18/10/2021
Kiseijuu ou Parasyte e um mangá escrito e ilustrado por Hitoshi Iwaaki que estreou na revista Morning Open Zōkan da Kodansha.
Mais irei focar no anime já que ele é bem fiel ao mangá. O anime e produzido pelo famoso Studio MadHouse, o anime estreou no Japão em 8 de outubro de 2014, ele possui 24 episódios e está disponível para assitir na Netflix.
Izumi Shinichi é um jovem de 17 anos em uma certa noite um organismo semelhante a uma minhoca invadiu o quarto dele, introduzindo-se na sua mão direita, Izumi consegue evitar dele ir para sua cabeça e acha que tudo não passou de um sonho mais quando ele acorda ele já tinha mudado. Eles começam a compartilhar do mesmo corpo, rapidamente descobrem que ele não é o único parasita a tomar posse de seres vivos terrestres, o que leva à eventual e obrigatória cooperação dos dois, de forma a sobreviverem.
A história se desenvolve inserindo pausadamente na conjuntura narrativa as temáticas de foro psicológico, existencial, emocional e filosófico estes tópicos vão sendo bem desenvolvidos através de acontecimentos que os personagens vão gerando pelas suas escolhas e atitudes, desde a introdução da narrativa até mais ou menos metade do anime o desenvolvimento e bem feito mais da metade dele ele vai se perdendo em algumas tramas não muito elaborados, sendo que muitas coisas acontecem sem grande explicação, ou sem a grande credibilidade que nos foi mostrada na primeira parte da narrativa.
Com um conceito brilhante conduzido por uma execução desequilibrada, não obtemos uma obra má, nada disso. Kiseijuu situa-se muito bem acima da média como sempre MadHouse faz uma animação excelente e sua trilha sonora e legal de se ouvir. Vale ressaltar que esta história foi escrita nos finais dos anos 80, mais precisamente em 1989. Deve ainda ser notada a atualidade dos tópicos abordados, o quão bem eles funcionam e se integram no estado do mundo atual. Kiseijuu é uma reflexão sobre a humanidade e sobre o que significa ser um Humano, o que me leva a pensar que apesar de tudo, toda a filosofia desta obra será sempre algo atual, não importando a época em que nos encontramos.