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Os 40 anos de "To Mega Therion" do grandioso Celtic Frost, que completa 40 anos e foi objeto do post anterior, merece um...
31/10/2025

Os 40 anos de "To Mega Therion" do grandioso Celtic Frost, que completa 40 anos e foi objeto do post anterior, merece um post sobre a "História por trás da capa" com algumas curiosidades e fatos sobre uma das artes mais perturbadoras de todo o Heavy Metal:

A capa se trata de uma obra de arte intitulada "Satan I", do fenomenal artista suíço Hans Rudolf Giger (H.R. Giger), falecido em 2014 e que foi pintada em 1977. A imagem é, na verdade, um detalhe de um tríptico; a arte completa, vista no 'gatefold' do vinil, mostra a figura central usando um crucifixo como um estilingue. O artista é muito conhecido no meio da música e do cinema, sendo mais famoso por seu trabalho de design vencedor do Oscar no filme "Alien" (1979).

A obra, previsivelmente, foi proibida em muitos países ou apenas permitida a venda embalada em plástico preto opaco, haja vista a rejeição dos varejistas sob o escrutínio de religiosos.

A arte foi inicialmente considerada pelo Venom para ser a capa do "At War With Satan", mas a banda incrivelmente não a utilizou.

O nome do disco (traduzido do grego: "A Grande Besta") aparece na Bíblia, em "Apocalipse 13", de João, e também foi o nome adotado por Aleister Crowley quando atingiu o grau de Magus na ordem "Thelêmica".

Outras correspondências, em outras teologias, sobre Therion (levando em consideração mais o signif**ado do que o ser), seriam a dragonesa Tiamat, na mitologia mesopotâmica, e o aquático Leviatã, que lutou com Behemoth (terra) e Ziz (ar), na mitologia semita.

Essas mitologias estão presentes por todo o universo do heavy metal. Além da conhecidíssima banda Therion, que também tem uma música chamada "To Mega Therion" (lançada no álbum "Theli" de 1996), o Sinister gravou outra com o mesmo nome no álbum "Hate" (1995). Vale notar que a soprano Claudia-Maria Mokri, que fez os vocais femininos neste álbum do Celtic Frost, também cantou no disco "Lepaca Kliffoth" do Therion, em 1995 (faixas 4 e 11).

Existe um museu do Giger na Suíça () e , inclusive, Tom "Warrior" é um dos diretores, mostrando a profunda relação da banda com a obra deste gênio.

Por fim, não podemos esquecer que a preguiça-gigante, um dos maiores mamíferos terrestres que já existiu e que habitava a América do Sul, extinta há pelo menos 12 mil anos, pertence ao gênero denominado Megatherium.

"Sabotage", sexto álbum completo do Black Sabbath — para muitos, o último grande da fase inicial — lançado pela Vertigo ...
23/07/2025

"Sabotage", sexto álbum completo do Black Sabbath — para muitos, o último grande da fase inicial — lançado pela Vertigo com produção da banda e de Mike Butcher (que já havia trabalhado no disco anterior), completa este mês 50 anos!

Falar sobre o Sabbath é sempre um prazer e jamais cabe nos 2.200 caracteres que o IG permite, sendo que a tarefa f**a ainda mais difícil frente a perda de Mr. Madman ocorrida ontem. Aqui a banda exibe toda sua capacidade criativa no período de seis anos: seis dos maiores clássicos do heavy metal em todos os universos — paralelos, colaterais, místicos e os que ainda vão surgir. Assustador!

O disco, que tem uma capa bastante cafona, recebeu esse nome porque a banda enfrentava um período turbulento, cheio de disputas com o ex-empresário e totalmente envolvida em questões legais e contratuais — o que irritava profundamente os integrantes.

A produção ficou por conta deles mesmos, principalmente de Iommi, que desde o "Vol. IV" se interessou e se envolveu com o processo. Mas ao comparar com "Master of Reality", nota-se que a qualidade dos timbres é inferior, especialmente na bateria (com pratos estridentes) e no baixo (com outra afinação e volume abaixo do costume). Isso interfere no impacto final da voz de Ozzy, que antes contrastava maravilhosamente com o peso cavernoso do Master e aqui já perde esse efeito — o que o leva a disparar agudos impressionantes e bem na cara de quem duvidava da sua capacidade como vocalista.

