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20/05/2026

*Reflexão Anarquista: Teatro das Bacabeiras*
*Tema: Retirar uma homenagem para homenagear outrem, tem coerência?*

Não tem. E o problema nem começa no nome que sai ou no nome que entra. Começa em quem decide.

*1. Homenagem de cima pra baixo é monumento ao poder, não à memória*
Teatro das Bacabeiras leva o nome do fruto que dá nome à cidade. Bacaba é terra, é povo, é trabalho de quem colhe. É raiz. Quando um gabinete decide tirar "Bacabeiras" pra colocar nome de político, empresário ou santo, a mensagem é clara: a memória do povo é descartável. A memória do poder é eterna.

Anarquia pergunta: quem foi consultado? As parteiras, os artistas que ensaiam lá toda terça, os vendedores de bombom na porta, as crianças da oficina de teatro. Se eles não decidiram, então não é homenagem. É placa de propaganda.

*2. Trocar nome não apaga história. Só revela quem manda*
O Estado adora brincar de batismo. Bota nome, tira nome, inaugura placa. Porque enquanto a gente discute se o teatro chama A ou B, ninguém discute quem é dono do prédio, quem define a programação, quem recebe a verba. Trocar homenagem é o teatro que o governo faz pra não mudar a estrutura. É o balcão de cargos aplicado à cultura.

Retirar uma homenagem pra colocar outra só tem coerência dentro da lógica deles: a lógica de que história é propriedade. E propriedade se transfere por decreto.

*3. Bacabeira não precisa de decreto. Político precisa*
A bacaba nasce sem pedir licença pra prefeitura. Alimenta sem cobrar ingresso. Dá nome à cidade sem precisar de votação na câmara. Já o "outrem" que querem homenagear geralmente precisa do teatro pra não ser esquecido. Aí mora a diferença: memória viva não se impõe por portaria. Memória morta precisa de parede pra se pendurar.

Se o nome novo fosse escolhido em assembleia aberta na praça, com voto de quem usa o teatro, aí sim teríamos o que discutir. Mas não é. É canetada. E canetada é a assinatura do autoritarismo.

*4. A única homenagem coerente é devolver o teatro a quem faz ele*
Quer coerência? Tira o nome de todo dono e devolve o teatro pra autogestão. Deixa os coletivos de arte, de dança, de capoeira decidirem o calendário. Deixa o nome ser escolhido por quem pisa no palco, não por quem nunca assistiu a uma peça lá.

Teatro do povo não tem dono. Logo, não tem "homenageado". Tem comunidade que constrói.

*Fechando a cortina*
Retirar uma homenagem pra homenagear outrem só faz sentido se você acredita que memória é moeda de troca política. Nós não acreditamos.

Bacabeira é nome de chão. Nome de político é nome de campanha.

Entre a raiz e a placa, a gente f**a com a raiz.

*_Nem teatro do Estado, nem Estado no teatro.
Toda arte ao povo. Todo palco à assembleia._*
( Caiá Couto )

Esse é o Meu Ecogrito Anarquista com minha Rebeldia. VIVA o Anarquismo !!!*Mensagem ao Povo do Amapá*  *Tema: O Amapá é ...
19/05/2026

Esse é o Meu Ecogrito Anarquista com minha Rebeldia.
VIVA o Anarquismo !!!

*Mensagem ao Povo do Amapá*
*Tema: O Amapá é a Primeira Escola de Formação de Políticos Parasitas*

Povo do Amapá,

Olhem ao redor. O que vocês veem?

Vêem terra rica, rio farto, floresta em pé. Vêem um povo trabalhador que levanta antes do sol e dorme depois da lua. Vêem cultura, vêem força, vêem resistência.

E vêem também o que criaram em cima de vocês: a primeira escola de formação de políticos parasitas do Brasil.

Aqui eles aprendem cedo. Aprendem que mandato é negócio. Que gabinete é balcão. Que promessa é moeda de troca e que o suor de quem vive na beira, na roça, na periferia, serve pra alimentar os privilégios de quem nunca pisou na lama.

O Amapá virou laboratório. Testam aqui o abandono. Testam a falta de luz. Testam a ponte que não vem, a saúde que não chega, a escola que desaba. E depois de aprovados no curso de sugar o povo, exportam esse modelo pro resto do país.

Mas toda escola fecha quando os alunos se recusam a entrar.

Anarquia não é bagunça. É organização sem patrão. É entender que nenhum salvador de paletó vai devolver o que é nosso, porque foi ele mesmo quem tirou. É saber que deputado não gera riqueza. Quem gera é tu, na castanha, no açaí, na pesca, na tua banca, no teu trabalho.

Não precisamos de mais vereador, prefeito, governador. Precisamos de vizinho cuidando de vizinho. De comunidade decidindo por comunidade. De assembleia na praça, não de conchavo no gabinete.

O Amapá não é escola de parasita. O Amapá é terra de gente livre. E gente livre não vota em dono. Gente livre se governa.

Rasga o diploma deles. Fecha essa escola.

A nossa aula começa quando a gente para de obedecer.

*Pelo Amapá. Sem governo, sem patrão.*

VOTE NULO. NÃO SUSTENTE PARASITAS.
( CAIÁ COUTO )

A Arte é Livre Criativa e Libertária.               VIVA a Arte Anarquista!!                  VIVA o Anarquismo!!       ...
18/05/2026

A Arte é Livre Criativa e Libertária.
VIVA a Arte Anarquista!!
VIVA o Anarquismo!!
Essa capa já é um poema antes mesmo de abrir.

*Apresentação de Lançamento*
_Encontro de Arte Pintura e Poesia_
por Caia Couto

Hoje as cores resolveram dançar com as palavras.
E desse bailado nasceu um encontro.

