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15/02/2021
09/10/2014

Começa, em São Paulo, a maior feira de games da América Latina
Evento reflete o mercado de jogos no Brasil, o 4º maior mercado do mundo.
Apenas neste ano de 2014 o setor deve movimentar cerca de R$ 5 bilhões.
Flávia Freire
São Paulo, SP

Começou na quarta-feira, dia 8 de outubro, em São Paulo, o Brasil Game Show, a maior feira de games da América Latina. A área de negócios da feira foi ampliada para fortalecer o desenvolvimento de jogos nacionais. Até domingo (12) são esperados 250 mil apaixonados por games.
Até parece uma brincadeira, mas Renan está trabalhando. A paixão de infância se transformou em profissão. Hoje, ele é gerente de vendas de uma das maiores desenvolvedoras de games do mundo.
"A gente está trazendo jogos dublados em português, jogos localizados para o Brasil. E a gente gamer, consumidor gamer gosta cada vez mais dessa atenção", explica Renan Avolio, gerente de vendas da Ubisoft.
O esforço para chamar a atenção do mercado brasileiro tem explicação. O país já é o quarto maior mercado do mundo. Só neste ano, o setor deve movimentar R$ 5 bilhões no Brasil.
"A projeção é muito positiva. A gente vem de um mercado que ainda tem uma demanda reprimida muito grande, não para de crescer, vai na contramão da economia brasileira de hoje. E a projeção é de um crescimento, nos próximos cinco anos, ainda bastante acentuado, impulsionado pelas fábricas no país tanto de jogos quanto de consoles", diz Marcelo Tavares, fundador e diretor do Brasil Game Show.
O Brasil é, sem dúvida, um grande consumidor de jogos, mas a maior parte dos títulos vem de fora do país. Para mudar essa realidade, uma das novidades da feira deste ano é um espaço onde produtores brasileiros podem mostrar seus trabalhos.
Pérsis ocupa um dos 180 estandes do Brasil Game Show. Ele está ao lado de gigantes do mercado, e quer que o público conheça o primeiro jogo da empresa que abriu com os sócios. Foram três anos de dedicação e R$ 100 mil de investimento.
"O mercado brasileiro é um desafio pra gente, mas um desafio que vale a pena. Ele é um mercado grande e a gente acha que, com um titulo bom e que traga a nossa cultura, a gente pode vencer nele", acredita Pérsis Dualik, diretor administrativo da Dualik.
O executivo francês, que trabalha no mercado de games no Brasil há oito anos, também acredita que o futuro é promissor para os produtores de jogos nacionais.
"Muito criativo. E a a cultura brasileira é uma cultura muito rica porque tem muitas origens diferentes. Então, o brasileiro pode fazer jogos para os americanos, para os europeus, para os chineses e tem essa cultura já globalizada, que é uma força imensa para o futuro", afirma Bertrand Chaveror, diretor da Ubisoft para a América Latina.

09/10/2014
É o fim.
04/02/2014

É o fim.

Trailer legendado do filme "This is the End", que no Brasil recebeu o título de "É o Fim".

Games importados estão sendo barrados pela Receita FederalNão bastasse os jogos de videogame no Brasil custarem caro, co...
08/01/2014

Games importados estão sendo barrados pela Receita Federal

Não bastasse os jogos de videogame no Brasil custarem caro, com lançamentos saindo por no minimo R$ 175, a importação destes títulos apresentou problemas entre março e julho. Jogos estão parados na Receita Federal, deixando as lojas sem games produzidos fora do país.
O motivo é que agora o órgão investiga de modo mais apurado a carga importada com o objetivo de resolver os problemas apontados e a pagar a tributação correta.
O problema aconteceu com as importações durante quatro meses feitas principalmente nos Estados de São Paulo e do Paraná por conta de divergências na classif**ação do que é um jogo de videogame para a Receita Federal: é um brinquedo ou software? Para a Receita, o game deve ser tributado como brinquedo, enquanto para as distribuidoras, ele é um software e um dos meios usados é a divisão dos tributos entre a mídia do game (DVD ou Blu-ray, por exemplo) e os direitos autorais.

