09/02/2026
Vamos passar pelo amor…
O primeiro amor é fundamental à vida humana: o amor dos pais.
É ele que nos ensina proteção, dignidade e os valores morais daquela pequena sociedade chamada família. Nela observamos os irmãos mais velhos, os primos, os primeiros amigos. Tudo envolve amor. Tudo começa a se desenvolver no coração.
Até que entramos na adolescência.
Apaixonamo-nos pela primeira vez e acreditamos, com absoluta certeza, que aquele será o único amor da vida. O tempo passa, os desejos inflamam o corpo, e o amor pela descoberta do s**o — com todo o seu prazer — atropela muitos dos sentimentos que antes pareciam absolutos.
Então vem o casamento.
Descobrimos que viver a dois não é simples. Repetimos, quase sem perceber, os ciclos dos nossos pais. Isso acontece com pelo menos 80% das pessoas.
Outros seguem caminhos mais livres.
Viajam, trabalham movidos pelo amor aos sonhos — talvez utópicos. A juventude se torna uma sequência de amores vividos: alguns duram apenas uma estação, outros se tornam pontes para pontos cruciais no desenvolvimento da existência humana.
Costumo pensar que, do nascimento à morte, tudo o que presenciamos são faces ocultas e explícitas do amor.
Deus, talvez, seja uma frequência de duas fases.
Existe amor na vida de um assassino.
Existe amor na vida de Madre Teresa de Calcutá.
Houve amor na tortura que Jesus sofreu — amor exalando do coração do Cristo — e também amor nas paixões pelo poder que habitavam a mente de seus algozes.
Somos um planeta em evolução.
Hoje, amamos a tecnologia. Avançamos em comunicação, em máquinas, em sistemas — tudo em nome do amor, ainda que muitas vezes seja um amor travestido de dominação sutil em massa.
Lembro de civilizações que, por amarem demais o poder, se destruíram.
E então vem a constatação mais dura:
ninguém ama os desvalidos,
ninguém ama a cooperação,
todos amamos o egoísmo.
Ou talvez — e isso dói ainda mais —
aprendemos a chamar egoísmo de amor.
🌒✨