05/08/2025
RELATO DE PARTO - Parte 1
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A data prevista era dia 13/05, porém a maior lição que Deus tava querendo me dar era sobre entrega, soltar o controle e aceitar que a vida acontece do jeito que ela quer. Dia 13 de maio chegou e Anahí não deu nem sinal de que queria sair da casinha. Uma semana se passou e na madrugada do dia 20 para o dia 21 de maio senti o primeiro sinal... Era meia noite e alguma coisa. Eu tava na dúvida, porque o que estava sentindo era um cólica um pouco mais forte, mas a cólica vinha, durava um pouco e parava, depois vinha de novo, e junto com ela veio um pequeno sangramento, bem leve, que só percebi quando fui ao banheiro, não me assustei, e tive a certeza de que tava chegando a hora que tanto esperei nesses quase 10 meses, finalmente.
Liguei pra Bruna (a Doula) e contei pra ela. A sugestão foi esperar e monitorar os intervalos das contrações, até elas ganharam um ritmo. Fiquei monitorando com a ajuda de um app.
Lá perto das 3h o ritmo foi aparecendo e Bruna foi lá para casa... Mas ainda ia demorar um pouco, fui dormir e Bruna voltou para casa.
Acordei não lembro a hora, com uma dor muito forte e uma vontade de fazer cocô, na verdade já eram as contrações mais fortes chegando, a fase ativa tava pra começar. Fui pro banheiro sentindo muita dor e com vontade de vomitar, chamei Francisco pra me ajudar, ele veio no susto trazendo um balde onde vomitei toda a bebida que Bruna tinha feito pra mim e eu tinha tomado pouco tempo antes na intenção de induzir naturalmente o parto e acelerar um pouco mais o processo.
Agora tinha começado pra valer, as dores não eram mais pequenas cólicas, mas fortes contrações abrindo minha bacia e dando um nó no meu ventre, mas assim como elas vinham, iam embora. A dor do trabalho de parto é forte, mas é suportável, acho que a sociedade coloca como a pior dor do mundo para causar medo nas mulheres.
Bruna voltou pra casa nesse momento e pouco tempo depois meus pais também foram pra lá.
Continua...