José Enoch Ramos mudou-se com os seus pais em 1960, para Petrópolis-RJ, iniciou os estudos no Colégio Carlos Erneck, e no Balé Clássico do Teatro do Rio de Janeiro-RJ. Deu os seus primeiros passos de dança, aos 10 anos de idade, em palcos improvisados da escola e festas populares. O artista recorda que enfrentou muito preconceito por causa da escolha, principalmente dentro de casa, pois sua mãe e
ra tecelã e seu pai era militar, e jamais aceitaria ter um filho bailarino “Naquela época o preconceito era muito grande”, desabafa José Enoch. Tempos depois seguiu para os Estados Unidos e continuou seus estudos no American Ballet Graham e participou de vários shows, e não demorou muito, ficou reconhecido pelos americanos e na Europa. Considerado por muitos críticos internacionais, o artista mais versátil da década de 1960, e ganhando a proporção de ser o paraibano com maior projeção que a dança da paraíba já teve. Em 1968, José Enoch foi o primeiro bailarino a se apresentar no renomado Teatro Royal, na Broadway, em Nova Iorque, e no Rádio City Music Hall. O nome do bailarino paraibano ultrapassou as fronteiras, chegou a dançar em mais de 40 países. Em 1970, retornou ao Brasil e trabalhou em Brasília e no Rio de Janeiro. Tempos depois retornou a Paraíba, dedicou-se ao ensino da dança e abriu sua própria escola de dança na capital paraibana, o Ballet Studio José Enoch; que oportunizou a criação dos grupos Contratempo e Sem Censura Cia. José Enoch declara que “O objetivo é que a dança seja um prazer, como um bem que você faz a seu próprio corpo e mente, e não desanimando diante dos obstáculos”. http://www.paraibacriativa.com.br/artista/jose-enoch-ramos-2/