Gabriella Ferreira - Corpo Arte Movimento

Gabriella Ferreira - Corpo  Arte  Movimento Inspirando Vidas é um projeto de dançaterapia com o objetivo de autoconhecimento por meio do movimento corporal. A Dançaterapia é a dança da vida!

Gabriella Ferreira - Enfermeira e Dançaterapeuta Método María F*x - Fundadora do Projeto Inspirando Vidas - Inspiro pessoas através da dança e expressão corporal, utilizando recursos e elementos terapêuticos, artísticos e educacionais. Busca auxiliar pessoas a acessar sua essência, além de descobrir novas formas de ser e de sentir, substituindo a antiga crença enraizada do "NÃO POSSO!" por uma nov

a atitude corporal que diz "SIM, EU POSSO!". Dançar e estar em movimento produz uma intensa transformação na mente e no corpo. Dessa forma, inúmeras possibilidades internas, algumas desconhecidas, são liberadas gerando essa mudança interior, auxiliando o reconhecimento do corpo e a expressão de sentimentos e conflitos que estão reprimidos. Informações profissionais:

Gabriella Ferreira é Enfermeira, graduada pela Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Pelotas (2011). Mestre em Ciências pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Pelotas (2013). Dançaterapeuta formada pelo Curso de Pós-Graduação em Dançaterapia - Método María F*x pelo grupo São Fidélis/CENSUPEG - Centro Sul-Brasileiro de Pesquisa, Extensão e Pós-Graduação. Esteve inserida e atuou como bolsista e pesquisadora no grupo de Pequisa em Saúde Mental e Saúde Coletiva da Faculdade de Enfermagem (UFPel) de 2009 a 2014. Trabalhou como Enfermeira e Dançaterapeuta no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Cacimbinhas, localizado no município de Pinheiro Machado-RS, de 2014 a 2016. Neste local, realizou atividades assistenciais de Enfermagem em Saúde Mental, além de ser Facilitadora da Oficina de Dançaterapia e Expressão Corporal com os usuários do serviço.

Começo esse texto com duas palavrinhas que me movem pelo mundo há algum tempo: CORAGEM e OUSADIA.O trabalho com corpo e ...
22/11/2023

Começo esse texto com duas palavrinhas que me movem pelo mundo há algum tempo: CORAGEM e OUSADIA.

O trabalho com corpo e movimento se constitui no presente e, por mais que planejamentos sejam de extrema importância para estruturar e organizar, é preciso ter coragem e sensibilidade para improvisar quando necessário. E a gente só consegue fazer isso quando está atento às "acontecências", aquilo que está sendo no momento em que acontece.

Mas o que é isso, Gabriella? Endoidou, foi? Sim. Com tantas experiências por aí conduzindo grupos grandes e pequenos, foi preciso aprender também a ousar. E ousadia combina muito com coragem. Coragem para encarar limitações de espaço, falhas técnicas no som, medos das pessoas que se misturam com os meus, insegurança sobre aquilo que estou fazendo e mostrando para o mundo.

Hoje eu tinha preparado algo lindo, um planejamento impecável. Mas me deparei com uma sala pequena e um calor fora do esperado para a época, 38°C. Tá. Pensei: "Calma. Isso já aconteceu antes, a sensação já é conhecida. Frio na barriga. Respira fundo e vai. Caminha por entre as linhas do desconhecido. Vai tateando devagar a atmosfera, sentindo o grupo."

E assim, fizemos o exercício de olhar para a casa que nos abriga dia após dia: nosso corpo. Nos movemos sozinhos e conjuntamente. Sorrimos umas para as outras. Dançamos. Nos humanizamos quando olhamos nos olhos umas das outras com afeto e nos nutrimos de muita vida.

Eu sequer usei uma proposição que havia planejado. Com coragem, ousei. E ouso todos os dias quando escolho ser resistência e acreditar naquilo que faz meu coração bater mais forte: dançar e doar meus pontinhos dançantes mundo a fora ❤️


📷 Registros da Oficina Poéticas do Corpo para os trabalhadores da Escola Municipal de Educação Infantil Antônio Caringi

Frações de uma vida dançante 🥰
30/09/2022

Frações de uma vida dançante 🥰

19/06/2022

Amor em forma de arte ❤️

1ª Oficina de Dançaterapia e Expressão Corporal no CAPS AD III PELOTAS, oficina como estratégia  de Redução  de Danos.Eu...
19/04/2022

1ª Oficina de Dançaterapia e Expressão Corporal no CAPS AD III PELOTAS, oficina como estratégia de Redução de Danos.

