01/09/2020
Cada um de nós carrega em si a semente da divindade, ansiosa por florescer novamente. Nosso impulso maior é por cumprir a meta suprema e desaguar nos rios do Eterno. Todos os dias, recebemos a oportunidade dadivosa para despertar as nossas faculdades divinas e ascender um pouco mais no retorno ao que Somos. A imortalidade nos ambiciona. Mas nós ainda a rejeitamos por ambicionar coisas demais. Enquanto corremos exaustos contra o vento, o sopro do Divino nos beija a face com seus convites. Convida-nos a dançar as surpresas da Vida e a apreciar todas as notas da sua canção.
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Como é custosa a ascensão da alma peregrina. Tropeça incontáveis vezes nas armadilhas dos desejos e o lodaçal dos apegos tenta engoli-la todos os dias. Avista, num vislumbre deslembrado, a grandiosidade libertadora do desconhecido, mas se aconchega no conforto enganoso das suas pequenezas. A ignorância bafeja uma névoa tão espessa que o orvalho da sabedoria goteja mas não acha espaço para adentrar a mente do andarilho. Requer-se coragem para morrer nos desertos dos lamentos e renascer nas paisagens do Mestre. Ouvir a voz divina que canta serena entre as ruínas.
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Inúmeros são os desafios desta Terra. Todos delicadamente elaborados para que o Sol do espírito enfim desponte sobranceiro no horizonte e esclareça a escuridão das dúvidas. É a sinuosidade do caminho que desenha a flexibilidade dos nossos passos. A subida é íngreme pois nossa busca é pelo Altíssimo. E o percurso não se torna mais fácil conforme progredimos. Nós é que deixamos de lhe enaltecer as dificuldades. E ap***s seguimos adiante, agradecidos pelo manancial de aprendizados que se derrama no aprendiz de coração aberto.
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De toda parte, a beleza nos alcança quando nossos olhos decidem apreciá-la sem ressalvas. Vestida de dores ou alegrias, ela traz a melodia perfeita para cada fase da jornada. Seguimos, desbravadores pacíficos, pela noite da alma, a enfrentar as provas e os perigos do caminho interno, iluminados pela Vontade de vivenciar novamente a união. No escuro profundo, nas úmidas galerias, a semente abraçava a morte e irrompia ao Céu em infinitas cores de Vida. Um suspiro extasiado..