Outro aspecto interessante é como a banda se sentiu livre para expandir seu processo criativo, incorporando sintetizadores (até então proibidos num som tão pesado), órgão, piano e até harpa (tocada por Iommi). Sem falar na grandiosidade de "Megalomania", com quase 10 minutos de uma viagem lisérgica de heavy metal acompanhada de vocais adicionais. S e n s a c i o n a l!

E "Symptom of the Universe", então? Melhor música do mundo? Não ousaria discordar.

O álbum é um clássico absurdo, e a qualidade das faixas torna impossível ranquear os seis primeiros discos sem controvérsia. Esse já foi meu sexto favorito, hoje talvez o terceiro. Ou não, sei lá!

Não envelhece porque clássicos são atemporais.

#1975

Eu deveria parecer um headbanger furioso nos idos de 1990: cabelos enormes loiros, barba por fazer, sempre de preto com ...
02/11/2024

Eu deveria parecer um headbanger furioso nos idos de 1990: cabelos enormes loiros, barba por fazer, sempre de preto com as piores estampas possíveis no peito e semblante invariavelmente fechado e soturno.

Na verdade era o touro Ferdinando. Ou talvez o Charlie Brown, até porque eu tinha uma garotinha ruiva.

A garotinha ruiva era a força em pessoa. Anarquista, libertária, fogo nos olhos e faca na caveira. Essas lutas diárias pelos direitos dos menos favorecidos ela já lutava há 30 anos atrás. Essa paixão era apaixonante.

Éramos muito diferentes em vários aspectos, até porque ela estava mais para Sheena, a "punkrocker", e desprezava os machistas "thrashers" que f**avam gritando "bitch" nos shows e, consequentemente, o Slayer que eles amavam. E eu desprezava os Ramones, que ela amava. E tudo seguia bem, até ela achar que não e partir. Partiu e com ela meu coração se espatifou como se golpeado por mil espadas cimerianas. Se eu chorasse, teria chorado. Só sentia raiva. Mais ainda do que o costume.

Fui para a loja de discos espairecer, o dono, meu amigo, disse que havia chegado um ótimo disco e me mostrou. Olhei de soslaio e rispidamente disse: "Nirvana, unplugged, MTV. Três coisas que eu desprezo em uma mesma capa. Passo!"

Ele insistiu e pediu pra eu levar, se não gostasse poderia trocar. Como resposta apenas apontei pra minha camiseta, uma das duas únicas brancas que eu tinha, "Scum" do Na**lm Death. Ele entendeu.

Fui para um bar rock pé-sujo beber sozinho, coisa que nunca tinha feito (beber sozinho) e estava passando uma música linda sobre uma garota. Não dei moral, porque não queria falar sobre garotas.

Mas o som começou a suplantar meus pensamentos rancorosos e doloridos. As músicas eram lindas, uma pegada "folk", de uma beleza triste e delicada. Eram sobre dores, das mais variadas.

Tocou o disco todo e fui muito tocado por aquele som. Entre alguns goles pedi para repeti-las e perguntei o que afinal era aquela lamento que tanto me conectou. O dono gritou de lá me mostrando a capa:

"Comprei hoje, Acústico MTV do Nirvana! Bom bagarai quer emprestado?".

* Repostando por ocasião dos 30 anos do álbum.

O Overkill é das bandas mais profícuas e resistentes do Heavy Metal mundial, pois, desde a estreia em "Feel the Fore" (1...
09/07/2024

O Overkill é das bandas mais profícuas e resistentes do Heavy Metal mundial, pois, desde a estreia em "Feel the Fore" (1985), são 20 full álbuns em menos de 40 anos! Isso sem contar EPs, ao vivo, etc. Coisa assustadora a produção, que não tem pinta de diminuir, mas, apesar de não ter nenhum álbum 100% ruim, nem todos são exatamente bons e indispensáveis.

Por exemplo, o 7.º play "W.F.O." ("Wide Fu***ng Open", de fácil tradução), lançado pela Atlantic, com produção da própria banda, celebra 30 anos sem maiores estardalhaços e figura mais ou menos no meio (pra trás) dentro da própria discografia.

O Overkill sempre trilhou pelo mais puro thrash metal oitentista com vocal insanamente urgente, estridente e agonizante. Guitarras totalmente "shred" e neste play especif**amente com o baixo se sobrepondo a tudo, quase como uma terceira guitarra, ao melhor estilo Nuclear Assault, e muito riff! É tudo muito urgente já que o mundo está prestes a acabar!

