Xadrez para vida

Xadrez para vida Pagina voltada a ensinamentos essenciais de estratégia e tática enxadrísticas, direcionado a principiantes e jogadores de conhecimento mediano.

Aí o "mestre" arruma uma namorada...🤣😂🤣😂🤣😂🤣
01/08/2021

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Mate em dois, brancas jogam!
04/07/2021

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A legenda pertence a vós, porém peço que política não seja debatida aqui.
21/02/2021

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Terás respeito quando encontrares o lance das brancas.
10/01/2020

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O xadrez trata trasntornos de atenção. Dados fornecidos pelo site Psiq Web, apontam que o Transtorno de Déficit de Atenç...
26/03/2018

O xadrez trata trasntornos de atenção.

Dados fornecidos pelo site Psiq Web, apontam que o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperativismo (TDAH) afeta cerca de 10% da população mundial. No Brasil, a doença é constatada de 3,6% a 5% na população escolar, sendo 25% em crianças. Embora a doença seja observada com mais frequência na infância, 66% das crianças continuam demonstrando os sintomas na adolescência e 50%, na idade adulta. Dos 17 milhões de brasileiros com TDAH, apenas 30 mil pacientes estão em tratamento. A doença não tratada gera outras complicações, como ansiedade generalizada, depressão, síndrome do pânico e transtorno obsessivo compulsivo (TOC).

Observando isso, o professor Flávio Marvejol identificou, por meio de um projeto que ele já realizava em escolas, o xadrez como agente de mudança comportamental em pessoas com TDAH. Graduado em Educação Física e em Pedagogia, o professor descobriu a atividade como auxiliar no tratamento de pessoas que possuem a doença e transformou a pesquisa em objeto do seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da pós-graduação em Esportes e Atividades Físicas Inclusivas para Pessoas com Deficiência, oferecida pelo Centro de Educação a Distância (Cead) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), no Polo de Cubatão.
Durante o desenvolvimento do trabalho, foram estipuladas diretrizes: “Para apontar a mudança atitudinal, eu tinha contato na escola com os responsáveis pela documentação e dados que indicavam a evolução cognitiva do aluno. Além de manter um ótimo relacionamento com o pais do protagonista do relato que, quando contatados, disponibilizavam pronto atendimento e testemunhavam a evolução do filho nos aspectos pesquisados ao longo do período em que participou do projeto”, lembra o professor.

A pesquisa foi realizada de 2008 a 2011 e apontou o xadrez como um agente de mudanças de atitude e cognição do portador de TDAH. A atividade é uma poderosa ferramenta para auxiliar as pessoas na aquisição da autoestima, no exercício da sociabilidade, na melhora das relações familiares e no sucesso no meio escolar. “O praticante de xadrez tem por obrigação cumprir as regras do jogo e, no convívio com os demais jogadores, aprende a ter atitudes cordiais e respeitosas. A cognição se desenvolve porque o praticante, antes de realizar uma jogada, deve fazer a leitura da provável intenção do adversário e desenvolver uma estratégia que configura uma crescente no raciocínio lógico”, destaca Flávio Marvejol.

Antes de frequentar o projeto de xadrez, o aluno observado por Flávio tinha comportamento agressivo e não se relacionava com os colegas de classe. O TDAH foi diagnosticado quando ele tinha apenas seis anos de idade e, de acordo com a mãe, o xadrez trouxe um desenvolvimento cognitivo e social alcançado nem mesmo com o uso de medicamentos. “O projeto de xadrez, como todo projeto educacional, é excelente. Quando a atividade entrou na vida do meu filho, apenas trouxe benefícios em relação a sua concentração, atenção e profissionalismo. Hoje, vejo meu filho, mesmo tomando remédios, muito mais concentrado e participativo, ajudando e ensinando outros”, afirma a mãe do aluno.

