2Nerd Página oficial do Programa “2NERD”. Apresentado por Rod Castro, Diego Nogueira e Mário Nakamura. Esperamos pela sua audiência e participação.

Falamos de tudo: quadrinhos, cinema, música, coleções, eventos e muito mais! O programa fala de tudo que cerca a vida do Nerd: quadrinhos, filmes, música, games e estilo, como: roupas, eventos, lugares, sites e até mesmo tatuagem. O “2NERD” inicia como um programa de rádio para web – estreia no final de Setembro - e, em breve, deve se tornar um programa para Youtube.

Casamento Sangrento – A ViúvaComeçando colado ao final do capítulo anterior, a continuação de Casamento Sangrento já ins...
19/03/2026

Casamento Sangrento – A Viúva

Começando colado ao final do capítulo anterior, a continuação de Casamento Sangrento já insere Grace (Samara Weaving) em uma nova confusão no submundo das elites. Agora não precisa escapar apenas dos sogros e de uma família rica, tradicional e sedenta por seu sangue, mas de quatro, todas de olho na herança e no “trono do capeta” ao qual ela tem direito caso sobreviva por mais um dia. E ela não está sozinha: é acompanhada pela irmã caçula Faith (Kathryn Newton). Então, além de enfrentar esse novo impasse, Grace precisa resolver uma crise familiar.

Não tem como assistir esse filme sem pensar nos recentes vazamentos e divulgações de materiais que comprometem algumas figuras poderosas. Entre documentos, teorias da conspiração e histeria propagada na internet tudo acaba soando até como uma paródia pouco criativa. Ainda assim, o filme rende bons momentos, como ricos atrapalhados, um acerto de contas improvável entre noivas e um Elijah Wood se divertindo como advogado do diabo. Também vale citar Sarah Michelle Gellar usando uma estaca o que certamente vai agradar os fãs de Buffy, além da participação da lenda David Cronenberg.

Faz sentido as quatro famílias apresentar diversidade étnica, já que representam elites que controlam diferentes regiões do mundo. Além disso, cada uma delas vem de países que possuem disputas econômicas. Chega a ser engraçado ver os americanos sabotando os concorrentes com pequenas artimanhas, enquanto os demais, no campo corporativista, tentam passar a perna até no próprio diabo por meio de brechas contratuais.

Apesar do sangue e da violência, o filme não é tão criativo na construção das situações e acaba apostando mais na ampliação de escala. Então sai a mansão, entra um resort. O conflito entre as irmãs também não é dos mais fortes: uma se sente abandonada pela outra, mas, no fim tudo soa como imaturidade adolescente. Ainda assim, quem gostou do primeiro deve f**ar satisfeito com esta continuação ainda mais sangrenta e despretensiosa. No fim não deixa de ser divertido e irônico ver o “Frodo” observando um grupo de ricos imorais se matando por um anel.⭐⭐⭐
Texto:

“Cara de um, focinho de outro” – Nota: 7,5Confesso de que uns anos para cá, venho deixando de acompanhar trailers e come...
02/03/2026

“Cara de um, focinho de outro” – Nota: 7,5

Confesso de que uns anos para cá, venho deixando de acompanhar trailers e comerciais de filmes que serão lançados nos cinemas. Acredito que essa expectativa cria percepções erradas de um produto que iremos ver. Dito isso, acabei dando um passo atrás e vi os trailers de “Cara de um, focinho de outro”.

“Putz, mais um filme de troca de corpos?”. Como falei no parágrafo anterior, errei. O novo filme do estúdio que entregou pérolas, como “Toy Story 3”, “Os Incríveis”, “Ratatouille”, “Wall-E”, “Up: altas aventuras”, traz camadas interessantes e debates necessários.