Por outro lado, como já discutimos por aqui em diversas ocasiões e discos, os anos 90 foram esquisitos, principalmente para as bandas de thrash que em baixa tinham 3 caminhos óbvios: ou fazia um "Black Album" para chamar de seu, ou caía na armadilha do "grunge" e posteriormente do "new metal" ou, por fim, escutava com atenção os sons do Pantera e trilhavam pelo groove. É difícil você pegar um álbum lançado entre 1992 e 1997 que escapa ileso destes 3 cenários e a maioria naufraga em cacoetes óbvios e esquecimento (quando não um certo "cancelamento") pelas próprias bandas, que culpam produtores, ex-integrantes, gravadoras, etc.

Neste play a banda buscou um pouco o caminho do Pantera, principalmente nos grooves, na afinação e na marcação do baixo. Mas pessoalmente acho que o resultado não é ruim, ao contrário, e não compromete a qualidade final do play, mas faz com que ele fique um pouco datado, diferente de outros discos seminais da banda.

Talvez o maior problema seja o baixo sobrepondo-se em todas as músicas e ao final de quase 60 minutos, outro defeito dos trabalhos noventistas, discos maiores do que deveriam, se torne um incômodo. Outro ponto é a produção, pois aumentaram muito o volume, até com certa estridência para contrapor ao baixo, fazendo com que a bateria parecesse que foi gravada em outro quarteirão.

Em algumas edições de CD existem 3 covers escondidos depois de 10 minutos mudo do CD (outra gracinha desta época): "Heaven and Hell ", "The Ripper" e "Voodoo Child (Slight Return)".

Envelhece "OK" sem maiores alardes ou turnê comemorativa.

“Wish You Were Here”, 9° full da banda, com capa icônica, a cargo da "Hipgnosis", que remete ao conceito das músicas “We...
12/09/2022

“Wish You Were Here”, 9° full da banda, com capa icônica, a cargo da "Hipgnosis", que remete ao conceito das músicas “Welcome to the Machine” e “Have a Cigar”, foi gravado no histórico estúdio “Abbey Road” e lançado pela Columbia Records, completa 47 anos.

Trata-se de um disco de imersão, como toda a discografia da banda, cuja estrutura musical e lírica te convidam a ouvir com atenção, na ordem das faixas e em sua integralidade, muitas vezes repetindo a viagem, até porque se trata de tamanho reduzido se comparado com outros trabalhos dos ingleses (45 minutos).
Não é álbum que você coloca e vai lavar pratos, até porque a viagem de ouvi-lo pode fazer com que os pratos dancem em sua frente ao melhor estilo “Fantasia” (a do Mickey e não do Miele. Se bem que...).

Outro ponto muito característico é que, em se tratando de Pink Floyd, não é um álbum de difícil assimilação e foi ponto de iniciação de muita gente, incluindo alheios, incautos, randômicos e até mesmo bangers de coração negro mais chegados em sons extremos. O que torna o play ainda mais incrível.

É álbum preferido de muita gente, assim como tem quem o ache um pouco menor para figurar em um “top 3” da banda, o que não é demérito algum em se tratando da maravilhosa e rica discografia.

Particularmente o acho grandioso e classudo e, apesar de já tê-lo ouvido na íntegra, quase em looping, algumas milhares de milhões de vezes, ainda hoje acho relevante, com uma sonoridade que não remete a uma época específ**a, o que demonstra a sua atemporalidade. Já foi meu preferido (assim como ocupou o 2.º ou 3.º lugar na discografia da banda), mas tudo depende do dia ou da vibe. A arte da banda tem vida própria e a cada ouvida uma descoberta impactante.

Altamente recomendável como porta de entrada aos iniciantes na arte "pinquefloidiana".

Escute tudo, com atenção e na ordem proposta. Escutar Pink Floyd é quase uma arte perdida, exige f**ar em “off” e se virar para seus fantasmas interiores, não é rolê aleatório, está mais para filme europeu que não dá para ir no banheiro no meio, caso contrário você se perde completamente.