A iniciativa de participar do projeto partiu do próprio aluno quando ele tinha 7 anos de idade e cursava o 2° ano do ensino fundamental. Hoje, no 7° ano, ele ainda participa dos torneios esportivos da atividade e optou por se dedicar à prática pelo seu desenvolvimento. “Porque existem regras no xadrez e na escola que temos que cumprir e pelo amor à minha família”, destacou.
Claro que como todo projeto pedagógico, necessita acompanhamento evolutivo, além de todo tipo de incentivo, seja ele por parte dos colaboradores seja por parte dos interessados.

O louco que vencia Deus no xadrez--------------------Certa vez, um médico psiquiatra de um hospital de Kiev, que tinha u...
06/08/2017

O louco que vencia Deus no xadrez--------------------Certa vez, um médico psiquiatra de um hospital de Kiev, que tinha um caso bastante complicado, resolveu pedir a ajuda do então campeão mundial de época, Mikhail Tal.

Havia um interno no hospital psiquiátrico que tinha noções de xadrez, mas que só admitia jogar com Deus. E o mais grave, ganhava sempre, chegando a esnobar o criador com frases do tipo “ora Deus, esta abertura foi muito fraca, tome um xeque-mate”, jogava, discutia e ironizava Deus elevando o olhar ao céu a cada partida.

Como Tal era o campeão mundial e estava no auge da fama – e o interno só lia jornais e revistas que tratavam de xadrez – aceitou recebê-lo em seu quarto.

Foi um sucesso quando Tal chegou no hospital, pois ele era muito conhecido em toda União Soviética. Entrou no quarto, cumprimentou o louco e desafiou-o para uma partida. O louco ironizou dizendo que ele era muito fraco. Bem, jogaram, e o louco ganhou.

O médico desesperou-se, pois pretendia acabar com o ego do maluco e não alimentá-lo. O louco riu à beça e, em seguida desafiou Deus para uma partidinha.

Um ano depois, com aquela derrota incrível e surpreendente a incomodá-lo, Tal apresentou-se em Leningrado, jogando uma simultânea contra 250 enxadristas. Cumprimentou a todos e identificou entre eles o seu velho conhecido e vencedor, o louco.

Chamou os jornalistas e informou que provavelmente venceria 249, mas que inevitavelmente perderia uma. Iniciou-se a simultânea e Tal obteve 250 vitórias.

Satisfeito, saiu correndo em busca de um telex e mandou uma mensagem para o médico psiquiatra, em Kiev: “Caro amigo, consegui vencer o louco”. Dois dias depois recebeu a resposta do médico, em Moscou: “Grande coisa. Ele teve alta há seis meses!”.



Autor: Cézar Augusto Sizanoski

Fonte: Revista do Clube de Xadrez Epistolar Brasileiro

Morte de dois jogadores de xadrez na Olimpíada abre debate sobre dureza do esporte.(Leontxo García)A pergunta de sempre:...
04/08/2017

Morte de dois jogadores de xadrez na Olimpíada abre debate sobre dureza do esporte.
(Leontxo García)

