19/11/2018
Nossa última exibição desse semestre ocorrerá nesse sábado, dia 24, e o filme escolhido par fechar com maestria nossos encontros de construção de conhecimento foi A Febre do Rato.
A Febre do Rato é um filme nacional, do diretor Cláudio Assis. Conta à história de um poeta inconformado e anarquista, que baca seu próprio tabloide. Leva a vida na contra mão do popularmente normal, solitário transita entre o s**o casual e descompromisso com os padrões sociais. Até que conhece uma bela jovem e vê-se confrontado quando ela não cede a suas investidas se***is, sua vida sofre mudanças a partir do “gozo impedido” e tem consequências tanto físicas quanto mentais.
O filme é ambientado em Recife palco de muitos problemas urbanos como favelas rivalizando com arranha-céus opulentos e poluição e barulho sufocando a vida de seus moradores. O poeta evidencia sua inquietude com a cidade, gritando pelos alto-falantes: "Vocês sabem o barulho que essa cidade tem. Vocês sabem o gosto. O cheiro.”. Para além, A Febre do Rato levanta reflexões sobre a nudez, sobre a liberdade dos corpos, utilizando uma encantadora fotografia em preto e banco, “Há um estado de coisas inviável nas nossas metrópoles, pedindo para se reorganizar, e quem acha que nudez no cinema brasileiro é sinônimo de baixaria infelizmente não vai perceber que Febre do Rato toma uma posição política atual em nome da coletividade.
O cartaz de Amarelo Manga, o primeiro longa de Cláudio Assis, dizia em tom sensacionalista que "o ser humano é estômago e s**o". Em Febre do Rato, o terceiro e melhor filme do diretor, o ser humano é estômago, s**o e algo mais.”
Fonte: Omelete @ Petrolina