Outras Palavras

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Outras Palavras .Livros. O bem estar na natureza. As belezas escondidas no cotidiano ⋒ Combinação que dá um belo enredo
✺Resenhas, fotos e devaneios
📖Orlando V. Wolf

Entre livros, rios e montanhas ✨ em um outubro de primeira tensa. Mas a esperança e o amor são insistentes ❤️
12/10/2026

Entre livros, rios e montanhas ✨ em um outubro de primeira tensa. Mas a esperança e o amor são insistentes ❤️

100 anos de trajetória e relações de uma família É um livro emotivo, duro, poético, direto, através de diálogos precisos...
08/10/2026

100 anos de trajetória e relações de uma família
É um livro emotivo, duro, poético, direto, através de diálogos precisos e muito significativos. Aliás, a comunicação, ou a falta dela, para mim, é o ponto mais marcante dessa obra- gerações que aprendem entre si, que ensinam a expandir possibilidades de visão de vida, de si mesmo e de dos outros, somando conhecimentos, potencializando empatia. Mas, por outro lado, justamente a falta de diálogo gera mágoas, proporciona falta de entendimento e afastamentos que marcam para sempre, também por não se enxergar a vida para além de si.

O Arroz de Palma traz um retrato de família muito interessante, exposto por meio das memórias de um narrador que vai fundo na sua história e dos na dos seus.
E dentro desse contexto enredo, assuntos e fatos de contexto político, social são inseridos e discutidos, o que traz um brilho extra ao livro.

Me identifiquei muito com esse protagonista, também por seus devaneios sempre presentes, com sua mente imaginativa e por se deixar levar tão facilmente nas reflexões, pensamentos e voar por aí, mesmo sem sair (fisicamente) do lugar. E sendo assim, obviamente ele é prolixo, o que pode ser custoso, mas incorpora um resplendor extra na contação de histórias.

Cheio de assunto!No meio de setembro percebi que, muito provavelmente, não conseguiria finalizar essas duas leituras, ma...
02/10/2026

Cheio de assunto!
No meio de setembro percebi que, muito provavelmente, não conseguiria finalizar essas duas leituras, mas continuei tentando, naquela função de dar cabo dos livros, mensalmente. Não como uma obrigação em si, mais como uma organização, uma programação. E porque tem tantos que me animam ainda, a ler!
Felizmente, depois eu relaxei. Até porque não ia ter jeito mesmo. Esse mês foi recheado- de muitas demandas, lazeres diversos, mudança, trabalhos internos também, cuidados alheios, novas adaptações. E um tempo para descansar e aproveitar a nova luz, o novo colorido, a nova paz, a renovação dos agradecimentos.
E no final refleti como a leitura se tornou mais uma agenda na vida das pessoas. Aquele frescor e liberdade de ler com fluidez, com mais abertura e com mais permissão aos encontros-surpresa. Alguns livros vieram a mim, fora da minha lista-base do ano e isso é tão importante para esse hábito! Hoje em dia, parece que tantos leeem as mesmas coisas e há uma agonia em ler tudo e tanto! Mas, e a magia em entrar em um sebo, por exemplo e aceitar indicação de quem vive em meio a tantas opções? Ou percorrer as prateleiras e de repente, encontrar algo que instigue a leitura… Ou, alguém lembrar que você gosta de ler e te trazer um livro inusitado e esse passa por cima das lista prévia? Ou você saber que alguém leu um livro massa e ficar com vontade de ler também e pegar emprestado.. ou ir na casa de alguém, se deparar com um livro que desperta interesse e levar para ler…
E assim tem sido esse ano, principalmente esse segundo semestre. Um pouco diferente com minhas leituras. E já sei que nem vou cumprir a lista que determinei para 2026. Porque o tempo e a vida correm e o melhor é seguir com flexibilidade, se abrindo para surpresas e novos caminhos.

Cinco mulheres acabam por se dirigir a um mesmo local, um jardim em Karaj- uma alegoria, um refúgio fantasioso, ou um lu...
21/09/2026

Cinco mulheres acabam por se dirigir a um mesmo local, um jardim em Karaj- uma alegoria, um refúgio fantasioso, ou um lugar onde podem, de fato, encontrarem a si mesmas?- à época do golpe de Estado, nos anos 50. Seja por fuga, por devaneios, por propósito, por busca de outra existência. Conhecendo separadamente as histórias de cada uma, que acabam por se entrelaçar.

Quase 40 anos depois de ser lançado, ainda serve como um livro atual- infelizmente, por algumas razões.
Mas há o encanamento de ler o misticismo, o folclore e o realismo mágico iraniano.