A pergunta de sempre: o xadrez é um esporte? A dos últimos quatro dias: é um esporte de risco? Esse salto do branco para o preto se deve à morte de dois jogadores na Olimpíada de Tromso, na Noruega. A única coisa clara é que o xadrez de alta competição é muito mais extenuante do que parece, embora não tanto para se atribuir as duas mortes somente a isso.
É quase certo que as artérias coronárias de Kurt Meier, 67 anos, já estivessem muito mal quando viajou para Tromso com a seleção das Seychelles. Uma emoção muito forte poderia bastar para sofrer o infarto, como a que ele sentiu na quinta-feira, durante a última rodada da Olimpíada de Xadrez, contra Ruanda: Meier acreditava que sua posição era vencedora, quando seu rival encontrou uma combinação de empate; ele despencou na cadeira e bateu a cabeça contra o tabuleiro; tentaram reanimá-lo durante mais de meia hora, mas foi inútil.
Do outro caso se sabe muito pouco: o usbeque Alisher Anarkulov, 46 anos, que jogava com a equipe especial da Associação Internacional de Surdos (ICCD), foi encontrado morto em seu quarto nessa mesma noite, e a polícia norueguesa afirmou que as causas foram "naturais".
Desde que Felipe 2º patrocinou torneios com os melhores enxadristas do mundo no século 16, se conhecem pouquíssimas tragédias semelhantes. Além disso, nem Seychelles nem a ICCD são seleções submetidas a alta tensão, porque estão na parte inferior de uma classif**ação com 177 equipes; seus integrantes são aficionados, sem uma preparação rigorosa.
Como estatística, que dois dos 1.500 participantes morram durante uma competição de duas semanas não tem por que ser relevante. Mas é provável que a tensão acumulada durante 11 rodadas, embora muito menor que a dos jogadores profissionais, fosse o estopim de ambas as mortes.
Correr de vez em quando por um parque ou praia exige apenas um mínimo de condição física; ser profissional da maratona implica genes especiais e um treinamento duríssimo. Para jogar xadrez como passatempo, não se necessita de nada: nem saúde nem um nível mínimo de inteligência. Mas o xadrez profissional de hoje é outro mundo, muito diferente: as partidas duram entre quatro e seis horas e produzem um desgaste enorme; e os treinamentos podem passar de oito horas diárias. Em geral, os enxadristas dormem várias horas a mais que o normal, cuidam muito de seu preparo físico e sua alimentação e perdem quilos de peso nos torneios longos.
Entre os 50 melhores do mundo, só há cinco com mais de 40 anos. Diversos estudos científicos indicam que os enxadristas usam muito algumas partes do cérebro pouco exercitadas pelas pessoas em geral, e também que usam ambos os hemisférios ao mesmo tempo, coordenadamente.
Juan Antonio Samaranch explicou a "El País" em 1998 por que ia propor à seguinte Assembleia Geral do Comitê Olímpico Internacional que se aceitasse como membro a Federação Internacional de Xadrez: "Em nossos arquivos não temos uma definição oficial do que é esporte. O xadrez é o esporte mental por excelência e está organizado como tal em todo o mundo. Encaixa perfeitamente com o lema 'Mens sana in corpore sano' e nos dará uma imagem ligada à inteligência". Sobre sua mesa estava um relatório de centenas de páginas que continha um experimento médico da Universidade de Louvain (Bélgica) em que se demonstra que o desgaste físico (nervoso, hormonal e cardiovascular, principalmente) de um enxadrista de alta competição não é inferior ao de vários esportes olímpicos. A assembleia aprovou a moção.
O esporte de alta competição tem muito de insano, porque consiste em levar o corpo a seus limites. Jogar xadrez em alto nível exige exprimir a máxima capacidade do cérebro. Tudo indica que Meier e Anarkulov já estivessem doentes quando voaram para a costa do Ártico. Ambos morreram como muitos enxadristas gostariam, praticando sua grande paixão. E ambos foram notícias destacadas em meios de comunicação que jamais prestaram atenção ao xadrez, mas agora afirmam que é um esporte de risco.

Lugar de criança é no xadrez! ---------------                               PM leva projeto Xadrez na Escola para crianç...
05/06/2017

Lugar de criança é no xadrez! ---------------
PM leva projeto Xadrez na Escola para crianças do município do Cantá, em RR
Projeto Xadrez na Escola atinge 90 crianças na sede do município do Cantá e 40 na Vila Serra Grande I. Intenção é formar equipe para disputar os Jogos Escolares 2017
Organizadores do projeto Xadrez na Escola e crianças da Serra Grande I; inclusão e cidadania.
Organizadores do projeto Xadrez na Escola e crianças da Serra Grande. Que tal levar crianças e adolescentes ao universo do xadrez? Esse é o intuito do projeto Xadrez na Escola, desenvolvido pela Policia Militar por meio do policiamento comunitário na comunidade do município do Cantá, distante 35 quilômetros da capital Boa Vista.
O projeto é desenvolvido na Escola Estadual José Aureliano da Costa, na sede do município por policias militares voluntários. O que é preciso? Dedicação e vontade de ampliar o projeto para as demais vilas da região.
Um dos coordenadores do projeto é o soldado Guilherme Lima. Segundo o policial militar, a ideia do projeto surgiu devido a comunidade local ser carente de projetos sociais, principalmente com relação ao esporte, fazendo com que os jovens f**assem ociosos e propícios ao cometimento de delitos.
Projeto Xadrez na Roraima também atende na Escola Estadual José Aureliano da Costa.

