A Mulher do Baile

A Mulher do Baile A Coletiva Mulher do Baile tem como missão mapear a historia de vida das mulheres do fandango e da ciranda em todo o território caiçara.

A Mulher do Baile é uma pesquisa realizada para pós-graduação TERESA – Gestão de Territórios e Saberes/2021-2022, oferecidos pelo Instituto de Educação de Angra dos Reis (UFF - Universidade Federal Fluminense), o Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina (Fiocruz e Fórum de Comunidades Tradicionais) e a Área de Proteção Ambiental de Cairuçu (Instituto Chico Me

ndes de Conservação da Biodiversidade).A pesquisa visa discutir o patrimônio imaterial e as relações com a imagem e as mulheres no Fandango e na Ciranda Caiçara. “A mulher do baile, a presença-ausência feminina no universo da musicalidade caiçara” é uma pesquisa que envolve dentro da dimensão do território caiçara as cidades de Paraty (RJ), Ubatuba e Cananéia (SP) e Guaraqueçaba (PR). Abrange todos os estados que se encontra presente a cultura caiçara. A proposta visa discutir o papel da mulher dentro do fazer fandango e ciranda e parte de uma revisão bibliográfica do Museu Vivo do Fandango. Trazer as histórias dessas mulheres que são esquecidas no universo da musicalidade caiçara. Investigar junto delas aspectos da história da música caiçara, apontando seus pontos de vista que são mais reconhecidas como personagens secundárias na dança, na poética das letras, como musas e pouco como protagonistas de suas próprias histórias. Desta forma o projeto busca trazer todas as mulheres como importantes para o baile para fugir da história que até hoje nos apaga e deixa uma única: A MULHER para servir de "exemplo". Aqui queremos destacar as diferentes formas de ser "a mulher do baile". O projeto conta com o apoio do Programa de Apoio a Formação de Educadores de Paraty - PAFE que possui o financiamento da Escola Cirandas, Instituto Ojumoran e da Associação Saúva. Conta com a realização da Funarte - Fundação Nacional de Artes.

Prêmio Pontos de Memória 2023 - - Edição Helena Quadros.A Mulher do Baile foi premiada e está entre as 100 práticas em m...
28/10/2024

Prêmio Pontos de Memória 2023 - - Edição Helena Quadros.

A Mulher do Baile foi premiada e está entre as 100 práticas em museologia social e processos museais comunitários que tenham contribuído para a identificação, registro, pesquisa e promoção do patrimônio material e imaterial de grupos, povos e comunidades representativos da diversidade cultural brasileira.
Este prêmio é um reconhecimento do esforço em registrar, compartilhar e preservar o patrimônio cultural da ciranda e do fandango caiçara. Uma vitória para todos que valorizam e contribuem para a história e as tradições caiçaras.

Essa conquista simboliza a importância de mantermos vivas as vozes e memórias das mulheres de nossa comunidade. Juntas, seguimos escrevendo capítulos importantes de nossa identidade cultural caiçara!





Algumas recordações das conversas que estamos fazendo esse ano:

Foto 1 - Roda de conversa com mulheres do fandango em Iguape
Foto 2 - Adriana, Vanessa e dona Glória na Barra do Ribeira em Iguape
Foto 3 - Roda de convers com mulheres no Prelado em Iguape
Foto 4 e 5 - Gravação para o documentário Fandango Delas em Cananéia. Mulheres do Ariri
Foto 6 - Visita a dona Beth Cordeiro no Pererinha em Cananéia
Foto 7 - Roda de conversa com mulheres na casa da dona Cleuza em Cananéia
Foto 8 - Visita a dona Maria do Sandália de Prata em Iguape
Foto 9 - Despedida em Cananéia

A Mulher do Baile é um Ponto de Memória!Fomos certificadas pelo Programa Pontos de Memória, do Instituto Brasileiro de M...
24/10/2024

A Mulher do Baile é um Ponto de Memória!

Fomos certificadas pelo Programa Pontos de Memória, do Instituto Brasileiro de Museus - IBRAM (), entidade vinculada ao Ministério da Cultura - Minc ()

A certificação é um reconhecimento das ações voltadas para a preservação da memória e das histórias de vida das mulheres do fandango e da ciranda caiçara!

O programa foi criado em 2009 e visa garantir o direito a memória, em especial de grupos sociais que não tiveram a oportunidade de expor suas histórias e patrimônios nos museus. Busca valorizar pesquisas e projetos desenvolvidos por povos, comunidades, grupos e movimentos sociais!

O site do Programa Pontos de Memória é pontosdememoria.cultura.gov.br.

Instituto Brasileiro de Museus - Ibram
Ministério da Cultura

HOJE!Roda de prosa caiçara com pesquisadores e pesquisadoras!Vamos?
18/05/2024

HOJE!

Roda de prosa caiçara com pesquisadores e pesquisadoras!
Vamos?