Segue o release:"Em meio às montanhas e campos do Vila Nova, na estrada do Atalho, há de se encontrar as bandas Corram p...
23/07/2022

Segue o release:

"Em meio às montanhas e campos do Vila Nova, na estrada do Atalho, há de se encontrar as bandas Corram para as Colinas, que descem de Curitiba para fazer um rock pesado e rabugento. Seguindo o caminho, a banda Lado Errado fará um Heavy Rock com pegada hard, vintage e ao mesmo tempo moderna. Aquele lado que você não tem certeza se é o certo, mas sabe que é bom... Pegando o atalho, a Maiden Scream vai fazer um tributo a uma das maiores bandas de todos os tempos, que muitos dizem ser o Iron Maiden. Um tributo prestado com energia e paixão, com músicas conhecidas e outras nem tanto. Logo adiante, o caminho f**a nebuloso com A Few Days in Dark. Sim, esse dark que todos temos em algum lugar do peito. Eles darão a pegada pesada, harmoniosa e técnica de um clássico metal moderno. Pra morder os dentes durante a jornada!

Pois então, caros amigos. Dia 23 de Julho, um sábado à tarde, corra pro seu caminho no local certo e na hora certa se você gosta de música diferente, inteligente e ultrajante.

Leve seus amigos, sua família, seus pets.

Garanta seu ingresso muito barato a 10 reais fazendo um pix antecipado para o [email protected]. No dia, a entrada do Rock no Atalho irá custar 15 reais (barato também!)

Prestigie esse momento único e diferente, com bandas de estilos variados e que ao mesmo tempo se complementam. Num lugar afastado, receptivo e do rock. 🏞️🤘

Organizado por: Maiden Scream, Lado Errado, A Few Days in Dark e Metal Joinville.

Apoio: Bruxa Verde"

Sábado, dia de embates para saber quem leva as suas preferências pessoais.Hoje uma peleja que se arrasta por quase 3 déc...
21/05/2022

Sábado, dia de embates para saber quem leva as suas preferências pessoais.

Hoje uma peleja que se arrasta por quase 3 décadas

Sepultura (pós-max) x Soulfly

O esquema é o de sempre votação nos stories, disco a disco, conforme a ordem de lançamento, disponível nas próximas 24 horas. Resultado segunda-feira.

Lembrando que o critério é mera afetividade entre um e outro.

Vote agora nos stories e deixe aqui as suas considerações!

Sábado, dia de embates para saber quem leva as suas preferências pessoais.Duas lendas:Dio x BruceO esquema é o de sempre...
14/05/2022

Sábado, dia de embates para saber quem leva as suas preferências pessoais.

Duas lendas:

Dio x Bruce

O esquema é o de sempre votação nos stories, disco a disco, conforme a ordem de lançamento, disponível nas próximas 24 horas. Resultado segunda-feira.

Lembrando que o critério é mera afetividade entre um e outro.

Vote agora nos stories e deixe aqui as suas considerações!

Sábado, dia de embates para saber quem leva as suas preferências pessoais.Hoje navegaremos por novos mares, New Metal:Sl...
07/05/2022

Sábado, dia de embates para saber quem leva as suas preferências pessoais.

Hoje navegaremos por novos mares, New Metal:

Slipknot x Korn

O esquema é o de sempre votação nos stories, disco a disco, conforme a ordem de lançamento, disponível nas próximas 24 horas. Resultado segunda-feira.

Lembrando que o critério é mera afetividade entre um e outro.

Vote agora nos stories e deixe aqui as suas considerações!

Sábado, dia de embates para saber quem leva as suas preferências pessoais.Hoje duas lendas, considerando suas carreiras ...
16/04/2022

Sábado, dia de embates para saber quem leva as suas preferências pessoais.

Hoje duas lendas, considerando suas carreiras solo:

Bruce Dickinson x Ozzy Osbourne

O esquema é o de sempre votação nos stories, disco a disco, conforme a ordem de lançamento, disponível nas próximas 24 horas. Resultado segunda-feira.

Lembrando que o critério é mera afetividade entre um e outro.

Vote agora nos stories e deixe aqui as suas considerações!

Sábado, dia de embates para saber quem leva as suas preferências pessoais.Hoje voltando ao velho modelo de embates:Nucle...
19/03/2022

Sábado, dia de embates para saber quem leva as suas preferências pessoais.

Hoje voltando ao velho modelo de embates:

Nuclear Assault x Anthrax

O esquema é o de sempre votação nos stories, disco a disco, conforme a ordem de lançamento, disponível nas próximas 24 horas. Resultado segunda-feira.

Lembrando que o critério é mera afetividade entre um e outro.

Vote agora nos stories e deixe aqui as suas considerações!

Vote também na final do Iron Maiden: "The Number of The Beast" x "Powerslave".

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