Passa por temas como o relacionamento entre gerações – como o da protagonista Mabel e sua avó – o conflito entre o que é certo e errado – Mabel versus o prefeito ganancioso – e a importância do cuidado com o nosso meio ambiente e a sua fauna – algo que se torna mais “real” para a protagonista quando sua mente vai parar dentro de um castor robô e, por isso, ela consegue “falar” com os demais animais da floresta e perceber o mundo através do que eles “pensam”.

Mesmo com todo esse enredo, há diversão e nesse ponto o filme conseguiu agradar mais ao apostar no exagero e no surreal. Algo não tão surpreendente quando se descobre que o diretor do filme é Daniel Chong, o criador de um dos desenhos mais criativos dos últimos anos, o excelente “Ursos sem Curso”, da Cartoon Network.

“Cara de um, focinho de outro” é o escapismo com tom aventureiro que você precisa, ainda mais em tempos de guerra – tema abordado também no filme, mas por uma “razão” maior, a sobrevivência dos mais fracos.
Texto: Rod Castro

Cara de um Focinho de Outro. A nova animação da Disney com assinatura Pixar é fofa e entrega momentos sensíveis que se i...
02/03/2026

Cara de um Focinho de Outro.
A nova animação da Disney com assinatura Pixar é fofa e entrega momentos sensíveis que se intercalam com humor e até suspense. Ainda assim, o estúdio parece confortável demais em certa previsibilidade e zona de conforto.
Aqui conhecemos Mabel, jovem que desde criança, ao lado da avó, demonstra amor e empatia pela natureza. Já adulta, tenta impedir que uma obra faraônica destrua um fragmento florestal e descobre uma tecnologia capaz de transportar a consciência humana para animais robóticos hiper-realistas. Ao viver no corpo de um castor, ela descobre o que nem os biólogos do TikTok e o Animal Planet mostraram: a floresta abriga uma sociedade complexa, com hierarquias, rivalidades e equilíbrio.
A trama soa como se A Revolução dos Bichos encontrasse Avatar. Ao perceber que despertou a fúria dos animais, Mabel precisa lidar com seus erros e frustrações em uma escalada que encontra até ecos de A Pedagogia do Oprimido. Não por acaso, ao adquirir poder, uma mariposa defende que os inimigos devem ser “esmagados” , exatamente como os insetos costumam ser.
Tecnicamente, a Pixar segue impecável: texturas detalhadas, identidade visual marcante. Observe os olhos que alternam entre o modo selvagem remetendo a animais de pelúcia (graças ao design) e o modo de diálogo, com olhos mais expressivos.
Mesmo flertando com tensão e suspense, ainda com uma grata referência à Os Pássaros, o estúdio ainda busca a lágrima calculada nos momentos reflexivos. Até pode funcionar, mas reforça a sensação de que já é algo previsível por parte do estúdio, e sabemos que a Pixar pode mais. Diverte, mas tá longe dos melhores dias. Atenção: Tem uma cena extra durante os créditos.
Texto: Henrique Filho

Inspirado em uma história real, Isso Ainda Está de Pé? acompanha o casal Alex (Will Arnett) e Tess (Laura Dern) que reso...
13/02/2026

Inspirado em uma história real, Isso Ainda Está de Pé? acompanha o casal Alex (Will Arnett) e Tess (Laura Dern) que resolvem se separar amigavelmente depois de vinte anos. O impacto do fim parece não causar grandes estragos, mas, conforme o tempo passa, eles precisam lidar com as sensações, reflexões e redescobertas. Alex, ainda por cima, em vez de fazer terapia, encontra no stand-up uma forma de extravasar sentimentos e rir de suas mágoas e memórias.

Ao seguir a história, é difícil não ter a impressão de estar testemunhando algo semelhante a uma terapia de casal — o que não é novidade dentro do gênero. E isso é reforçado quando Bradley Cooper intercala momentos entre o ex-casal e cenas onde compartilham frustrações e inseguranças com os amigos (interpretados por Cooper e Andra Day), que também interpretam um casal em crise, além dos pais de Alex, que possuem uma doce dinâmica.