A Mulher do Baile está concorrendo naMOSTRA “OLHARES SOBRE O PATRIMÔNIO FLUMINENSE”na categoria  Patrimônio que queremos...
28/10/2022

A Mulher do Baile está concorrendo na
MOSTRA “OLHARES SOBRE O PATRIMÔNIO FLUMINENSE”
na categoria Patrimônio que queremos – Colorida - Adulto
Gostaria de pedir seu voto para levar o patrimônio imaterial da ciranda caiçara para a final!

Votação aberta até 30/10. Você já votou?

Link na biografia desta página!

AS MULHERES NO BAILEO baile já ia começar e a fila de senhoras sentadas na beira do salão pro fandango na Praça da Tiduc...
02/08/2022

AS MULHERES NO BAILE

O baile já ia começar e a fila de senhoras sentadas na beira do salão pro fandango na Praça da Tiduca em Cananéia é a imagem fixa quando me pergunto quando foi a que história das mulheres dentro do fandango começou a me interessar. Perceber a numerosa presença delas, muito bem arrumadas atentas aos cavalheiros para serem convidadas, ou conversando e rindo entre elas é a presença que me marcou nos primeiros bailes que participei. Um tempo depois percebi que a Patricia Martins[1][ tinha sempre a iniciativa de tirá-las para dançar e conversamos sobre a importância dessa atitude. Pois os homens tanto jovens como mais velhos procuram sempre pelas mulheres mais novas para dançar e as senhoras ficam ali sentadas a espera. Até hoje essa imagem me provoca a discutir a ausência-presença das mulheres no fandango e na ciranda caiçara.

A presença da mulher era natural para mim dentro da minha visão que estava interessada pela imagem da dança. Realizava vídeos onde a beleza do movimento que misturava as cores e tecidos das saias, os sapatos, os passos e assim eu desconhecia a ausência delas até me colocar para buscar por suas histórias e perceber a grande invisibilidade na maioria dos trabalhos feitos nas pesquisas, livros e filmes. O que ao mesmo tempo me deixou intrigada por considerar o papel da mulher central para os bailes. E desde então procuro investigar qual é, e como funciona esse mecanismo que produz ausência e cria a invisibilidade das mulheres na história.

Nas fotos momentos da abertura da exposição A MULHER DO BAILE que aconteceu na vivência de danças caiçaras entre o grupo Sementes do Promirim da Mestra Lauriana e a Ciranda de Tarituba.

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EXPOSIÇÃOA MULHER DO BAILE revela o lugar da mulher na cultura caiçara, a partir da prática do fandango e da ciranda, bu...
27/07/2022

EXPOSIÇÃO

A MULHER DO BAILE revela o lugar da mulher na cultura caiçara, a partir da prática do fandango e da ciranda, buscando demonstrar a centralidade destas como protagonistas de processos de aprendizado, transmissão dos conhecimentos, organização das festas, tocadoras de instrumentos, na criação de versos e modas e claro como as damas em seus "portos" ou no embalo de uma canoa valsada. Se num passado nem tão distante temos o registro de algumas poucas mulheres que tocavam e cantavam, atualmente é cada vez maior o número de tocadoras e construtoras de seus machetes, violas e rabecas. Revelar as mulheres do baile que foram com o tempo esquecidas, tirar o véu da invisibilidade e contar suas histórias de vida a partir do convívio realizado com elas, é o objetivo desta mostra. Desta forma trazer a memória de todas as mulheres como importantes para o baile para fugir da história que até hoje nos apaga e deixa somente uma única, “A MULHER” para servir de "exemplo". Aqui queremos destacar as diferentes formas de ser "a mulher do baile".

A abertura e a vivência proporcionou a valorização da mestra fandangueira Dona Lauriana que vem fazendo essa transmissão dos saberes para seus netos e bisnetas no quintal da sua casa. Além de provocar um intercâmbio de trocas de geracões, de gênero e de identidade entre os grupos de Tarituba e do Promirim. As crianças se sentiram valorizadas vendo sua mestra estar representada nas fotos, além de poder conhecer uma outra comunidade caiçara que também tem na música sua forma de expressar. As meninas se viram representadas vendo outras mulheres retratadas. E as mestras e senhoras ficaram felizes em serem reconhecidas.

Agora a MULHER DO BAILE quer circular pelo território caiçara!

No sábado aconteceu a Vivência de Danças Caiçaras entre a Ciranda de Tarituba e o Grupo Sementes do Prumirim da mestra L...
26/07/2022

No sábado aconteceu a Vivência de Danças Caiçaras entre a Ciranda de Tarituba e o Grupo Sementes do Prumirim da mestra Lauriana. A proposta busca estimular as trocas entre as duas cidades: Ubatuba e Paraty e também para valorização da mestra fandangueira Dona Lauriana que vem fazendo essa transmissão dos saberes no quintal da sua casa. Foi um desejo do próprio grupo ter essa troca já que algumas danças em Ubatuba já não se dança mais, ficaram esquecidas. E essa vivência também é uma forma de provocar a criação de laços entre as mulheres, entre as crianças e entre as duas cidades Paraty e Ubatuba fortalecendo a união e a cultura caiçara através da música e das danças.
O momento foi muito bem aproveitado! As crianças se divertiram e puderam conhecer a comunidade caiçara de Tarituba e sentir a sua cultura valorizada ao dançar para o grupo. A dinâmica da vivência foi pensada na hora ali pelas mulheres do grupo Luisa, Aline, Claudia definiram uma apresentação dos grupos para que possam se conhecer melhor e depois uma forma que cada grupo dançasse do seu modo o Xiba, a Ciranda, o Caranguejo e por ultimo a Flor-do-Mar que em Ubatuba não se dança mais. No final fizeram um Arara e Maria Põe o Barco N’água pra fechar!

