06/10/2025
Por: Eduardo Bastos
O artista plástico Gildecio Costaeira nasceu no Povoado Campo do Crioulo, comunidade quilombola da região centro sul do Estado de Sergipe. A partir desse lugar, esse filho de lavrador levou suas pinturas para mais de 30 cidades do Brasil, passando pelas principais capitais, como Aracaju, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de janeiro, Brasília, São Paulo e Porto Alegre. Sua arte também atravessou fronteiras e oceanos, e foi exposta com sucesso em países como Itália, USA, Portugal, Uruguai e Áustria.
Desde do fim dos anos de 1980, Gildecio já desenhava na escola. Em seguida, fui convidado para desenhar as capas das Fitas K7 da banda Lacertae - e esse era o ano de 1989. Dos ano 90 em diante não parou mais.
O artista lagartense Costaeira se diz um estudioso dos continentes e da vida primitiva dos seres. Como resultado desse exercício intelectual permanente, sua obra sempre retrata com riqueza de detalhes a criação e preservação das espécies.
Nosso amigo, artista dos pincéis, afirma não ter sofrido influência ou inspiração dos grandes mestres da pintura. Os artistas que norteiam seus trabalhos são os evolucionistas, como por exemplo o filósofo grego Aristóteles, o Inglês Charles Darwin, Jean Batptiste Lamarck e Richard Owen. A música também lhe serve como uma fonte de inspiração, já que seu trabalho como artista plástico sempre esteve em sintonia fina com a produção musical da lendária banda Lacertae.
Quando tem chance de levar seus trabalhos para fora do Brasil, nosso amigo Costaeira tem a oportunidade de constatar que por lá a arte é muito mais valorizada, e até considerada como profissão - aqui no Brasil quem trabalha com arte não é tratado como profissional e, como conseqüência, não é valorizado como deveria ser. Costaeira custuma dizer que o estrangeiro, quando está apreciando sua arte, pouco se importa com o preço. Ele admira todo o processo de produção - da primeira à última pincelada; já o brasileiro se preocupa muito mais com o valor. Lá fora, o profissional é sempre tratado com a atenção e o respeito que todo artista merece.
O trabalho do artista lagartense que destaco aqui cumpre o papel não só de conscientizar as pessoas, mas também de alertar.