Encontrei o Brasil no Irã no fervor religioso, nas lendas, nas superstições, nos dogmas. Na intensidade do querer, do desejar, do sonhar. Na relevância, no legado, no peso da culinária e outros costumes.
E também vi, ouvi e senti as mulheres de todo o mundo, nessa leitura. E essa é daquelas singulares, diferentes, nada que se encaixe em rótulos, ou parâmetros de experiência.

E, as nossas vidas não são para serem sem os homens. Não é para bani-los. Mas, o que precisamos, merecemos e sonhamos, é viver. Com nossos próprios critérios, anseios e ideias de bem estar e felicidade.

Vale lembrar que esse livro foi proibido no país e a autora, Shahrnush Parsipur foi presa e desde então perseguida por falar sobre os desejos femininos.

Imagine um livro lançado em um Brasil monárquico e ainda escravocrata, carregado na crítica aos valores da elite, a mora...
09/09/2026

Imagine um livro lançado em um Brasil monárquico e ainda escravocrata, carregado na crítica aos valores da elite, a moral cristã e ao racismo.. Aluísio Azevedo mais uma vez carrega a tinta para retratar a hipocrisia, o preconceito e a condução dos destinos alheios, através do abuso de poder econômico-social e mau uso da fé religiosa.
O Mulato foi um escândalo e colocou o escritor como persona não grata na sua terra. Aliás, o Maranhão é belissimamente ilustrado e ambientado, sendo uma parte importante do enredo, também por mostrar a existência de um Brasil para além da Corte imperial.
É uma característica do autor, retratar os costumes de uma sociedade falida, mas mantida por dissimulações, jogos de interesses e falso moralismo.

Só que a narrativa dessa obra, é carregada de emoção, principalmente na segunda metade, quando o protagonista Raimundo descobre a verdade sobre suas origens, de maneira cruel. Filho de pai branco e mãe escrava, após acontecimentos infelizes com os pais, é enviado para fora do país, muito mais para conter o escândalo, do que para protegê-lo. Após finalizar os estudos, viajar pela Europa, retoma ao Maranhão para questões burocráticas
O curioso também, é perceber que o próprio nunca antes havia despertado para a sua própria condição de raça, cor, status social. Só se depara com o seu contexto , ao ser impedido de casar e de fato fazer parte da sociedade, simplesmente por estas características. Me tocou muito a forma escolhida por Aluísio mostrar isso, principalmente com os diálogos e os desabafos de Raimundo após esse choque de realidade de vida.
É incrível, infelizmente, perceber tanto ainda em comum nos idos do Império e atualmente. Com uma Igreja que comete crimes, castigos, arbitrariedades e uma sociedade imersa no falso moralismo, preconceitos e afins

A única ressalva é sobre e excesso de descrições na ambientação, tanto de locais como de personagens e diálogos muitas vezes longos. A leitura, para mim, perde um pouco o fluxo e o envolvimento. Fora isso, Aluísio Azevedo manda muito bem o seu recado.

Amarra o teu arado em uma estrela Um salve à Pachinko, que amarrou meu ❤︎︎ ! Às comidas gostosas, ao meu lanche preferid...
03/09/2026

Amarra o teu arado em uma estrela

Um salve à Pachinko, que amarrou meu ❤︎︎ ! Às comidas gostosas, ao meu lanche preferido e ao prazer de desfrutar uma Banana Real, enviada de Salvador, com muito amor. Às companhias, aos passos dados (práticos e metafóricos), às todas as formas de terapia, aos altos e baixos e, como, com uma das grandes lições dessa minha leitura amada e preferida do mês, a gente segue.

Agosto e tantas tantas coisas, como essa luz de final de inverno

Viver bem acontece quando,ao morrer, vamos em paz. Principalmente com nós mesmos.Propósito, bem estar com as escolhas (i...
28/08/2026

Viver bem acontece quando,
ao morrer, vamos em paz. Principalmente com nós mesmos.
Propósito, bem estar com as escolhas (independente se deram certo ou errado), relacionamentos..
Contemplamos o bastante? Descansamos, rimos, vemos e aproveitamos o(s) outro(s), aprendemos, ensinamos, nos encantamos?
…

Vivemos nossos desejos? Na verdade, realmente sabemos quais são esses desejos? O que nos move, o que podemos fazer para experienciarmos a nossa jornada da melhor maneira, para nós e para os outros?
Somos condicionados a desejar, a desfrutar e executar nossa caminhada, desde os tempos de Tolstói.

