01/02/2016
UM DIALÓGO SINCERO SOBRE OS PROBLEMAS DESTA NOITE DE ESTREIA (31/01/2016)
Uma das marcas deste grupo é a conversa aberta e livre de represálias que mantemos com nosso público, e desta vez não será diferente. Na noite do dia 31 de Janeiro de 2016, a praça do Rosário, em Jaboatão Centro, foi tomada por famílias e amigos que saíram de suas casas ansiosos pra ver uma boa comédia no novo teatro da cidade, mas ao chegar de depararam com um amontoado de pessoas numa fila que parecia sem pé nem cabeça. Ninguém tava entendendo nada, era um tal de ingresso, uma tal de fila de bilheteria, misturada com fila de acesso e quando se viu estávamos todos embrulhados numa grande confusão e caos total, fazendo com que metade dos presentes não conseguissem entrar para nos prestigiar.
Tendo em vista tamanha frustração e indignação, nos dispomos a dar todos os esclarecimentos possíveis, na esperança de sermos compreendidos.
1) Se era gratuito, porquê só entrou quem tinha ingresso?
Não haviam ingressos pagos. O Cine Teatro Samuel Campelo comporta confortavelmente 500 pessoas. Logo, foram distribuídos GRATUITAMENTE 500 ingressos para a população, sendo 200 para amigos e familiares dos artistas e produtores, e 300 para serem dados a quem chegasse lá no teatro (por ordem de chegada, obviamente). Não se pode colocar mais que 500 pessoas num espaço projetado com segurança e comodidade para este limite, por isso as senhas individuais.
2) Esse grupo é muito desorganizado!
Existe uma larga diferença entre quem cuida do espetáculo e quem cuida do espaço onde acontece o espetáculo. Nós somos os artistas da noite e precisamos cuidar dos detalhes que cabem à nós: Cenário, Figurino, Som, Luz, Maquiagem... A organização do evento é feita pela equipe administradora do teatro que fez tudo do bom e do melhor, pensando no limite máximo de público permitido pelo teatro. Desorganização seria permitir 1000 pessoas num espaço que só cabe 500. A equipe do teatro NÃO foi desorganizada, foram guerreiros por conseguir, com ajuda da guarda municipal e da polícia local, por ordem em alguns minutos.
3) Tinha gente sem ingresso entrando, e eu que tinha não entrei!
Quando as pessoas com ingresso começaram a entrar, a aglomeração foi responsável por forças o público contra a grade do portão de entrada, fazendo com que muita gente que ainda não tinha pego ingresso se aproveitasse da situação para acessar as dependências do teatro, injustamente tomando o lugar que quem chegou cedinho pra garantir sua poltrona e da família. Com tamanha aglomeração sendo forçada contra o portão, a equipe o fechou evitando assim que o verdadeiro caos acontecesse. Já imaginou o poderia acontecer com as crianças que estivessem ali? Poderia haver gente tropeçando, sendo pisoteada ou na pior das hipóteses saísse dali com ferimentos. Por isso os portões foram fechados, e com razão: segurança sempre em primeiro lugar, isso precisa ser compreendido.
4) Se tiver denovo eu nem vou, fizeram a gente de besta!
Pedimos perdão pelo constrangimento e frustração do público jaboatonense que só queria nos prestigiar e acabou voltando pra casa. Conhecemos esse sentimento, e entendemos a tristeza e decepção que ele nos trás. Pedimos encarecidamente que NÃO DESISTAM DE PRESTIGIAR CULTURA POR FRUTO DE UMA MÁ EXPERIÊNCIA OCASIONAL. Por favor, levem em consideração:
- Foi o primeiro espetáculo teatral do Samuel Campelo após a reinauguração tão esperada.
- Foi a primeira vez que o nosso grupo voltou a produzir após um sem atividade nenhuma.
- O Auto da Compadecida e um clássico nacional que TODO MUNDO AMA, e todo mundo quer ver sempre!
- Estavam acontecendo 3 blocos carnavalescos simultaneamente nos arredores do teatro.
Viram? Uma coisa leva a outra e não vale a pena a gente guardar e nutrir sentimentos negativos por um trabalho tão belo como o dos nossos próprios artistas. O que aconteceu hoje não foi culpa de ninguém, nem da equipe do teatro, nem do público, nem do grupo: foi uma ocasião desagradável sim, mas que serve de aprendizado e de degrau, pra gente continuar subindo essas escadas tão altas da cultura jaboatonense.
No mais, deixamos nosso afeto e carinho a todos os que puderem fazer o favor de abraçar a questão e nos entender.