Uma escolha curiosa do diretor está relacionada aos planos. O íntimo é compartilhado com o espectador por meio de planos-detalhe. Ao deixar a câmera próxima do protagonista durante suas apresentações, cria-se um desconforto, intensif**ado pelas pausas e pela forma como ele projeta sua voz grave. O alívio só vem quando a câmera se afasta. Nesses momentos, a tentativa de humor parece sabotada, dando lugar a algo que pode soar constrangedor — f**a a dúvida se isso é proposital.

Com a história ambientada em Nova Iorque, um protagonista em crise de meia-idade e o uso constante de um senso de humor peculiar como escudo, torna-se inevitável a comparação com algo do universo Woody Allen. Inclusive pela aparência de Arnett, que lembra um avatar de Cooper. Ainda assim, o resultado passa longe de algo que o diretor de Manhattan faria.

Quando lançado no Festival de NY, com base nas críticas positivas, apostava-se que poderia fazer bonito na temporada de premiações, mas o filme acabou sumindo. Talvez por não ter substância para sustentar suas intenções. Ainda assim, não dá para acusar o resultado. O elenco é afiado e no fim temos uma boa comédia dramática sobre atravessar mudanças sem soar como autoajuda. Ainda bem.
Texto: Henrique Filho

🎬Família de Aluguel Phillipe (Brendan Fraser) é um ator americano que vive no Japão há alguns anos em busca de uma chanc...
07/01/2026

🎬Família de Aluguel
Phillipe (Brendan Fraser) é um ator americano que vive no Japão há alguns anos em busca de uma chance em projetos mais ambiciosos. No entanto, acaba restrito ao mercado publicitário, um trabalho que lhe traz pouca satisfação profissional e até contamina sua vida pessoal. Tudo muda quando ele recebe uma proposta inusitada: Atuar como parente de aluguel na vida real.

No Japão, existem agências que oferecem o serviço de “Família de Aluguel”, contratando atores para preencher lacunas afetivas como pais, cônjuges ou amigos. Como diz o slogan da empresa: “ajudamos a se conectar com o que falta”. A proposta inicialmente causa estranhamento em Phillipe, que questiona a lógica daquilo e até sugere terapia como alternativa, mas logo entende que se trata de uma questão cultural. Ele aceita que, mesmo vivendo ali por mil anos, ainda haveria coisas que jamais compreenderia completamente.

Interpretado com a ternura e o carisma habitual de Fraser, é fácil se envolver nas situações que surgem a partir desse novo trabalho. A diretora Hikari conduz a narrativa explorando a cultura e as paisagens japonesas conforme a história avança. A transformação do protagonista é clara e expositiva, refletida tanto em sua rotina quanto na vida das pessoas que encontra pelo caminho. Basta observar como ele passa a organizar o próprio apartamento embalado por uma trilha mais leve, para entender esse movimento.

Infelizmente ao optar por escolhas confortáveis no roteiro o filme não tem maiores surpresas. Apesar de abordar temas como solidão, autoconhecimento, afeto e propósito, a obra recorre a uma fórmula, o que limita seu impacto. É um bom filme, sensível e acolhedor, mas que poderia arriscar mais e ir além do conforto que oferece, mais ambição não faria mal.

Texto Henrique Filho

⭐⭐⭐

🎬 Anaconda O que torna um filme um clássico? O que o faz ser considerado cult? Infelizmente, essas palavras estão sendo ...
24/12/2025

🎬 Anaconda

O que torna um filme um clássico? O que o faz ser considerado cult? Infelizmente, essas palavras estão sendo banalizadas por produtores de conteúdo e infladas com outras hipérboles, então tudo vira genial ou descartável. Soma-se a isso a nostalgia como produto lucrativo, e os estúdios passam a extrair “leite de pedra” resgatando qualquer obra do passado que possa rechear seus cofres.