- Os benefícios morais que o xadrez proporciona são de grande relevância para as crianças, tais como: o respeito mútuo, a autonomia, a tolerância, o espírito de competição, o sentimento de vitória e de derrota, conhecer e reconhecer o ponto de vista do outro. As inúmeras jogadas e possibilidades fazem com que as crianças exercitem o imaginário, o trabalho, a inteligência - disse.
O projeto atende cerca de 90 crianças no município do Cantá e 40 crianças na Escola Mário Homem de Mello na Vila Serra Grande I. Os idealizadores do Xadrez na Escola visam tirar as crianças, no horário oposto ao turno escolar, da ociosidade, da vulnerabilidade e assim dar uma ocupação para elas.
São atendidas cerca de 90 crianças e adolescentes na sede, e 40 na Vila Serra Grande.
- Falta políticas públicas nesse sentido no interior do estado que possam ocupar o tempo destas crianças e adolescentes.
Por meio do projeto ainda não participamos de campeonatos. Nós temos a intenção de formar uma equipe em 2017 para podermos disputar os Jogos Escolares. Se tiverem um bom resultado, podem até viajar para campeonatos nacionais.
O projeto acontece em parceira o IDR (Instituto de Desporto de Roraima). Outras informações podem ser obtidas pelo contato (95) 99126 2948.

O mestre do xadrez que trapaceava no banheiro.Os juízes descobriram que Nigalidze estava usando um celular escondido no ...
03/06/2017

O mestre do xadrez que trapaceava no banheiro.
Os juízes descobriram que Nigalidze estava usando um celular escondido no banheiro para trapacear
O xadrez sempre foi um jogo de estratégias, mas o grande mestre Gaioz Nigalidze, da Geórgia, escolheu uma polêmica na disputa com o armênio – também um grande mestre -Tigran Petrosian, na sexta rodada do Aberto de Dubai.
Ao longo da partida, o enxadrista georgiano se levantou várias vezes para ir ao banheiro, sempre usando a mesma cabine.
Na quarta ou quinta vez, Petrosian desconfiou e pediu ao árbitro do jogo para f**ar de olho em Nigalidze – ele suspeitava que o adversário poderia estar trapaceando e usando as idas ao banheiro para recorrer a algum dispositivo eletrônico.
Não foi necessária uma investigação muito minuciosa para constatar que o armênio estava certo.
A cada ida ao banheiro, Nigalidze buscava ajuda para a partida fazendo uso de um smartphone.
De acordo com as normas da Federação Internacional de Xadrez (Fide), nos campeonatos mundiais não pode haver nenhum celular nas zonas de jogo.
"Nas competições que não são da Fide, é permitido ter um celular, mas ele deve estar desligado durante todo o jogo", explicou o secretário-geral da Federação Espanhola de Xadrez, Ramon Padulles, à BBC.
De acordo com o que foi relatado no site oficial do torneio, os juízes ignoraram o armênio e, como estavam em vigor as recentes regras da Fide, exigiram que Nigalidze mostrasse se levava algum equipamento que permitisse melhorar seu desempenho. Não encontraram nada.
Ainda assim, chamou a atenção do árbitro da partida o fato de que o georgiano sempre utilizava a mesma cabine do banheiro. E quando foram verif**ar o local, encontraram um iphone escondido embaixo de uma pilha de papel higiênico.
A súmula da partida e o aplicativo usado pelo georgiano
Ao ser confrontado, Nigalidze negou ser o dono do celular.
"Analisou-se detalhadamente a informação contida no aparelho e descobriu-se que a rede social estava conectada (ao perfil de) Nigalidze. E além disso, estava sendo usado um aplicativo de xadrez detalhando as jogadas recentes da partida com Petrosian", explicou a organização do torneio em sua página no Facebook.
Com o aplicativo, Nigalidze podia analisar as jogadas do rival e a maneira mais efetiva de responder.
"O juiz tinha o direito de fazer o controle. O banheiro é uma zona de jogo, como o fumódromo e a sala dos juízes, e se ligar o celular ali o competidor poderá ser punido", disse Padulles.
O georgiano, que é o atual campeão de seu país, foi eliminado do torneio e poderia ser suspenso por até 15 anos por trapacear em um torneio.
Esse não é o primeiro episódio do tipo em um torneio internacional de xadrez. Em 2013, o búlgaro Borislav Ivanov foi suspenso por quatro meses depois da descoberta de que muitos dos seus movimentos no tabuleiro eram similares aos de um software de análise de jogadas de xadrez.
Em 2010, a Federação Francesa puniu três de seus jogadores depois de comprovar que, por meio de mensagens de texto, eles estavam recebendo informações de um computador com jogadas.
Fide criou medidas antitrapaça e determinou que não pode haver celulares em nenhuma das zonas de competição
"Por isso a Fide recentemente criou uma série de medidas antitrapaça, que incluem ajuda tecnológica para que os árbitros possam detectar rapidamente se um jogador está usando informação em seu celular para disputar a partida", disse Padulles.
A falha de Nigalidze é a primeira praticada por um grande mestre, que ocupam o topo da hierarquia do xadrez mundial.
O enxadrista britânico Nigel Short pediu, via Twitter, que "se retirasse imediatamente o título de grande mestre de Nigalidze".
"Já é hora de a Fide implementar uma regra que inclua uma suspensão de dois anos às pessoas que trapaceiam com a ajuda de computador", acrescentou.
Até agora, o jogador georgiano não se manifestou publicamente sobre o assunto.

