Coisas da Deinhah

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Allegra: antes do play está em promoção: até 15/07 - de 26,00 por 23,40 (use o cupom AMOLIVROS). Quem comprar na pré-ven...
10/07/2017

Allegra: antes do play está em promoção: até 15/07 - de 26,00 por 23,40 (use o cupom AMOLIVROS). Quem comprar na pré-venda, concorre ainda a um super kit (com caneca, ecobag, outros livros da autora, marca-páginas, almofada...).
www.bit.ly/compreallegra

Conhecendo os personagens:
Allegra Meneghini, também conhecida como Allegra Presley (qualquer semelhança com o rei Elvis não é mera coincidência).
Compre Allegra: antes do play em bit.ly/compreallegra (apenas 26 dinheirinhos).

11/12/2016

Gente, titia criou uma fanpage do livro novo. Quem puder fazer esta escritora iniciante feliz e deixar um like maroto por lá ganha um lugar especial no meu coração.

Fanpage do livro "Allegra - antes do play", de Andreia Evaristo, disponível na Amazon: http://amzn.

Oi, gente linda do meu coração.Terminei ontem meu romance "Allegra - antes do play", que já está disponível na Amazon (e...
29/11/2016

Oi, gente linda do meu coração.
Terminei ontem meu romance "Allegra - antes do play", que já está disponível na Amazon (está grátis até dia 03/12). A sinopse está na publicação original. http://amzn.to/2gRd6k2
Esse romance está concorrendo a uma das dez vagas entre os finalistas do de literatura.
Dá uma forcinha pra titia: baixe o livro e compartilhe com os amigos.
Titia ama vocês.

Já está no ar: "Allegra - antes do play", de Andreia Evaristo, na Amazon: http://amzn.to/2gRd6k2 (gratuito para quem tem Kindle Unlimited).

Bora degustar esse chiclete?(Ainda à venda por 15 reaizinhos + frete. Entrega em todo o Brasil) - http://bit.ly/2bAGTIc
13/09/2016

Bora degustar esse chiclete?
(Ainda à venda por 15 reaizinhos + frete. Entrega em todo o Brasil) - http://bit.ly/2bAGTIc

Foi em Joinville, mas poderia ser em qualquer cidade do Brasil que fosse cortada por um rio poluído, onde uma criança indígena tentasse vender sua arte.

Saiuuuu: primeiro Deinhah Responde.
30/08/2016

Saiuuuu: primeiro Deinhah Responde.

Compre "Chiclete pra guardar pra depois": http://bit.ly/2bAGTIc (Via depósito bancário ou PagSeguro - frete fixo para todo o Brasil). *** Você perguntou e eu...

Vídeo novo no canal!Bora lá?
23/06/2016

Vídeo novo no canal!
Bora lá?

*** Toda quinta-feira, vídeo com dicas para escritores. *** Segundo vídeo da série "Como escrever um livro", sobre narrador - e focos narrativos e 8 tipos de...

Sugar baby, o primeiro romance de Eva Sartorini, já está à venda.Aproveite a promoção de lançamento:E-book na Amazon: ht...
11/06/2016

Sugar baby, o primeiro romance de Eva Sartorini, já está à venda.
Aproveite a promoção de lançamento:
E-book na Amazon: http://amzn.to/1sxhJBy (gratuito de 10 a 14 de junho)
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10/06/2016

Nublada
Andreia Evaristo - Crônica publicada em 14 de maio de 2016, no jornal A Notícia (mais em http://www.qualquersentido.com/)

O dia não tinha amanhecido. Era como se estivesse imitando-lhe o comportamento da alma, que há dias não conseguia amanhecer. Pelo caminho, o céu branco estava baixo, como se as nuvens tentassem tocar o chão. Sem qualquer poesia – não há beleza num teto prestes a despencar. O ar úmido e alvo lhe enchia os pulmões, sufocando.

Um dia cinzento, diria uma pessoa comum. Não ela. Dias nublados, com cerração baixa, nunca são cinza. São da cor da depressão. E se a depressão é branca como uma camisa de força alvejada com cloro puríssimo, então dias sem sol são exatamente dessa cor.