_Encontro de Arte Pintura e Poesia_ não é só um livro.
É o lugar onde o azul conversa com o rosa,
onde o pincel escreve verso
e a palavra ganha textura, sombra, movimento.

Caia Couto convida VOCÊ a mergulhar nesse redemoinho.
Aqui, cada página é uma tela.
Cada poema é uma pincelada na alma.
Não se lê com os olhos apenas: se sente com a pele,
com o peito, com aquela parte da gente que ainda acredita no espanto.

Este lançamento é uma celebração do entrelaçar.
Da arte que não pede licença para ser duas coisas ao mesmo tempo.
Da poesia que escorre da tinta.
Da pintura que declama em silêncio.

Sejam bem-vindos a este encontro.
Que ele manche suas mãos de cor,
e seu coração de verso.

O livro está aberto. A conversa começou.

( Caiá Couto )

VIVA a Arte Anarquista!!                     VIVA o Anarquismo!!                          *RITA NÃO PEDIA BENÇÃO. DAVA S...
17/05/2026

VIVA a Arte Anarquista!!
VIVA o Anarquismo!!
*RITA NÃO PEDIA BENÇÃO. DAVA SUSTO.*

Rita Lee não foi só Rainha do Rock.
Foi a mulher que botou batom vermelho
e fez a farda verde-oliva tremer.
Que trocou a coroa por um par de chifres
e riu da cara dos generais.

Enquanto eles fechavam o Congresso,
ela abria as pernas da moral.
Enquanto eles censuravam verso,
ela gozava em cima do refrão.
“Lança perfume” na sala de tortura
é coquetel molotov em forma de canção.

Mandaram prender a guitarra.
Ela devolveu um banzo amplif**ado.
Mandaram calar o teatro,
ela fez do palco um cabaré clandestino
onde a plateia inteira virava cúmplice.

General não tem medo de fuzil.
General tem medo de mulher que não pede desculpa.
Que fala de s**o, de droga, de ab**to,
de tédio doméstico e de céu sem deus
no rádio das nove, entre a novela e o jingle.

Disseram que anarquia era bagunça.
Rita mostrou que anarquia é arrumar a casa do seu jeito:
Tirando o retrato do dono da parede
e botando um pôster do Mutantes no lugar.

Ela não assinou manifesto.
Ela foi o manifesto.
Com glitter, com deboche, com tesão.
Provou que a ordem deles cabe num quartel.
A desordem dela cabe no país inteiro.

Enterraram o corpo.
Não enterram o riso.
Toda vez que uma menina afina a guitarra mais alto que o sargento,
é Rita assombrando o quartel.

Rainha do Rock?
Pouco.
Ela foi a República que eles nunca conseguiram proclamar:
Sem presidente, sem hino, sem continência.
Só com rebolado, distorção e liberdade.
( Caiá Couto )

Viva a Arte Anarquista !!                                                                                          VIVA ...
17/05/2026

Viva a Arte Anarquista !! VIVA a Poesia Anarquista !!
MANIFESTO CONTRA MODERNO

Não sou humanista,
republicano ou nacionalista.
Não sou branco, burguês ou moderno.

Não me tomem como herdeiro do iluminismo ou de algum bem intencionado liberarismo.

Quero distância dos idealismos, materialismos e elitismos,
tanto quanto das carcumidas escolásticas e moralismos.

Ao inferno as metafísicas,
castas, catedras e catecismos!!

Sou negro, periférico e insubmisso.
Um perfeito inimigo da ordem,
do Estado e dos que buscam sucesso.
Sou orgulhosamente um desclassif**ado.

Meu lugar é entre os iletrados, desqualif**ados e amaldiçoados
que desafiam poderes e pedestais.

Acima de tudo sou um rebelde
avesso a detestável realidade
do mundo atual.
Sei que a modernidade é um desastre.

Carlos Pereira Júnior

*MURAL DAS ARTES: ONDE A ORDEM É DESOBEDECER*Arte não pede permissão.  Não preenche formulário, não bate continência pra...
16/05/2026

*MURAL DAS ARTES: ONDE A ORDEM É DESOBEDECER*

Arte não pede permissão.
Não preenche formulário, não bate continência pra edital, não lambe bota de secretário.

Mural das Artes não é vitrine. É trincheira.
É onde a rua risca o muro que o Estado pintou de branco.
É onde o pincel vaza a cerca da galeria e sangra na calçada.
É onde a máscara do teatro cai e mostra a cara do povo sem maquiagem.

Chamam de “vandalismo” quando a gente ocupa a parede.
Chamam de “cultura” quando eles trancam a arte num cubo com ar-condicionado e ingresso.
A ordem deles é silêncio, fila, curadoria, patrocínio.
A nossa ordem é barulho, corpo, giz, lata de spray e goela.

Anarquia não é caos. É criar sem dono.
É entender que todo palco tem quatro lados e nenhum é camarote.
Que a dança não precisa de autorização da polícia pra existir na praça.
Que a música não precisa de nota fiscal pra trincar o concreto.

O primeiro Estado foi o que disse: “Isso pode, isso não pode”.
A primeira arte foi a que respondeu: “Quem é você pra mandar?”.

Então este mural não celebra.
Este mural invade.
Não homenageia a cidade. Toma a cidade de volta.

Porque se a arte não for livre pra cuspir no trono,
ela vira só decoração de palácio.
E a gente não nasceu pra decorar cela.

*Mural das Artes*:
Sem curador. Sem patrocínio. Sem permissão.
Só com gente e coragem.

( Caiá Couto )

Endereço

Parnamirim, RN

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