13/02/2026
Fazer um documentário, diante da perda de uma mulher vítima de feminicídio, é mergulhar em camadas profundas de dor, memória e responsabilidade. Quando uma mulher é tirada de nós, um pouco de cada um de nós se vai com ela: seus sonhos interrompidos, seus planos, sua coragem de existir no mundo.
Este filme também fala da luta de continuar viva. Fala do poder da arte como ferramenta de transformação do trauma, como espaço possível de respiro, elaboração e resistência.
Na primeira semana de filmagens, ao abrirmos as imagens de arquivo, fomos atravessados por lembranças que reacendem o amor: o amor pela bicicleta que as irmãs cultivavam desde a infância passado de pai pra filhas, o amor pela praia pela dança, o amor profundo de uma pela outra. Vídeos das duas se abraçando, dançando juntas, pedalando lado a lado, gestos simples que carregam uma vida inteira de afeto e cumplicidade.
Mais do que tudo, este filme é uma história de amor. De duas irmãs que sempre planejaram uma vida juntas e que seguem existindo uma na outra. Um filme que insiste na memória, na presença e na possibilidade de seguir mesmo quando tudo tenta nos calar.
Direção: Aline Flores
Assistente de Direção: Thales Fernandes
Direção de Fotografia: Lírica Aragão e Daniel Lupo
Diretor de Produção: Vagner Valério
Produção executiva: Ana Clara Poltronieri e Bruno Autran
Making off still e vídeo: Lírica Aragão
PROJETO APROVADO PELA SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA - GOVERNO DO PARANÁ, COM RECURSOS DA POLÍTICA NACIONAL ALDIR BLANC DE FOMENTO À CULTURA, MINISTÉRIO DA CULTURA - GOVERNO FEDERAL