Pleniluninum é um espaço artístico e terapêutico, de artes corporais e aprimoramento físico, mental e emocional para mulheres de todas as idades. Uma proposta que almeja trazer à tona a riqueza, a integridade e a beleza profundas do feminino, buscando uma conexão com a natureza, calcada nas transformações, tal como a lua com sua natureza cíclica nos mostra. A palavra Plenilunium tem origem no lati
m e significa lua cheia, ressaltando que, na simbologia de várias culturas, a lua está associada ao feminino. As fases da Lua coincidem com as fases do ciclo menstrual, e os estados de humor e hormonais estão sob a sua influência. Assim como a Lua demora cerca de 28 dias para dar uma volta completa na Terra, o ciclo menstrual da mulher é de 28 dias aproximadamente. Desta maneira, nossos ciclos se conectam assim como as quatro fases lunares: lua nova, quarto crescente, lua cheia e quarto minguante. Antigamente o ritmo natural de toda mulher era menstruar durante a lua nova e ovular durante a lua cheia. Sabemos disso graças a nossos antepassados, aqueles para os quais a única forma de marcar o tempo era por meio da observação das fases lunares. Ela recebe e retransmite as partículas solares segundo um ciclo de 28 dias que permite elaborar um ciclo curto dividido em quatro fases: quarto crescente, lua cheia, quarto minguante e lua nova. Estas fases têm influência no equilíbrio de determinados processos orgânicos do nosso planeta, diretamente ligados ao elemento aquático. Assim, a Lua torna-se o agente moderador da atividade solar, agente passivo ou conservador, enquanto o Sol é o agente ativo e acelerador. Tal como o princípio do Yin-Yang chinês, o Sol (yang) exalta, a Lua (yin) retém. A harmonia destes opostos contribui para o equilíbrio planetário ao demarcar todos os ciclos de vida e de morte da natureza manifestada, incluindo os quatro ciclos do homem: infância, adolescência, maturidade e velhice. A Lua é, também, um elemento significativo da evolução psicológica do homem como imagem do inconsciente: está relacionada com a noite da psique, o sonho, a assimilação interna dos fatos externos fomentados pelo apelo do astro diurno. O sol, por seu lado, é o símbolo da consciência dispersa que irá reconstituir a sua homogeneidade no seio da obscuridade interna. Renascer como sol da manhã significa, na linguagem dos mistérios, renascer de si próprio. Por isso, o mystae (discípulo) devia ocultar a luz exterior para reconstituir a luz interior. Como espelho do astro brilhante, a Lua intercepta a sua sombra e esconde-a dentro de si. A cosmogonia egípcia relata-nos este fato através do conhecido mito de Osíris: o deus Seth mede a sombra do Sol, Osíris, e encerra-o num sarcófago. Este mito, profundamente alegórico, reflete os grandes ciclos da evolução humana. Por vezes a luz espiritual é ocultada (ciclo de trevas e ignorância) e outras vezes é manifestada (ciclo de luz e conhecimento). O mito egípcio simboliza, numa outra chave de interpretação, a assimilação da inteligência pelo seu refletor, o ego humano ou razão: a visão racional capta os diversos efeitos da manifestação ilusória (mundo concreto) a fim de extrair a causa inteligível, motor dos factos e dos seus encadeamentos. O cristianismo refere-se ao mesmo processo místico no seu louvor a Maria como Rainha do Céu (Lunus):
«Tu vestis solem et te sol vestit». Na sua relação com Maria/Lunus, o Sol é o agente ativo da evolução espiritual ou Cristo encarnado no corpo do homem: Jesus. A descida do Espírito na Matéria (Maria, Maya, Matriz Primordial, Lunus) é figurada no crescente lunar ou na barca que veicula a luz solar. Os orientais viam no astro lunar um elo entre a esfera material e a esfera subliminar que se encontra para além dessa barreira planetária. Do ponto de vista biológico, a Lua reflete a natureza instintiva. Para os povos arcaicos, o seu símbolo é a raposa, o lobo, o chacal, todos eles ligados ao seu aspecto negativo (destruidor da matéria). Pelo contrário, o coelho, símbolo de procriação e fertilidade, representa o seu aspecto benéfico. No campo espiritual, o emblema da Lua (Isis-Hathor para os egípcios) é a barca: a que veicula a inteligência divina, Ra o sol invisível. A Lua, na sua triplicidade, encarna os três princípios da existência: nascimento, vida e morte (Lunus, Artemisa e Hecate). Nada morre, mas tudo se transforma. A compreensão deste tríplice aspecto lunar permite ao homem vencer a ilusão da realidade existencial. Ainda hoje se emprega o adjetivo lunático para personificar tudo o que é instável, inconstante e efémero. A Lua é a memória ancestral da natureza manifestada, dos seus ciclos de vida e morte. Descobrir, através desta aparência, o eterno devir da existência significa desvelar a face oculta da Lua. "O verdadeiro