Durante a exibição deste novo Anaconda, essas questões vieram à cabeça. Refilmagem? Reboot? Pouco importa. O filme se apresenta como uma nova aventura inspirada no original e acerta ao assumir o absurdo da própria proposta. Ao usar metalinguagem e nonsense, reconhece que um longa sobre uma sucuri gigante assassina funciona melhor como comédia.

Aqui acompanhamos Doug (Jack Black) e Ronald (Paul Rudd) que junto de outros amigos, resolvem realizar um sonho de infância: fazer um filme. Não qualquer filme, mas Anaconda, que eles consideram um clássico por terem assistido inúmeras vezes quando crianças. O grupo parte para a “Amazônia”, até o encontro inevitável com a cobra gigante e a luta pela sobrevivência.

Surge então Santiago (Selton Mello), um criador de cobras que os auxilia nas filmagens. A interação entre os personagens rende bons momentos. O elenco se diverte e entrega cenas espirituosas, lembrando em certos momentos até Trovão Tropical, ainda que com menos esmero.

Mas nem tudo funciona. A cobra simplesmente existe, sem origem, sem explicações e pronto. Soma-se a isso um visual pouco criativo: apesar de se passar na “Amazônia”(foi filmado na Austrália), o filme explora pouco as belezas naturais. Fora a cobra, sobram um habitual macaco-prego, um javali… e um esquilo? Admito nessa hora eu ri. Botos, aves, jacarés? Não é a toa que a cobra é estressada, vive sozinha na floresta ou comeu tudo e por isso é gigante.

Convenhamos, o Anaconda (1997) não é um clássico, aliás bem ruim (cuidado com a nostalgi), então não é difícil este novo filme superá-lo. É entretenimento simples, leve e divertido, perfeito para curtir com combo de pipoca e ir com os amigos. E f**a a torcida para que sirva de trampolim para Selton Mello, que tem talento e carisma de sobra.

Assistir O Agente Secreto é uma experiência inquietante. Quem se dispõe a encarar as 2h40 do novo filme de Kleber Mendon...
14/11/2025

Assistir O Agente Secreto é uma experiência inquietante. Quem se dispõe a encarar as 2h40 do novo filme de Kleber Mendonça Filho pode ser tomado por uma mistura de sentimentos ao longo da sessão — tensão, risos, medo, frustração. Assistir ao filme pode ser tudo, menos algo monótono.

É 1977, e Marcelo (Wagner Moura) retorna ao Recife para buscar o filho. Mas há algo errado: ele está sendo ameaçado de morte e, antes de fugir da capital pernambucana, precisa resolver algumas pontas soltas. Ambientado em um Brasil sob ditadura, o filme constrói uma atmosfera crescente de paranoia e medo, sufocando o protagonista enquanto o coloca diante de situações que vão do aleatório ao absurdo — e sim, a cena da perna cabeluda é um deleite.

Moura cria um personagem complexo e também generoso, funcionando como escada para o restante do elenco brilhar, independentemente do tamanho do papel. Destaque absoluto para Dona Sebastiana, vivida de forma brilhante por Tânia Maria, mais uma figura que já nasce icônica, como o Lunga de Bacurau.

A direção de arte e os figurinos merecem elogios à parte. A reconstrução de uma Recife do passado, com seus objetos, costumes e referências, compõe um verdadeiro acervo de memória que transpira brasilidade.

Em tempos em que certo espectro político tenta se apropriar de símbolos nacionais e reduzir a cultura a “vagabundagem”, o filme surge como um tapa na cara. O Agente Secreto mostra que o patriotismo não está em vestir a camisa da seleção, mas em celebrar nossa diversidade cultural e respeitar a nossa história.