A Guerra Fria que por décadas tensionou as relações entre Estados Unidos e União Soviética transcorreu em diferentes fro...
02/06/2017

A Guerra Fria que por décadas tensionou as relações entre Estados Unidos e União Soviética transcorreu em diferentes fronts: da rede de espionagem global ao volume do arsenal nuclear, da corrida espacial à interferência nos países a eles alinhados. E foi diante de um tabuleiro de xadrez que essa queda de braço ganhou nomes e rostos: Bobby Fischer e Boris Spassky.

Em 11 de julho de 1972, eles deram início, em Reykjavik, na Islândia, ao "jogo do século", série de partidas pelo campeonato mundial de xadrez em que o prodígio americano desafiou o representante da longeva hegemonia soviética na modalidade. O filme O Dono do Jogo, em cartaz nos cinemas, reconstitui com competência os bastidores do embate, imprimindo na narrativa uma carga de suspense e tensão insuspeitas numa trama em que os dois protagonistas permanecem sentados um diante do outro, maquinando e antevendo movimentos de peões, cavalos, bispos, torres e rainhas para proteger o rei. Mérito do diretor Edward Zwick e de seus ótimos atores: um surpreendente Tobey Maguire como Fischer e o sempre correto Liev Schreiber no papel de Spassky. O resultado é eficiente tanto para os mais familiarizados com os meandros do milenar jogo quanto para os alheios à sua complexa engrenagem.

O Dono do Jogo é ainda uma concisa cinebiografia de Fischer, um dos maiores jogadores de xadrez de todos os tempos — para muitos, o maior, o Pelé do tabuleiro. Sua fulgurante carreira — tornou-se um grande mestre internacional com apenas 15 anos —, entretanto, foi abreviada por transtornos psicológicos ilustrativos da figura do gênio excêntrico e maluco.

Fischer deixou como legado um repertório de jogadas e inovações estratégicas referenciais no xadrez, algumas delas, para espanto dos especialistas, usadas pela primeira vez justamente na decisão do título mundial contra Spassky. A sexta partida da série foi a mais impressionante demonstração do talento do enxadrista americano, tanto que Spassky, desconcertado com o nó tático que levou, foi quem primeiro levantou para aplaudi-lo em pé, gesto seguido pela plateia boquiaberta.

