19/09/2017
22.01.2012 a Pitty voltou a Natal, pela primeira vez agora no palco do Teatro Riachuelo e com seu Projeto Agridoce. O Agridoce, composto pela dupla Pitty (voz, piano) e Martin (violão e voz), foi um projeto paralelo que apareceu no período de recesso da banda Pitty. “Agridoce é outro trabalho, com outras referências e prioridades. ”, disse Martin. Com um som de referências mais folks e psicodélicas a dupla se juntava aos músicos Luciano Málasia (na percussão) e Loco Sosa (tocava os samples e “tudo que não é violão, nem piano, nem percussão”, como definiu Martin) para conseguir colocar todos aqueles efeitos ao vivo no show.
O show no Teatro Riachuelo foi um dos primeiros shows confirmado da turnê do projeto, após o lançamento de um cd, a turnê se estendeu até 2013 tocando em vários palcos diferentes - desde de teatros até festivais como o Lollapalooza.
Além de uma acústica e estética que combinava com a proposta do duo, o espaço em que o Agridoce tocou em sua primeira apresentação em Natal favoreceu e reforçou bastante o clima de dualidade e intensidade: introspectivo mas também aconchegante, triste e reflexivo mas também animado e cheio de emoção, contemplativo mas interativo, particular mas de todo público, agressivo mas doce. Eram as facetas de Pitty e Martin sendo apresentadas pela primeira vez ao vivo para seu público em Natal-RN.
Enquanto ao público, a receptividade foi das melhores, embora fosse um show mais intimista, o público animado que a banda de rock carrega também estava presente e vidrado na apresentação e vibravam como se estivessem em catarse. Os ingressos para o show foram esgotados. Também existia um público mais concentrado no show e que parecia vibrar na mesma frequência das canções do duo. Era possível observar também casais se abraçando e trocando carinhos, além de algumas lágrimas escorrendo de alguns olhos. Este foi um show intimista e diferente de tudo que a Pitty já tinha feito em Natal.
Primeiro show do Agridoce em Natal foi marcante, trouxeram sua arte para nós em tempos em que era preciso se reinventar, como a serpente (oroboro) que devora a própria cauda para continuar, ou uma fênix que renasce e se reinventa das suas próprias cinzas ou um gato que tem setevidas, sempre em movimento, pois "jamais porto tão sedutor, a ponto de me fazer ancorar". Foi revigorante para o público que já estava com saudade da banda de rock assim como para todos que também curtiam apenas o Agridoce, todos deleitaram-se no show dessa novidade incrível da época. Saudades, cada momento tem sua importância e vamos andando pra frente. Em breve postaremos mais registros de todos os