O desfecho pode soar anticlimático, mas permanece ecoando na mente. Abrupto e seco, ele nos lembra de algo doloroso: nossa falta de memória. Ao expor fragmentos de violência que vão da brutalidade à metalinguagem, o filme nos faz pensar em quantas pessoas tiveram destinos semelhantes em nossa história, apenas para que uma elite podre continuasse enriquecendo.Um filme chibata.

Henrique Filho

⭐⭐⭐⭐

Predador Terras SelvagensInventivo, divertido e deslumbrante. Com essas três palavras eu definiria o novo capítulo da sa...
06/11/2025

Predador Terras Selvagens

Inventivo, divertido e deslumbrante. Com essas três palavras eu definiria o novo capítulo da saga de uma das criaturas mais estilosas — e até então enigmáticas — do cinema: os Yautja, também conhecidos como Predadores.

Depois do ótimo Predador: A Caçada e da excelente animação Predador: Assassino de Assassinos, já não é surpresa ver Dan Trachtenberg novamente bem-sucedido ao contar histórias com esses personagens. Não estamos diante de um diretor de aluguel, mas de um autor que, além de honrar o filme original, cria algo novo e genuíno, equilibrando com precisão ação, ficção científ**a e apuro visual.

Aqui acompanhamos Dek (Dimitrius Koloamatangi), um jovem aspirante a caçador que tenta provar seu valor diante da tribo. Tratado como pária pelo líder do clã, ele deixa seu mundo em busca de uma das presas mais cobiçadas da galáxia. O problema? A criatura vive em um planeta inóspito e explorado por outra espécie. Lá, Dek conhece uma androide (Elle Fanning, claramente se divertindo no papel) que o ajuda em sua jornada.

Com design de produção criativo, fotografia caprichada e uma trilha que impulsiona as cenas de ação, o filme entrega ritmo intenso com um belo visual. A montagem traz um tom épico, ainda que com uma cafonice charmosa — a cena da explosão nas costas é puro humor involuntário. E quem se preocupa com a classif**ação PG-13 pode relaxar: mesmo sem sangue humano, o longa mantém a violência com decapitações e desmembramentos e o sangue com outros tons de cores.

Logo no início, conhecemos o código de conduta do clã, e a partir daí, vemos cada regra ser quebrada. O que começa como uma jornada por reconhecimento se transforma em algo maior e interessante. Como diria o meme: “O verdadeiro prêmio são as amizades que fazemos pelo caminho”. Por fim mais uma vez, o vilão se torna o herói, e o futuro da franquia promete o reencontro com velhos monstros da velha caixa de brinquedos da Fox.

Henrique Filho

⭐⭐⭐⭐

Springsteen: Salve-me do Desconhecido🎬Com o fim do ano, chegam as apostas dos estúdios para a temporada de premiações e ...
29/10/2025

Springsteen: Salve-me do Desconhecido🎬

Com o fim do ano, chegam as apostas dos estúdios para a temporada de premiações e entre elas está Springsteen: Salve-me do Desconhecido. Cinebiografia (mais uma) estrelada por Jeremy Allen White (O Urso), que mergulha na mente de um dos maiores ícones do rock: Bruce Springsteen.

Conhecido como The Boss, o artista é retratado em um recorte específico da carreira, e não em uma biografia total (ótima decisão). Essa escolha permite um olhar mais íntimo sobre seu processo criativo e sobre como suas memórias e traumas moldaram suas músicas e influenciam suas relações pessoais.

De volta à cidade natal, Bruce revive lembranças e dores que inspiram clássicos como Nebraska e Born in the USA. O filme mostra um artista dividido entre a necessidade de controle e o medo de ferir quem ama – o que ele inevitavelmente acaba fazendo. Ao lado de seu agente, o compreensível Jon Landau (Jeremy Strong), ele busca equilibrar o emocional e a autonomia.