Agora ficou a vontade de levar a Ciranda de Tarituba para conhecer o Promirim!

MULHERES NO BAILEO fandango e a ciranda caiçara, presente na vida das populações que habitam o litoral norte do Paraná a...
21/07/2022

MULHERES NO BAILE

O fandango e a ciranda caiçara, presente na vida das populações que habitam o litoral norte do Paraná até o litoral sul do Rio de Janeiro, são reconhecidamente uma prática que carrega em si potência criativa e criadora, aliando trânsitos e fortalecendo redes de empoderamento e resistência. Embora, essa reconhecida força, as mulheres sempre foram invisibilizadas nos estudos sobre essa prática, as memórias e a presença feminina sempre esteve em segundo plano. Portanto o projeto A MULHER DO BAILE propõe realizar junto com as mulheres a discussão do papel delas dentro do fazer fandango e ciranda.

O maior desafio se dará na metodologia pretendida que buscará ir de encontro ao conflito que é dar a co-autoria dessa pesquisa a duas mulheres, dona Lauriana Lucia de Oliveira Santos, 73 anos, mestra do Grupo Sementes do Prumirim, que toca viola desde os 10 anos, sendo a única do seu tempo e uma das poucas mulheres com protagonismo nos bailes e uma jovem cirandeira da Ciranda de Tarituba, Lara Bulhões, 20 anos, que toca pandeiro e dança no grupo que existe há mais de 50 anos.

Na foto Bulhões

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A MULHER DO BAILE“A mulher do baile, a presença-ausência no fandango e na ciranda caiçara” é uma pesquisa que envolve a ...
20/07/2022

A MULHER DO BAILE

“A mulher do baile, a presença-ausência no fandango e na ciranda caiçara” é uma pesquisa que envolve a dimensão de todos os estados do território caiçara nas cidades de Paraty (RJ), Ubatuba e Cananéia (SP) e Guaraqueçaba (PR). A investigação é realizada pela fotógrafa e documentarista Antonia Regina Moura para pós-graduação TERESA – Gestão de Territórios e Saberes/2021-2022, oferecidos pelo Instituto de Educação de Angra dos Reis (UFF - Universidade Federal Fluminense), o Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina (Fiocruz e Fórum de Comunidades Tradicionais) e a Área de Proteção Ambiental de Cairuçu (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade). E junto com as mulheres procura discutir o papel elas tem dentro do fazer fandango e ciranda.
O site tem como proposta apresentar o mapeamento visual, com as fotos e vídeos das mulheres caiçaras cirandeiras e fandangueiras do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro e ficar permanente podendo ser atualizado por outras mulheres. Ser um grande álbum de fotografias delas para compor uma narrativa histórica desse processo. Criar um acervo de fotos destas mulheres para atualizar o banco de dados do Museu Vivo do Fandango . Colocar essas fotos como marcos/pontos na cartografia espacial e temporal de suas memórias e lembranças.

https://www.amulherdobaile.com

A MULHER DO BAILE revela o lugar da mulher na cultura caiçara, a partir da prática do fandango e da ciranda, buscando de...
19/07/2022

A MULHER DO BAILE revela o lugar da mulher na cultura caiçara, a partir da prática do fandango e da ciranda, buscando demonstrar a centralidade destas como protagonistas de processos de aprendizado, transmissão dos conhecimentos, organização das festas, tocadoras de instrumentos, na criação de versos e modas e claro como as damas em seus "portos" ou no embalo de uma canoa valsada. Se num passado nem tão distante temos o registro de algumas poucas mulheres que tocavam e cantavam, atualmente é cada vez maior o número de tocadoras e construtoras de seus machetes, violas e rabecas. Revelar as mulheres do baile que foram com o tempo esquecidas, tirar o véu da invisibilidade e contar suas histórias de vida a partir do convívio realizado com elas, é o objetivo desta mostra. Desta forma trazer a memória de todas as mulheres como importantes para o baile para fugir da história que até hoje nos apaga e deixa somente uma única, “A MULHER” para servir de "exemplo". Aqui queremos destacar as diferentes formas de ser "a mulher do baile".

Dia 23/07
Vivência de danças caiçaras entre o grupo Sementes do Promirim e o grupo Ciranda de Tarituba 16h.*

Abertura da exposição A MULHER DO BAILE - 18h

*Vivência será fechada para as crianças. Interessados entrar em contato.

Endereço

Paraty, RJ

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