13/05/2020
NUNCA É TARDE PARA RECOMEÇAR!
Nunca é tarde para recomeçar, embora o mais difícil seja reconhecer para si mesmo a insatisfação com a profissão, largar tudo e recomeçar praticamente do zero, para buscar algo que realmente gosta e proporciona mais prazer.
“Muito comum as pessoas considerarem a profissão que têm como um ativo pessoal que não pode ser modif**ado, mesmo que esta esteja lhe frustrando as expectativas e não esteja lhe trazendo felicidade, reconhecimento ou dinheiro esperados”, afirma o empresário, escritor e especialista dos campos da Ciência e Espiritualidade, Daniel Kaltenbach.
Ele explica: “este apego à profissão tem várias origens psicológicas e algumas curiosas”. Dentre elas destaca-se o “Ego”. Primeiro é necessário aceitar o erro na decisão da escolha, o que normalmente costuma ser muito difícil e, por isso, muitos preferem continuar insistindo naquilo que não agrada, do que assumir conscientemente um equívoco passado.
Vaidade: Mesmo quando se admite o erro e reconhece que é importante uma mudança de rota, muitas vezes a chance de desistir da ideia é quase 100%. Pelo fato de ter que reconhecer a falha, a alteração de carreira será notada por todos e, na maior parte das vezes, não f**a claro para os terceiros se a mudança foi por escolha própria ou porque não se teve sucesso. “Quase como assumir, perante toda a sociedade, uma espécie de falência nos planos profissionais. Ficamos com receio de como isso será visto, o que será comentado pelos vizinhos, amigos, família, e até por aqueles menos próximos, com os quais podemos ter alguma diferença, imaginando que poderão rir de nós”.
Sentimento de posse: A sensação de perda é difícil de superar, pois o caminho construído deverá ser abandonado. “Em algum momento, ele foi uma semente que plantamos com esperança, cuidamos, regamos, que vimos crescer (ou tentar crescer), sobre o qual investimos tempo e dinheiro e, agora, vamos simplesmente abandoná-lo? Não parece fazer sentido. Pior, com o tempo na atividade, acostumamos confundir nossa própria personalidade com nosso labor. Como se a profissão fizesse parte de nós. Como podemos abrir mão de um pedaço da gente?”
Insegurança: Superadas essas questões, ainda existe a chance de se deparar com o medo de estar errando de novo e receio de falhar. “Angústia de terminarmos pior do que estamos, de abrir mão de um salário (por menor que ele seja) e, às vezes, pavor até pela expectativa de perder um rendimento ou lucro que nunca se quer se concretizou e que, talvez, nunca venha se concretizar.”
Apesar de todos os medos e inseguranças, Kaltenbach faz uma ressalva: “Não podemos nos esquecer de que o mundo dá voltas, que a vida é dinâmica e nossa existência é única, e que muitas oportunidades que deixarmos passar podem não se repetir.
Erro certo é ver a vida como um quadro estático, e por insegurança, ego, vaidade ou sentimento de posse não a modif**armos, em especial quando não estamos satisfeitos com ela. Precisamos nos movimentar, ousar, acreditar, buscar, viver, correr atrás.
E saber, acima de tudo, que qualquer que seja a nossa escolha, não vivemos em um mundo de certezas. Preciso aprender a aceitar isso. “
Na hora que bater a insegurança e se perguntar: “Como aomenos minimizar o risco de errar? Saber se está fazendo uma loucura maior ainda?”,
Kaltenbach dá a dica: “a mais importante é você se perguntar se aquilo que está pretendendo fazer será algo que te dará prazer em praticar todos os dias.
Se a resposta for sim, 95% da questão está respondida: você deve trocar sua carreira, sua profissão, sua atividade, por outra que lhe dê prazer.
Completando os 5% faltantes, confira se você leva consigo na bagagem: fé, autoconfiança, vontade e disposição verdadeira de trabalhar e construir”, conclui.
Fonte: http://www.diariodocomercio.com.br/noticia.php?tit=nunca_e_tarde_para_recomecar_em_outra_atividade&id=127966