11/02/2026
Vida
Tudo o que compreende nascer, experienciar, e morrer para o corpo físico, deve ser considerado parte da vida, do viver.
Somos um espírito imortal, vivendo temporariamente em um corpo perecível.
Recebemos através da misericórdia divina um corpo físico, para interagir uns com os outros no orbe terrestre, onde temos a missão de aprimorar nossas habilidades, refazer laços uns com os outros e colocar à disposição nossos dons e principalmente ajustarmo-nos com nossa verdadeira essência: a espiritual.
Muitas vezes estamos tão imersos na rotina material, que quando somos surpreendidos com o fenômeno da morte do corpo físico ou com o reencarne de um espírito em um corpo novo, f**amos atônitos, reféns de sentimentos e uma onda de incertezas à cerca de nosso comportamento diante de mudanças simples e naturais do espírito.
Cada um vai reagir de uma forma, vai vivenciar o luto e a espera de uma nova vida sob uma perspectiva única. A passagem da alma em retorno da vida espiritual é libertador para o espírito. Devemos nos alegrar! A chegada de um novo irmão à Terra, deve ser celebrada com entusiasmo! E quando acontece tudo de uma vez na vida de uma pessoa?!
Pois bem! Vamos encarar! Lembremos que também somos seres espirituais, vivendo uma experiência humana. E colocarmo-nos sob esta ótica é fundamental.
Existe uma engenharia sideral que estuda minuciosamente cada encarnação. Antes de nos vincularmos a um novo corpo material há uma preparação! Desde a escolha pelos pais que irão tutelar, bem como as provas que o espírito irá passar na escola Terra, são alinhadas com uma equipe dedicada de benfeitores espirituais que dão ciência de nossas capacidades e alinham estas experiências aliadas às pessoas que poderão contribuir com nosso crescimento. Cada pessoa à quem nos vincularmos, lugares e experiências fazem parte deste plano maior.
Quando finda o aprendizado, o espírito apenas retornas ao estágio vibracional de onde parte, só que com novos aprendizados. Analisa as ações que o fez progredir e aprender e sai melhor do que chegou. Esta é a perspectiva. Caso não tenha conseguido progredir, f**a no mesmo estágio, mas nunca regride!
Devemos honrar a oportunidade da vida, de respirar, de caminhar por esta Terra abençoada, repleta de belezas e sutis auxiliares (os amigos espirituais) que nos guiam e inspiram. Devemos cuidar de nosso templo sagrado (o corpo físico), é ele quem vai nos levar ao objetivo da encarnação. Ter sensibilidade em reconhecer onde cabemos e a hora de se retirar de ambientes insalubres e presenças que não irão contribuir com nosso crescimento. Isso também é maturidade espiritual.
Honrar àqueles cuja vida material já se desprendeu do espírito querido com afeição e gratidão. Receber àqueles irmãos cuja trajetória pode estar atrelada a nossa. Enfim, amar! Amar quem já retornou à pátria espiritual e amar sobremaneira quem está chegando para cumprir com muito carinho e amorosidade a missão confiada pela espiritualidade. Que possamos sempre agir com respeito e caridade para com o próximo e respeitar sobretudo nossos sentimentos e emoções para aprender e poder galgar degraus dentro da nossa própria existência e sair melhores do que chegamos nesta experiência tão breve aqui na Terra. A alegria não pode ser confundida com euforia desmedida, tudo à seu termo.
Alegrar-se não é f**ar alheio a dor da ausência e a saudade, é saber que o reencontro é certo e que nosso estado vibracional sentencia nossas companhias. É nossa responsabilidade estar em estado elevado, a fim de estar receptivo ao auxílio benevolente e amoroso da espiritualidade a fim de seguir forte honrando nossa ancestralidade e continuar a iluminar caminhos com o legado deixado! Ver a beleza de estar vivo, independente do estado do espírito! Seguir o conselho do Senhor Jesus:
“ Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.
Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.
Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. Mateus 11:28-30
Jenifer Lüdke Martens, 11 de fevereiro de 2026