Conforme o carro avançava pelo mapa diário, percorrendo quilômetro após quilômetro daquele trajeto marcado pela persistência do dever que chama, o tempo retrocedia. Em vez de clarear pela manhã, o dia escurecia. Aos poucos. Devagar. Como se ninguém estivesse prestando atenção – nunca ninguém presta atenção a essas coisas inúteis que são as cores do céu, o cheiro das nuvens ou a ampulheta cujas areias se elevam em vez de escorrerem para o fundo.

A mão que bateu a porta quando se foi apertava-lhe o peito. Dura e fria como a cerâmica do chão da cozinha, onde ela se sentou e chorou até que a fonte estivesse seca. O coração tentava continuar a bater dentro daqueles dedos que o seguravam, mas faltava espaço. Então, batia mais devagar, mais leve, mais escasso, e a vida perdia as forças de seguir em frente. Sem o pulsar do sangue que a empurrasse adiante, era mais cômodo parar e ficar.

Sentada a seu lado no carro, sua alma lhe encarava. Qual o sentido disso tudo? Nascer, crescer, se apaixonar, sofrer? Faltava-lhe morrer, para atribuir sentido ao caos? Por um breve instante, pensou no colo da mãe, tão quente e acolhedor quanto uma xícara de chocolate quente no inverno. Mas a mãe tinha lhe avisado que isso iria acontecer, cedo ou tarde, e o que ela menos precisava, nesse momento, era lidar com rancores e eu-te-disses.

No centro, parou no semáforo. Se precisasse explicar como tinha chegado até ali, não saberia. Estava ocupada demais com coisas mais importantes que o trânsito, e os movimentos que a levariam até o trabalho eram tão ensaiados que já tinham mecanizado. Por entre as nuvens, um raio de sol escapou: amarelo, luminoso, mudando a brancura daquele quadro branco de loucura. A camisa de força teria de esperar.

Da série: das   que eu não tinha compartilhado por aqui ainda.
31/05/2016

Da série: das que eu não tinha compartilhado por aqui ainda.

Resposta
(Andreia Evaristo) - Crônica publicada no jornal A Notícia, em 30 de abril de 2016 (mais em http://www.qualquersentido.com)

O clima mudara: um friozinho gostoso se espalhava pela casa. O céu límpido completava o clima perfeito para a ocasião. Dias perfeitos são sempre assim, pensava ela, com frio e sol. Uma combinação criada por Deus, para reacender a chama da esperança nas lamparinas da alma humana.

Perfeita era a atmosfera para retirar das coisas adormecidas a poeira acumulada pelos anos. Abriu uma caixa, remexeu livros amarelados, cujas páginas já não se recordavam mais se eram uma ou várias. Em outra caixa, cartas antigas, de uma época que não havia tecnologia para aproximar mensagens e afastar pessoas. As cartas vinham de longe, mas os corações dos remetentes batiam lado a lado. Na terceira caixa, foi onde se demorou mais.

Escondidas em manuscritos rebuscados, as letras traziam versos escritos à sombra. Nunca conheceram o vento, que os poderia ter levado a longas distâncias. Curiosos, os olhos vasculhavam em busca de preciosidades deixadas para trás, abandonadas e escondidas por alguém que não era mais ela.

A caligrafia era sua: pouca mudança nos traços, um amadurecimento no desenho de cada letra, mas a quem pertenciam era indiscutível. À leitura de cada poema, buscava encontrar na memória o que tinha motivado aquela catarse. Pouco conseguia escavar no sítio arqueológico da lembrança. Até que uma pontinha brilhou, como o sol que entrava pela janela.

Lembrou-se de um caderno de capa de tecido, no qual, dia após dia, ela alinhavava no papel sentimentos e sensações com um fio que lhe saía do peito, e do dia em que lhe entregou seu coração neste caderno. Lembrou-se das cartas que lhe escrevia, que eram deixadas de surpresa na caixa de correio – inclusive, a última, em que ela se dizia cansada e jurava que seria a derradeira. Nunca obtivera resposta.

Os poemas antigos eram bons, poderiam compor um livro nos dias de hoje. Uma pena que eles já deviam ter virado adubo há muito tempo. Da carta, não tinha certeza, mas desconfiava que a resposta nunca tinha chegado porque o destinatário não correspondia ao seu sentimento. Ou talvez apenas não soubesse o que significava derradeira.

No rádio, a música lhe completava as ideias falando “dos versos que eu fiz e ainda espero resposta...” Ela, não mais. Há muito compreendera que o silêncio também é resposta.

Endereço

Joinville, SC

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