08/01/2026
JOSÉ SANT'ANNA - O CRIADOR E IDEALIZADOR DOS FESTIVAIS DE FOLCLORE DE OLÍMPIA - (PARTE 2)
Homenagem aos 27 anos de sua partida...
No ano de 1967 integrou a Comissão Estadual de Folclore e Artesanato.
Produziu o I compacto-duplo “Olímpia e seu Folclore Musical” contendo musicas coletadas por ele na cidade de Olímpia e interpretada por cantadores e grupos folclóricos de nossa cidade. Posteriormente, no ano de 1970, o profº Sant´anna dirige e lança o II Compacto-duplo.
Amigo da erudita professora, cantora, apresentadora e estudiosa do folclore Inezita Barroso, ajudou-a na seleção e organização de vários dos seus diversos discos. Poucos sabem que a dupla Tonico e Tinoco contou com a colaboração do Prof. Sant’anna, em relação à música caipira. O mesmo se deu em relação a Sérgio Reis, Almir Sater e outros nomes do gênero musical.
Sant’anna também é autor da letra do Hino a Olímpia, com música do também professor e maestro Jônatas Manzolli.
Criou também o logotipo do Festival do Folclore de Olímpia (1970), criou e instalou o Museu de História e Folclore (1973), criou o brasão e a bandeira de Olímpia que foram (1977), foi empossado vereador de Olímpia em 1984, exercendo assim diversos mandatos no legislativo e foi o primeiro Secretário de Cultura, Esportes, Turismo e Lazer do município.
Sant’anna também conseguiu junto à administração do Município, a instalação da Casa de Cultura. Aliado à Wilson Zangirolami, então chefe do poder executivo, fizeram surgir a Praça de Atividades Folclóricas.
Conversando com o povo, descobria e anotava tudo que interessava à Folclorística, tudo isso com muita perícia e paciência. Dessa incansável ação surgiram variados ensaios, folhetins e livros, todos publicados na cidade de Olímpia.
Ao pesquisar o folclore brasileiro, percorreu inúmeras cidades do Brasil, ressaltando-se que de várias delas era cidadão honorário, e, bem assim, possuinte de muitos troféus, medalhas e comendas.
Era e ainda é muito querido por todos os habitantes da “Capital do Folclore” e por todos os amantes do folclore espalhado por todo o Brasil.
São enfim, inumeráveis os seus prodígios, êxitos e vitórias.
Desde 1999, não podemos mais ouvir a voz do Prof. Sant’anna, mas o diálogo ainda é possível, pois conhecemos algo do seu modo de pensar, de agir e reagir, de sentir.
Com a proximidade do Festival do Folclore de Olímpia, esta saudade, e as lembranças aumentam e nos fazem lembrar de versos de Carlos Drummond de Andrade, no poema “José”.
“E agora José?
A festa acabou,
A luz apagou,
O povo sumiu,
A noite esfriou,
E agora, José?”
José Sant’ana está eternizado em sua biblioteca, em seu festival, em seu Museu e acima de tudo em suas pesquisas, pois era amigo de inúmeros amigos.
Contudo, o pensamento de Pedro Brasil Bandecchi, amolda-se à vida do Professor Sant’anna com perfeição.
“Admiro a obra que fizeste, mas dou mais valor à coragem de fazê-la”.
Texto: Cristian Daniel Assis
Foto: acervo do Museu de Historia e Folclore Maria Olímpia