18/09/2026
Você já pegou um objeto que não usa há anos, pensou em se desfazer dele… e simplesmente não conseguiu?
Talvez porque nem tudo o que guardamos tenha a ver com utilidade.
Uma fotografia pode guardar um encontro.
Uma carta, uma voz.
Uma roupa, uma época.
Um pequeno objeto, uma versão de nós que já não existe da mesma maneira.
Com o tempo, certas coisas deixam de servir para aquilo que foram feitas, mas passam a servir à memória.
Elas se tornam pequenas testemunhas de quem fomos, de quem amamos, dos lugares por onde passamos e das histórias que ajudaram a construir quem somos hoje.
Por isso, às vezes, quando escolhemos guardar uma coisa, não estamos guardando o objeto. Estamos guardando o que ainda vive dentro dele — e dentro de nós.
Lugar de Dentro
A dança é a linguagem.
A memória é a protagonista.