar que essa “Obrigação” é com seu Òrìsà e não com o povo que nada tem com sua vida espiritual. Ou seja, não precisa torrar rios de Dinheiro com festas, convites e comilanças sem fim.

Há quem discorde, mas há muitas pessoas que não são adeptas das obrigações festivas. Dão de comer ao seu Òrìsà todo ano e estão com suas vidas prósperas e seguindo em frente.

Sei que há quase uma lenda urbana que diz que quem não paga as obrigações perde emprego, Òrìsà larga a cabeça, perde amo, saúde e corre até mesmo o risco de morrer. Como dizem: – Òrìsà cobra!

Sou contra tal ideia!

Mas se sua casa prega tal ideia, respeite seu zelador ou zeladora e bola para frente. Mas sempre que houver espaço, pois muitos zeladores não dão espaço para uma conversa com seus iniciados, busque aprender mais sobre obrigações!

Odú, Odún, Odum…. Como se Fala Obrigações de Anos Em Yorùbá
O motivo dessa postagem sem sombra de dúvidas foi essa parte. Onde nasceu a ideia de postar sobre como escrever corretamente “Obrigação de X anos” em Yorùbá. Recebo e-mails com muitas dúvidas e escrever corretamente um convite de comemoração de anos de iniciação é o campeão.

Vejo que as pessoas escrevem ao seu bel prazer. Colocam acentos onde não existe, pronunciam como querem e dão signif**ados trocados ou errados às palavras.

Vamos então começar a entender por partes:

Obrigação em Yorùbá
A palavra “Obrigação” em Yorùbá, segundo o Dicionário são as seguintes:

Oore – Obrigação

Igbese oore – Obrigação

Idè – Obrigação

Logo podemos notar que o termo comumente usado atualmente em nada se aproxima ao termo “Obrigação” em Yorùbá. Mas na verdade, o que ocorre, é que o povo Yorùbá é muito festivo e nota-se isso em seus festivais muitos públicos, apesar de muitas vezes serem religiosos.

Então podemos entrar na próxima explicação:

Odù, Odum ou Odún … O que é o que?

Vamos conhecer cada palavra para podermos analisar melhor essa questão. Lembrando que estarei escrevendo como geralmente escrevem em redes sociais, convites e afins!

Odù – Signos de Ifá, sinais que trazem mensagem sobre a vida de uma pessoa. Alguns traduzem como destino, mas assim como a palavra àse, essa palavra também merece por vezes longas explicações.

Odún – Festa, festividade, festival, aniversário. Também signif**a: ano, idade.

Odum – Palavra inexistente nos dicionários de Yorùbá.

Bem, de posse das duas palavras mais próximas do que queremos dizer (comemorar algo), podemos concluir que a segunda chega mais próximo do que realmente queremos, indicar que estamos comemorando um marco (1 ano, 3 anos, 7 anos etc).

Mas ca*o você saiba seu Odù e em determinada data você quer fazer algo para poder comemorar a data, pode dizer: Irei comemorar o meu Odù (No ca*o, como disse, que saiba após consultar um Bàbáláwo e não o Odù da mesa de um zelador ou zeladora.).

Mas se estamos falando realmente da comemoração de por exemplo 3 anos de santo, já sabemos que a palavra é Odún , pois esta signif**a uma comemoração, uma festa e até mesmo idade. Porém, precisamos aprender algo mais nessa lição: os números em Yorùbá.

Números em Yorùbá
Assim como no português, em idioma Yorùbá os números se classif**am em Ordinais (indicam ordem, colocação), Cardinal (indicam contagem), Fracionários e etc..

Aqui teremos algumas considerações importantes: Há uma forma quase correta e outra corretíssima.

Números Cardinais (Não especif**a o que): 1 = Okan, 3 = Etá, 7 = Eje;

Números Ordinais (Ordem): 1 = Kíni ou Ekini, 3 = Ekéta ou Kéta, 7 = Ekéje ou Kéje;

Números Totais (Indicam quantidade de algo especif**ado): 1 = Kan, 3 = Méta, 7 = Méje.

Os números totais são os corretos para usarmo em nosso ca*o, pois eles é que especif**am o que está sendo contato. Gramaticalmente, eles que modif**am o substantivo “anos”.

Agora vamos ver como f**a então a síntese, o resumo disso tudo:

Um ano = Odún kan

Três anos = Odún méta

Sete anos = Odún Méje

Em um convite impresso ou postado em alguma rede social, poderíamos escrever assim:

“Gostaria de Convidá-los para meu Odún Méta, onde estarei recebendo todos em…”

ou

“Dia XX/XX acontece o meu Odún Méje t’Òrìsà. Venha louvar o Òrìsà na Rua…”

Conclusão
Chegamos ao fim da postagem onde aprendemos que esse termo “pagar Obrigação” é mais pejorativo do que outra coisa, sendo, possivelmente, reflexo histórico da época da escravatura, apesar de faltas de provas históricas.

Vimos também que estão usando o termo errado, mais um termo errado, dentro do Candomblé. Mas podemos aprender a forma correta, mas apropriada, para “Obrigação de ano”, que na verdade signif**a “comemoração de ano”.

Espero que tenha gostado e tenha visto como é importante aprender mais sobre essa linda cultura e também sobre o idioma Yorùbá, pois a maioria do Candomblé se utiliza deste idioma, de forma errada, mas usa muito.

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Ponta Grossa, PR

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