Destacar o contexto histórico e político que cercou o duelo é um trunfo que O Dono do Jogo também alcança. Naquele momento, com a Guerra do Vietnã transformando-se em constrangedor fiasco, a possibilidade de os EUA baterem a URSS em uma disputa na qual o inimigo era soberano mobilizou a imprensa, a opinião pública e, em especial, a Casa Branca. A pressão sobre Fischer foi enorme. O solitário e emocionalmente instável enxadrista subitamente se viu transformado em pop star e salvador da pátria.

E o fascinante na trajetória do paranoico Fischer é que em momento algum, combinando esperteza, senso de oportunidade, consciência crítica, genialidade nata e peculiar loucura, ele deixou-se ser manipulado. Foi de fato o dono de jogo, movimentando tanto as peças sobre o tabuleiro quanto os rumos de sua errática vida após a consagração mundial. Tipos transgressores como ele, que contrariam o senso comum de comportamento, são facilmente rotulados como loucos. Fischer pareceu seguir a máxima mutante: louco é quem me diz, mas não é feliz.

Disse um grande mestre que o xadrez é a miniatura da vida.Mas se você for comparar a grandiosidade e complexidade deste ...
20/04/2017

Disse um grande mestre que o xadrez é a miniatura da vida.Mas se você for comparar a grandiosidade e complexidade deste jogo, tão obsecado, tão completo e tão instigante e intuitivo, verá que há coisas dele que na vida não cabem.
Eu prefiro dizer que a vida é o xadrez em miniatura
Rodrigo Cardoso Ulguim.

Tenha uma vida mais saudável jogando xadrez.______Normalmente conhecido como um jogo para intelectuais, o xadrez é o mel...
25/03/2017

Tenha uma vida mais saudável jogando xadrez.______Normalmente conhecido como um jogo para intelectuais, o xadrez é o melhor esporte pra exercitar o órgão mais importante do nosso corpo: o cérebro. O Grande Mestre Bobby Fischer popularizou o jogo nos anos de 1950 e 1960, e até hoje ele é amplamente praticado no mundo todo por jogadores de todas as idades, de crianças a idosos. O jogo de xadrez pode não te ajudar a definir seus bíceps ou tonif**ar seus músculos abdominais, mas a sua saúde mental ao longo da vida certamente pode se beneficiar com ele. E uma mente sexy e bonita é um dos melhores atrativos que você pode ter!



Os 10 principais benefícios do xadrez para sua saúde são:



Promove o desenvolvimento cerebral: Jogos como o xadrez, que desafiam o cérebro, realmente estimulam o crescimento de dendritos – organismos que enviam sinais a partir das células neurais. Com mais dendritos, a comunicação neural, dentro do cérebro, melhora e f**a mais rápida. Pense no seu cérebro como se fosse um processador de computador. As ramif**ações dos dendritos enviam sinais que se comunicam com outros neurônios, o que faz com que o processador opere de forma rápida, mais favorável. A interação com as pessoas em atividades desafiadoras também estabelece o crescimento dos dendritos e o xadrez te dá ótimas oportunidades para fazer isso.


Exercita os dois lados do cérebro: Um estudo alemão afirmou que quando é pedido aos jogadores de xadrez que identifiquem posições de jogo e formas geométricas, os dois hemisférios do cérebro, esquerdo e direito, f**am altamente ativos. O tempo de reação para as formas simples era o mesmo, mas acabavam usando ambos os lados do cérebro para responder mais rapidamente a questões relacionadas à posição de jogo.


Aumenta seu QI: Pessoas inteligentes jogam xadrez ou é o xadrez que deixa as pessoas inteligentes? Pelo menos um estudo científico mostrou que jogar xadrez pode realmente aumentar o QI do praticante. Uma análise feita com 4.000 estudantes venezuelanos demonstrou aumentos signif**antes na pontuação do QI, tanto dos meninos quanto das meninas, após quatro meses de práticas de xadrez. Então pegue o seu tabuleiro de xadrez e aumente seu QI!