No seu processo de morte, no desespero de viver e na loucura de tantas elocubrações que isso provoca, Ivan Ilitch percebe duramente a verdade sobre suas conexões (de família, sociais, de trabalho), seus vínculos e suas conquistas- as suas preocupações, o aprumo pelo pertencimento no status social valeram a pena?

Tolstói tinha muita habilidade na escrita e com maestria transportava seus pensamentos e reflexões para os textos. Para mim, ler seus livros é um prazer, muito interessante, bonito e acessível, mesmo que profundo.

Com A Morte de Ivan Ilitch, acompanhamos e meditamos, junto a esse grande pensador e escritor de outros tempos, sobre o que poderia ser uma vida, de fato, bem vivida.

Livros encontrados em sebos!Essas são algumas das jóias adquirias nesses lugares, que são tão importantes e que por dema...
24/08/2026

Livros encontrados em sebos!

Essas são algumas das jóias adquirias nesses lugares, que são tão importantes e que por demais democratizam a leitura. Eu sou assídua frequentadora e encontrei essa forma de poder ler mais. E de trocar muitas ideias e indicações com outros amantes dos livros.
Outra coisa interessante que acho, em comprar livros em sebos, para além de ser mais acessível, é às vezes encontrar dedicatórias, marcações, anotações imaginar como foi a leitura da(s) outra(s) pessoas. Acho mágico ter livros de sebos ✨

*Será que amamos D. Isabel Allende por aqui?!

PACHINKOVocê segue a vida. Isso é uma forte particularidade que essas culturas tem em comum. Coreia, Japão.. A resiliênc...
17/08/2026

PACHINKO

Você segue a vida. Isso é uma forte particularidade que essas culturas tem em comum. Coreia, Japão.. A resiliência sempre ali, algo inerente. Você sente, você lembra, você chora, você ri, mas você continua. Nem sempre conseguindo, mas sempre tentando seguir. Na medida do possível.

Pachinko traz histórias que não foram e nem são contadas, pessoas esquecidas, apagadas. Mas que existiram, que continuam existindo nos seus descendentes, no seu legado. E que sobrevivem quando suas trajetórias são contadas e espalhadas pelo mundo. A trajetória de um país invadido, dividido, de seus expatriados, dos que insistem na pátria-mãe. de abismos raciais. A trajetória da Coreia e seu povo sobrevivente que até hoje carrega um peso. Na minha ignorância não conhecia tão a fundo tamanha trajetória. Também aprendi mais sobre o Japão…
Esse livro, tem uma relevância tremenda! Além de tudo, é didático! E de forma clara, objetiva, mesmo contendo tanta beleza, poesia, delicadeza. Mas também é brutal. Prepare-se para sofrer. Para ser arrebatada/o desde o início e se surpreender até fim, ao acompanhar a vida de mais de 4 gerações.
Uma das histórias mais bem escritas que já li na vida. Que talento tem Min Ji Lee!
Daquelas histórias que a gente torce pelos personagens e tem empatia por (praticamente) todos, mesmo com suas más escolhas. O peso de precisar ser perfeito, carregar esse peso e ainda assim, falhar.
Pachinko é sobre isso também. As decisões. As decisões que tomamos e como mudam o nosso rumo, de uma forma, ou de outra. O desapego, o perdão (e o auto-perdão) que isso implica, a empatia, a compreensão (novamente, com o outro em com nós mesmos). Os impactos das decisões nas trajetórias!

Eu sabia que não seria fácil, mas não me preparei o suficiente para esta profundidade, estes desfechos e essa sofrência! Leiam Pachinko (e esse nome é de suma importância, só no decorrer a leitura nos damos conta desta profundidade, vale a pena esperar).

O amor e suas vertentes. Abundante e variado mesmo, demonstrado em tantas situações e por toda a vida, é o que vem de Mi...
09/08/2026

O amor e suas vertentes. Abundante e variado mesmo, demonstrado em tantas situações e por toda a vida, é o que vem de Mirandinha, vulgo meu excelentíssimo pai🍀

Tenho muita sorte e agradeço, por ainda celebrar esta e outras datas e momentos, com meu pai ainda vivo, nos seus 93 anos ativos. Muitos ensinamentos, muita presença, muitos esforços e um legado importante, que é o prazer pela leitura.
Com ele conheci João Ubaldo Ribeiro, Gabriel García Márquez e José Saramago. Comigo ele conheceu e virou fã de Isabel Allende. Na mesma medida amamos livrarias e sebos. E carrego comigo a sua frase “há sempre tempo para ler”!

Feliz Dia dos Pais para essa figura única 💗

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