Ainda que a narrativa peque em ritmo e coesão em alguns momentos, a atuação de Jeremy A. White ainda é o grande destaque. Ele recria com precisão os gestos, a postura e o olhar contido de Springsteen fora dos palcos, o que contrasta com sua energia explosiva quando canta (e o ator até canta).

Mais íntimo que grandioso, o longa evita o espetáculo típico de outras cinebiografias e aposta em tentar revelar o homem por trás do mito: alguém que transforma fantasmas e dores em arte. Embora protocolar, a obra dirigida por Scott Cooper se revela sensível e humana, que cumpre o papel de mostrar o artista além da lenda. A partir de amanhã 30/10 nos cinemas.

⭐⭐⭐
Por: Henrique Filho

Tron: Ares – Plasticamente perfeito, mas ainda bastante artificial.Em Tron: Ares, acompanhamos o programa Ares, personif...
09/10/2025

Tron: Ares – Plasticamente perfeito, mas ainda bastante artificial.

Em Tron: Ares, acompanhamos o programa Ares, personif**ado por Jared Leto, que mais uma vez tenta se encaixar e encontrar uma franquia para chamar de sua (será que agora vai?). O personagem é uma inteligência artificial responsável pela segurança do servidor de uma grande corporação e, à medida que adquire consciência, acaba envolvido em uma guerra entre duas big techs com propósitos antagônicos. Quando se vê encurralado, Ares precisa escolher entre continuar servindo ao seu criador, o sociopata Julian Dillinger (Evan Peters) ou se aliar à cientista Eve Kim (Greta Lee) para aplicar uma nova tecnologia de forma mais benéf**a e, quem sabe, tornar-se humano.

Dirigido pelo protocolar Joachim Rønning (Malévola: A Dona do Mal), sim Tron: Ares se apropria de parte da trama de Pinóquio e ainda insere ali na macarronada ecos de Frankenstein. Além de desejar ser real, a criatura também se rebela contra o próprio criador.

Embora trate de temas extremamente atuais como ética e aplicação da inteligência artificial e interesses corporativos das grandes empresas de tecnologia, o filme passa longe de propor reflexões mais profundas. Essa superficialidade também se reflete nos personagens, construídos a partir de elementos batidos e sem grandes nuances. Todo o potencial é desperdiçado, servindo apenas como um belo verniz para justif**ar a invasão dos programas ao mundo real e a tradicional história do bem contra o mal — basta reparar nos vilões vestidos de preto com detalhes em vermelho e nos heróis de cores mais claras.

Por fim, tanto o Tron original (1982) quanto sua continuação Tron: O Legado (2010) sempre me pareceram filmes com conceitos interessantes envolvidos em belas embalagens, mas sem o recheio satisfatório que os tornasse realmente singulares. Tron: Ares mantém essa tradição: é impecável visualmente, mas continua sendo artificial demais e humano de menos.

O filme possui uma cena no meio dos créditos finais.

Tron: Ares chega aos cinemas em 9 de outubro.

Henrique Filho

15/04/2024
Cara… que tristeza. Mestre  nos deixou. Quando soube que ele viria pra  , nem pensei duas vezes: tenho que pegar uma art...
29/04/2022

Cara… que tristeza. Mestre nos deixou. Quando soube que ele viria pra , nem pensei duas vezes: tenho que pegar uma arte com ele - um Batman. Fiz mais que isso: comprei um print da capa mais impactante que ele fez pro gibi do Lanterna com o Arqueiro Verde, autografei vários quadrinhos e tirei uma foto com ele. Tirando essa foto, depois de papear com ele, lembrei de quando coloquei meus olhos em uma HQ dele, a já citada Lanterna e Arqueiro, na Heróis em Ação, e me peguei pensando: estou apertando a mão de um dos meus desenhistas favoritos de toda a vida. Valeu muito o tempo na fila, valeu muito ter trocado uma ideia com ele… é o que me deixa menos triste agora.

Endereço

Minha Terra, Minha Minha Cidade
Manaus, AM

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