Ajuda a prevenir o Alzheimer: À medida em que vamos envelhecendo torna-se incrivelmente importante exercitar o cérebro, assim como você faria com qualquer outro músculo do seu corpo, com o objetivo de mantê-lo saudável. Um estudo recente publicado no The New England Journal of Medicine afirma que pessoas com mais de 75 anos de idade que praticam esportes mentais como o xadrez, têm menos probabilidade de desenvolver demência que idosos que não praticam esse tipo de jogo. O ditado “use-o ou perca-o” certamente se aplica aqui, já que um cérebro sedentário pode ter suas funções prejudicadas. Mais uma razão pra você começar a jogar xadrez antes de fazer 75 anos.


Aguça sua criatividade: Jogar xadrez ajuda a liberar sua originalidade uma vez que ele ativa o lado direito do cérebro, o lado responsável pela criatividade. Um estudo realizado durante quatro anos analisou grupos de estudantes do 7º ao 9º ano que jogavam xadrez, usavam o computador ou faziam qualquer outra atividade uma vez por semana, por 32 semanas, para ver qual atividade promovia um maior crescimento no pensamento criativo. O grupo que jogava xadrez teve a pontuação mais alta em todos os graus de criatividade, com a originalidade sendo sua maior área de ganho.


Melhora a capacidade de resolver problemas: uma partida de xadrez exige pensamento rápido e solução de problemas em tempo real porque o oponente está constantemente mudando os parâmetros. Uma pesquisa realizada em 1992 com 450 estudantes do 6º ano em New Brunswick indicou que aqueles que tinham aprendido a jogar xadrez tinham uma pontuação signif**ativamente mais alta em te**es padronizados em comparação com aqueles que não jogavam xadrez.


Ensina planejamento e melhora a tomada de decisão: Uma das últimas partes do cérebro a se desenvolver durante a adolescência é o córtex pré-frontal, a área responsável pelo julgamento, planejamento e auto-controle. Por exigir um pensamento estratégico e crítico, o xadrez ajuda a promover o desenvolvimento do córtex pré-frontal e ajuda os adolescentes a tomarem decisões melhores em todas as áreas da vida, por vezes impedindo que façam escolhas irresponsáveis e arriscadas.


Melhora suas habilidades de leitura: Em uma famosa pesquisa de 1991, Dr. Stuart Margulies analisou a performance de leitura de 53 estudantes da escola primária que participaram de um programa de treinamento de xadrez e os avaliou em comparação com outros estudantes que não jogavam xadrez. Ele concluiu que jogar xadrez ocasiona um aumento na performance de leitura. Em uma cidade onde os te**es dos estudantes f**aram abaixo da média nacional, as crianças que jogavam xadrez f**aram acima dessa média.


Otimiza a melhoria da memória: Os enxadristas sabem que a prática do xadrez melhora suas memórias, principalmente por causa das regras complexas que devem ser lembradas, além do acesso rápido à memória necessária para evitar erros cometidos anteriormente ou para lembrar certo estilo de jogo do adversário. Bons jogadores de xadrez têm memória excepcional. Uma pesquisa realizada na Pensilvânia com alunos do 6º ano descobriu que os estudantes que nunca tinham jogado xadrez, melhoraram suas memórias e habilidades de comunicação verbal depois que começaram a jogar.


Acelera a recuperação de Acidente Vascular Cerebral: O xadrez desenvolve a coordenação motora fina em indivíduos que têm alguma deficiência física ou que tenham sofrido um AVC ou outro acidente fisicamente debilitante. Essa forma de reabilitação usa a movimentação das peças em diferentes direções (pra frente, pra trás, na diagonal pra frente, na diagonal pra trás) para ajudar a desenvolver e afinar a capacidade motora do paciente, enquanto que o esforço mental feito durante o jogo pode melhorar a capacidade de comunicação e cognitiva. Jogar xadrez também pode estimular a concentração profunda e calma, ajudando a centrar e relaxar pacientes que estejam experimentando diversos graus de ansiedade.

Endereço

Rua
Petrópolis, RJ
25651100

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