Eu queria fazer um textão, mas ainda estou em estado de encatamento.

Esse registro foi do momento da Mística de Acolhimento: encontro com a pele.

Eu tô encantada 🥰

Hoje vim aqui contar para vocês como me movo no trabalho com dança, corpo, arte e movimento... Um processo de trabalho q...
14/11/2021

Hoje vim aqui contar para vocês como me movo no trabalho com dança, corpo, arte e movimento... Um processo de trabalho que une três campos distintos, porém indissociáveis: arte, saúde e educação.

Inspirando Vidas foi idealizado e desenhado em 2016, tomando forma em 2017. Desde então, já sofreu muitas transformações, fruto de estudos, formações, pesquisas, muito trabalho e experimentações, desde a graduação em Enfermagem até a atualidade.

Para tranformar os meus fazeres, além de toda a minha trajetória profissional, foi (e ainda é) preciso compreender e dar espaço ao "não saber". Então, carrego comigo, aonde quer que eu vá, uma vontade imensa de aprender, de me encantar com os mundos possíveis que qualquer ser humano pode me apresentar.

Eu não salvo ninguém.
Tampouco ensino a dançar.
Penso e sinto que tocar e inspirar pessoas é o meu propósito.

Gosto de criar e proporcionar espaços sensíveis e poéticos para a experimentação do corpo e do movimento, possibilitando a descoberta de novos moveres e novas formas de sentir e de expressar corporalmente no mundo.

Gosto de oferecer possibilidades para que as pessoas despertem para potencialidades corporais não percebidas e/ou adormecidas, criando novos olhares sobre si mesmas.

E assim eu vou (re)afirmando a minha existência neste caminho artístico dançante, inspirando e sendo inspirada por muitas vidas mundo a fora.

Nosso projeto compartilhado com linhas começou sexta-feira. Assistimos a vídeos e, encantados com  , seguimos observando...
31/10/2021

Nosso projeto compartilhado com linhas começou sexta-feira. Assistimos a vídeos e, encantados com , seguimos observando suas obras, exposições, instalações.

- Mãe, uma artista que trabalha só com linhas, que lindo!

O João adora mergulhar nos processos de criação. Então, ele atenta para os detalhes. As cores, texruras, dimensões das linhas. Sexta ele ajudou a criar o espaço, filmou e fotografou. Ontem ele participou de todas as etapas e ficamos submersos em linhas.

- Mãe, parece o caminho que água faz!

E finalmente ele disse:

- Quero assinar meu nome de artista: JM. Mas será que tá pronto? Eu não quero que acabe nunca.

E será que uma obra de arte precisa ter um fim... Ou pode ser inacabável e podemos intervir a qualquer tempo?

- O nome da nossa obra prima pode se chamar "linha"?

E logicamente LINHA é o nosso projeto que não tem fim: infinito, igual as nossas ideias e criações.

Linhas, fios infinitos que se interligam a outros muitos.

30/10/2021

Tudo em minha casa tem existência
Todas as coisas significo
Com os olhos ou com as mãos
Minha casa tem silêncios
Que as vezes ouço
Em meu corpo, tem silêncios maiores ainda
Que as vezes ouço
E faço poemas


Faço poemas dos silêncios que ouço.
- Viviane Mosé, do poema "Desato", no livro 'Desato'. Rio de Janeiro: Editora Record, 2006.


Será que (só) sentir faz sentido?Sentir é só? Ou é só sentir?Que sentir(es) provoca(m) arrepio?O que é capaz de penetrar...
22/10/2021

Será que (só) sentir faz sentido?

Sentir é só?

Ou é só sentir?

Que sentir(es) provoca(m) arrepio?

O que é capaz de penetrar a pele e fazer o corpo sus.pira(AR)?

