24/02/2022
OBRA:1937,(2022). TÉC: MISTA. DIM: 42CM X 29,7 CM
No ano de 1937 tivemos muitos acontecimentos no Brasil, inclusive a criação do SPHAN (atual IPHAN), onde Mário de Andrade teve papel fundamentação para a sua criação.
Nessa obra o artista retrata alguns tombamento do IPHAN como o barroco mineiro, as obras de Aleijadinho, literatura de cordel, boi bumba, igreja matriz de Sant’Anna de Itanhaém, Convento Nossa Senhora da Conceição de Itanhaém, o Frevo e não poderia faltar o acervo de Mário de Andrade.
Breve histórico:
1936, Mário aceita o convite do então Ministro da Educação e Saúde, Gustavo Capanema, para redigir o anteprojeto de criação do futuro SPHAN – Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, criado em 1937 e que teve como primeiro diretor Rodrigo Melo Franco de Andrade. Ainda hoje, impressiona o anteprojeto por sua clarividência e contemporaneidade. Sua colaboração com o SPHAN, atual IPHAN, se estende até a sua morte precoce em 25 de fevereiro de 1945. Desde então, a obra de Mário de Andrade e suas realizações assumem importância crescente. Sua correspondência com outros modernistas, como Carlos Drummond de Andrade, Rodrigo Melo Franco de Andrade, Fernando Sabino, Manuel Bandeira, Gustavo Capanema e muitos outros, traça a crônica e o cenário de uma época em que, após séculos de colonialismo cultural, o país forma sua imagem e identidade, inclusive o acervo pessoal de Mário foi tombado como patrimônio material em 11 de setembro de 1995.
A preservação e valorização do patrimônio cultural no Brasil têm muito de seu DNA e, sem dúvida, o anteprojeto de criação do SPHAN significa sua certidão de nascimento.
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