sentido dessa conexão (com a Terra e a Lua) ficou perdido em nosso mundo moderno. Na minha opinião, muitos dos problemas que as mulheres enfrentam, relacionados aos órgãos se***is, poderiam ser aliviados se elas voltassem a respeitar a necessidade de retiro e de religação com a sua verdadeira Mãe e Avó, que vêm a ser respectivamente a Terra e a Lua. As mulheres honram o seu Caminho Sagrado quando se dão conta do conhecimento intuitivo inerente a sua natureza receptiva. Ao confiar nos ciclos dos seus corpos e permitir que as sensações venham à tona dentro deles, as mulheres vêm sendo videntes e oráculos de suas tribos há séculos. As mulheres precisam aprender a amar, compreender, e, desta forma, curar umas às outras. Cada uma delas pode penetrar no silêncio do próprio coração para que lhe seja revelada a beleza do recolhimento e da receptividade." (Jamie Sams, em A Tenda da Lua)
Objetivos e Filosofia
Levar a mulher a experimentar e trabalhar positivamente a ampla potencialidade e capacidades de seu corpo, em profunda conexão com a mente, emoção e espírito. Descobrir (ou redescobrir) a força feminina inerente que a fundamenta e que, em muitas culturas, como simbolismo, está associada à natureza cíclica da lua. Através de várias práticas corporais, artísticas e meditativas, tem-se o objetivo de proporcionar às mulheres ferramentas para que se reconectem à sacralidade e inteireza de sua inteligência feminina, para que aproveitem sua experiência humana da maneira mais inteira, intensa e desperta possível, numa profunda conexão com sua natureza humana e extra-humana. Estão contempladas também as atividades de defesa pessoal e artes marciais com o propósito de, não somente, adquirir recursos para se protegerem de agressões externas, mas também para o empoderamento pessoal, disciplina, autocontrole, equilíbrio e autoconfiança diante de situações adversas e ameaçadoras que a vida nos apresenta. Os pilares que fundamentam este espaço são Amor e a Gratidão, tendo em vista que eles englobam o respeito por si e pelo outro, a liberdade para ser e sentir, o não- julgamento, a confiança em si e na intuição e a certeza de que o bem deve ser para todos, e quando um cresce, desperta e se realiza, faz crescer, despertar e realizar tantos outros que o rodeiam. Quando uma mulher se cura, ela não cura somente a si mesma e às gerações que a sucederão, ela espalha essa cura ao mundo. Portanto, a auto cura é um ato de Amor. Atividades (adulto e infantil)
- Meditação
Será uma atividade inerente a todas as outras, ou seja, em todas as atividades haverá um momento inicial de meditação. O objetivo é que essa prática se torne um hábito transferido para o cotidiano. Para aqueles que não tiverem experiência com meditação, serão dadas aulas específicas.
- Yoga
- Dança do Ventre
- Balé
- Canto
- Violão
-Teatro
- Terapias Complementares (práticas integrativas)
- Arteterapia
- Oficina de leitura e literatura
- Defesa pessoal e Artes Marciais
Workshops e Palestras
Várias temáticas serão trazidas por profissionais de diversas áreas da saúde, das artes, da espiritualidade, das ciências, com foco no fortalecimento da saúde física, mental e emocional, bem como no desenvolvimento do potencial humano. Estarão abertos não somente para mulheres, mas a todos que se interessarem pelos temas que serão apresentados. Exposições de Arte e Artesanato
Serão apresentados trabalhos de artesãos, artistas plásticos, escritores, dançarinos, artistas ligados à cultura regional e músicos locais, em eventos organizados especificamente para esse propósito
Cine Clube (adulto e infantil)
Exibição de filmes e documentários com temática voltada à elevação da consciência, espiritualidade, saúde do corpo e da alma e evolução do ser humano. Confraternizações
Frequentemente, no período da lua cheia, haverá confraternizações temáticas. Uma espécie de “ritual” onde todas as pessoas inscritas no espaço poderão compartilhar o que aprendeu e interagir num momento de amizade, de gratidão e de alegria pelos resultados obtidos no trabalho realizado durante o período. Nestas confraternizações poderão comparecer os familiares, amigos próximos, filhos, companheiros, companheiras das mulheres participantes do projeto. Serão momentos de muita alegria e gratidão. Apresentações de Dança, Artes Visuais e Música
Ao final de cada período de trabalho, serão realizadas apresentações abertas aos familiares, amigos, e ao público em geral, dos trabalhos realizados nas aulas de dança, teatro, canto e artes marciais. Um momento para compartilhar o trabalho, desenvolvendo a capacidade de oferecer ao outro, de forma livre, tranquila, sem julgamentos e autocrítica negativa, momentos de alegria numa postura livre, respeitosa e amorosa. Previsão de Inauguração
Dezembro de 2017