Juntos, Xbox One, PS4 e iPhone 5S custam 80 dias de trabalho no BrasilAmericanos trabalham cinco dias e seis horas para ...
04/01/2014

Juntos, Xbox One, PS4 e iPhone 5S custam 80 dias de trabalho no Brasil
Americanos trabalham cinco dias e seis horas para fazer a mesma compra.
Brasileiro leva 35 dias só para comprar o PlayStation 4, o mais caro da lista.

Não só pelas novidades tecnológicas, os videogames da nova geração Xbox One e PlayStation 4 e o smartphone iPhone 5S prometem f**ar durante muito tempo na memória do consumidor. O brasileiro tem que trabalhar 80 dias sem gastar um único real se quiser juntar dinheiro suficiente para levar os três aparelhos para casa.
O cálculo foi feito a pedido do G1 pelo economista Samy Dana, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV). De acordo com os dados tabulados pelo professor, se o consumidor optar pelo iPhone 5C no lugar do 5S, tem a carga horária necessária para comprar os aparelhos aliviada em sete dias (veja tabela abaixo).
A relação dos dias trabalhados pelos brasileiros f**a mais ressaltada quando comparada ao necessário para comprar os mesmos produtos em outros países. O norte-americano tem de trabalhar apenas cinco dias, seis horas e 19 minutos para fazer as aquisições.
Para chegar aos resultados, o economista utilizou a renda média dos dois países, medida pelo PPP (Poder de Paridade de Compra, na sigla em português), e a média de horas trabalhadas.
No Brasil, o PPP é de US$ 11,4 mil e as horas médias, de 1,9 mil; nos EUA, de US$ 48,9 mil e de 2 mil. O brasileiro perde duas vezes, diz. “A gente ganha muito menos e os produtos custam muito mais aqui”, afirma.
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35 dias e contando
Os preços do Xbox One e PlayStation 4 vendidos no Brasil são notadamente os mais caros do mundo. O G1 fez um levantamento em todas lojas on-line da Apple de 39 países que vendem o iPhone 5S. Os resultados mostram que o novo smartphone top de linha da empresa vendido no país também é o mais caro, custa a partir de R$ 2,8 mil, ou US$ 1.170, US$ 971 a mais do que o preço cobrado pela versão analisada nos EUA, a de 16 GB desbloqueada.
“A gente é um país pobre, então a gente ganha mal perto de qualquer país desenvolvido”, diz Dana. “A gente já tem o PlayStation mais caro do mundo, o iPhone mais caro do mundo, o que, ponderado pelo salário menor, deixa a coisa um absurdo”, completa.
Os preços dos videogames, principalmente o do PlayStation 4, já foram alvo da indignação dos jogadores brasileiros, o que levou a Sony, fabricante do console, a se manifestar. Ao G1 a empresa afirmou que chega a perder dinheiro com as vendas do aparelho por R$ 4 mil no país.
Para comprá-lo, porém, o brasileiro tem de dedicar 35 dias, uma hora e 41 minutos de trabalho. Nos EUA, esse esforço cai para dois dias, uma hora e 12 minutos – o preço por lá também é menor, de US$ 400. Nos EUA, o Xbox One, vendido pela Microsoft por US$ 500, é o aparelho que demanda mais dias de trabalho: dois dias, cinco horas e sete minutos. No Brasil, onde é vendido por US$ 2,3 mil, são 20 dias, uma hora e 55 minutos.
Caros
“Por que os preços são tão caros? têm várias explicações”, diz Dana. “Primeiro, a carga tributária. A gente tem impostos muito altos. A alíquota média de um produto é 36,5%, às vezes, ultrapassa 60%”, comenta. A Sony argumentou que 63% do preço final do PS4 advém da carga tributária.
As causas continuam. “A gente tem um blecaute logístico. Então, tudo, para transportar, para chegar, é mais caro, mais difícil. A gente tem uma pequena competição, não tem acesso a muitos produtos, não são todas as empresas que estão no Brasil. E, por fim, mas não menos importante, as margens de lucro das empresas no Brasil são maiores. Todos esses fatores deixam o produto naturalmente mais caro”, conclui.
O último balanço da Apple não revela as dados da empresa específicos para o Brasil, mas aponta que a margem da companhia caiu no terceiro trimestre de 2013, dos 40%, registrados um anos antes, para 37%.

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