Ar.

Respi(AR).

Sentir o ar entra(AR).

Deixar o ar penetr(AR).

Mo(VER)-se.

Entre(VER)-se em movimento.

Para novamente flu(IR) e fru(IR).

Ir.

Segu(IR) e surf(AR) no prazer de exist(IR).

E lembrar que sent(IR) é exisist(IR).


Com amor e delírios dançantes,

Gabi Ferreira ❤️

19/10/2021

A maternidade é um espaço de CUIDADO construído conjuntamente. Não quero dizer com isso que é tudo lindo e, menos ainda romantizar o maternar, porque é realmente pesado. É exaustivo. E crianças exigem tempo.

Que tempo? Tempo para sentir, compreender e aprender a elaborar o tanto de angústia, ansiedade, dores, tristeza, raiva... que vamos colecionando do lado de dentro do corpo. E nós, adultos, precisamos dispor de tempo para acolher e escutar. E arrisco dizer que só acolhe e escuta quem é devidamente acolhido e escutado.

Quando a gente transborda em arte e movimento, é tudo muito simbólico. Dançar, mover, experimentar, criar. O corpo precisa expressar o que está em excesso, até mesmo causando adoecimentos, tudo que vem acumulando.

As vezes a convivência limita e cega, sabe? A rotina nos engole e simplesmente nos vemos consumidos pela exaustão dos dias iguais em tempos obscuros. É difícil perceber e reconhecer logo de cara que emoções e sentimentos estão em jogo, nos atravessando, mesmo quando se trata de filhos. Mas no fim, de alguma forma, a gente compreende (muitas vezes sem trocar uma palavra) que o mais importante é o respeito que temos um pelo outro. E na caixinha do respeito a gente coloca: a escuta, as nossas limitações e os nossos modos possíveis de existir e resistir. Aí sim, podemos dar as mãos e caminhar juntos, cada um no seu ritmo.

Não existe uma fórmula ou uma receita pronta, pois educação se faz com pessoas, nas relações humanas.
Então, por que tentamos reduzir a humanidade de quem está bem a nossa frente, sofrendo pra caramba?

Educação se faz com AMOR. Sim, com muito amor! E não é frase clichê ou um discurso bonito motivacional. Mas sinto que temos medo de amar. Morremos de medo das várias facetas do amor.

E como disse Paulo Freire "é preciso que a educação esteja - em seu conteúdo, em seus programas e em seus métodos - adaptada ao fim que se persegue: permitir ao homem chegar a ser sujeito, construir-se como pessoa, transformar o mundo, estabelecer com os outros homens relações de reciprocidade, fazer a cultura e a história [...] uma educação que liberte, que não adapte, domestique ou subjugue."

16/10/2021

Todos os dias eu penso em desistir.

Desistir de ser artista e seguir adiante com um projeto independente.

Anos e anos de vida dedicados a saúde, arte e educação.

Trabalho invisível, muito mal remunerado, pouco valorizado e reconhecido.

Os últimos tempos tem sido solitários e sombrios nessa caminhada. Não que em outros tempos fosse tão diferente.

Mas hoje eu acordei e lembrei que ser artista é o que me mantém viva. Sim, porque eu não quero sobreviver. Eu quero viver. E o que eu faço não fala de sobrevida, fala, sobretudo, de/da vida.

Arte como resistência.
Arte como produtora de vida.
Arte como modo de existência.

Lembrei, também, que ser artista é o pulsar que ecoa dentro de mim e faz morada em outros corpos.

Lembrei, ainda, que a vida é movimento. E que sem pausa, não haveria mover porque o movimento parte da pausa, assim como o som precisa de silêncio para existir.

Por último, lembrei de um recente projeto que está sendo gestado coletivamente com a e que, coincidência ou não, se chama PULSAR, fruto de conversas, discussões e intensas reflexões a respeito de corpos, gêneros, sexualidades e sensualidade.

Eu não posso desistir e eu não quero. E o maior motivo é: enquanto houver vida, haverá movimento. E esse é o meu viver nesse mundo. Enquanto PULSAR, eu vou indo, resistindo, existindo, movendo, vivendo.

Endereço

Pelotas, RS

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