02/04/2024
O dia 1° de abril é considerado o dia da mentira. Mas você conhece a história, ou melhor, as histórias por trás da data?🤔
Tudo começa com a dificuldade em se estabelecer uma quantidade exata dos dias do ano, ou do tempo que a Terra leva para dar a volta em torno do sol. O calendário gregoriano resolve a questão com a criação do ano bissexto, que na verdade é algo mais complexo do que apenas um dia a mais a cada quatro anos. Os anos bissextos são todos os anos múltiplos de quatro. Mas esta regra também tem exceções, pois não podem ser múltiplos de 100, a não ser os múltiplos de 400. 😱 Mas se forem múltiplos de 400 e terminados em 00, eles serão bissextos. 😱😱 E portanto, uma exceção.
Mas, como se escolhe uma data para começar o calendário? 🤔 Historicamente, isso ocorre no equinócio de primavera no hemisfério norte, ou seja, em março. O primeiro calendário romano por exemplo, criado por Rômulo quando da fundação da cidade, começa em março (Martus). Mesmo após a reforma criada por Júlio César ainda na Roma Antiga, na qual ele transferia o início do ano civil para 1° de janeiro, a Igreja Católica seguiu considerando o ano litúrgico tendo início em 25 de março. Este tipo de Calendário é conhecido como "Estilo da Anunciação", porque segundo a Igreja esta seria a época que Maria teria recebido a notícia de que estava esperando o filho de Deus.
Foi apenas em 1564 que o rei Carlos IX, da França, instituiu 1° de janeiro como início oficial do calendário, sob muitos protestos dos católicos, que seguiam o calendário eclesiástico e passaram a celebrar o Ano Novo durante uma semana inteira, o que tornava 1° de abril o primeiro dia útil do ano.
Com o passar do tempo, os súditos do rei começaram a fazer pegadinhas com os católicos, dando origem ao dia da mentira. 🫣
No Brasil, a data ganhou notoriedade bem mais tarde, em 1828, em um jornal mineiro intitulado "A Mentira", no qual trazia em sua capa a notícia da morte de D. Pedro I, em 1° de Abril. A data real de sua morte é 24 de setembro, de 1834, portanto...😁
E aí? Conhecia esta história?
* Créditos da obra: Hieronymus Bosch, " A extração da pedra da loucura", c.1494- c. 1516, 48x35 cm, Museu do Prado.