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Ana Frango Elétrico " Little Electric Chiken Heart" (2019)Ana entrega uma musicalidade espontânea e original em seu segu...
22/03/2021

Ana Frango Elétrico " Little Electric Chiken Heart" (2019)

Ana entrega uma musicalidade espontânea e original em seu segundo trabalho Little Electric Chicken Heart. Apesar do título em inglês, as canções são todas cantadas em português, o que torna o disco ainda mais brasileiro. O álbum é muito bem produzido e arranjado. Contou com um conjunto de excelentes músicos adeptos da cena contemporânea como: Antônio Neves (sopros, bateria, piano e Rhodes), Guilherme Lírio (bateria, guitarra e Drum Machine) e Vovô Bebê (baixo).

O álbum abre com a bela “Saudade”, introduzindo um piano/teclado melódico que logo vai se entregando à musicalidade brasileira. A guitarra chorada, com os arranjos de metais, vai fazendo viajar por essa onda psicodélica de memórias que surgem. Sentimentos que só esse espírito chamado saudade pode causar. Letra e melodia deixam indícios de uma homenagem ao Samba e Bossa Nova, partindo do ponto de que Saudade é um tema muito enfatizado na música brasileira.
“Promessa e Previsões” é um vício frenético e pode ser considerada uma das grandes canções do disco. Lembra muito o Pop de Rita Lee, com uma mistura Bossa Rock que pode impregnar por horas e horas a cabeça. A letra tem uma pegada forte e um tanto caótica: “Cê pode não gostar, não vou mais falar palavra. Escrita numa roupa velha. Céu azul, longe na estrada”. Ana satiriza a ideia de construção harmoniosa tradicional. Não se preocupa com a rima nos versos e deixa fluir os próprios pensamentos.

Little Electric Chicken Heart é uma obra autentica, original. Uma obra que tem muito a dizer sobre o nosso Brasil. E evidencia uma jovem artista, compositora que tem muito a dizer. E pode ser considerada uma das melhores descobertas de sua geração. E você, tem certeza que não vai aproveitar esse momento para ouvir Little Electric Checker Heart?

Dica de leitura do dia! MARCELO NOVA & ANDRÉ BARCINSKI |O GALOPE DO TEMPO🗨️Marcelo Nova pode ser considerado um “dinossa...
20/03/2021

Dica de leitura do dia!

MARCELO NOVA & ANDRÉ BARCINSKI |O GALOPE DO TEMPO

🗨️Marcelo Nova pode ser considerado um “dinossauro do rock brasileiro”. Um verdadeiro anarquista, antissocial e conservador. É também o fundador e vocalista da banda Camisa de Vênus, uma das mais emblemáticas e importante para o Rock brasileiro. Dono de uma extensa carreira solo, Marcelo Nova lançou discos formidáveis se consagrando como um ótimo letrista brasileiro.

🗨️Em sua vasta discografia, destaca-se O Galope do Tempo, um álbum temático importante na música pop brasileira e tido como um do seus melhores trabalhos. Um álbum ousado, pessoal e incomum, e que levou uma década para ser lapidado.

🗨️Já o livro O Galope do Tempo foi elaborado a partir de entrevistas conduzidas pelo jornalista André Barcinski. O livro resgata a imaginação artística de um dos maiores nomes do rock brasileiro de uma forma às vezes meio acida, por hora irônica, mas acima de tudo verdadeira e honesta.

🗨️Um verdadeiro aficionado por discos, fã de Bob Dylan, Marcelo Nova é um colecionador incansável de discos de Rock, Blues, Jazz e amante de filmes Noir. Nascido no longínquo ano de 1951, antes do início do rock, Marcelo vem dos primórdios. Quando Bill Haley gravou a clássica “Rock Around the Clock” ele já estava por aqui.

🗨️Esse é um livro obrigatório a todos fãs não só do músico, mas também de cultura pop, literatura e Rock’n’Roll. Para além da música, há aqui assuntos diversos: explanações sobre cinema, Brasil, Carnaval, dr**as, tatuagens e muito mais. Sim, Marcelo de fato tem muita coisa para contar. É como já no prefácio, o próprio Barcinski afirma: “Tem gente que fala muito e não diz nada. Marcelo fala muito e diz muito”.

Mogwai “As The Love Continues” (2021)   A banda escocesa de Post Rock, Mogwai, lançou seu decimo álbum de inéditas, ‘As ...
06/03/2021

Mogwai “As The Love Continues” (2021)

A banda escocesa de Post Rock, Mogwai, lançou seu decimo álbum de inéditas, ‘As The Love Continues’, que foi produzido e mixado por Dave Fridman, nome conhecido por trabalhos com Flaming Lips, Mercury Rev e Wezzer. O disco também contou com contribuições do músico Atticus Ross e o saxofonista Colin Stetson que já tem em seu currículo colaborações com diversas bandas do Indie Rock, como Arcade Fire e Bon Iver.
O Mogwai surgiu em 1995, são vinte seis anos prolifero, onde de lá para cá a banda se tornou um expoente do gênero Pós-Rock, muito por causa da sua música instrumental, carregada de melodias complexas que flertam com pianos e guitarras melancólicas, criando uma conexão atmosférica experimentalista.
‘As The Love Continues’, nada mais é do que o Mogwai fazendo aquilo que sabe fazer de melhor, criar canções entristecidas, embasadas por arranjos que criam um clima eufórico e calmo, indo do pesado ao suave, do amargo ao doce, em total sintonia e equilíbrio. As guitarras de Stuart Braithwaite e Barry Burns, narram uma escrita visceral e enérgica que consegue dizer muito desses tempos “pandêmicos” e conecta o ouvinte de maneira sucinta em terrenos introspectivos, melancólicos e vibrantes, qual você não vai nem notar a falta das letras. Por falar em letras temos uma única canção aqui, que foge do som instrumental. “Ritchie Sacramento”, que presta uma homenagem ao falecido músico David Berman, do Silver Judeus. Uma faixa que pode ser definida com uma simples referência a “Um Estranho No Ninho”, mas que não deixa de trazer sua beleza emanada em um bom Indie Rock.
E nesse cenário bucólico, de virtudes invertidas que expõem a monstruosidade de gente sem escrúpulos, evidente no impacto desolador da pandemia no mundo (e Brasil). É enternecedor ver bandas longínquas como Mogwai, lançar um disco tão bonito e sensacional como este, ressalta o poder da música com pianos brilhantes e guitarras profundas que descrevem perfeitamente o clima desses dias tempestuosos. É o caso de “To The Bin My Friend, Tonight We Vacate Earth” e It’s What I Want To Do, Mum, que abre e fecha essa obra magistral.
‘As The Love Continues’ é um álbum grandioso que pede e aclama em seu contexto para ser ouvido ao vivo com suas passagens de guitarras intrincadas, nodosas e desconcertantes que soam estranhamente perfeitas para uma noite fria e pandêmica. Experimente ouvir com bons fones de ouvido.
⭐⭐⭐⭐

Dica de leitura 📙W***y Russel  " Caro Morrissey..."   #   🗨️O livro narra a controversa e desajustada vida do adolescent...
05/03/2021

Dica de leitura 📙
W***y Russel " Caro Morrissey..."
#
🗨️O livro narra a controversa e desajustada vida do adolescente Raymond Marks, que não leva lá uma vida recheada de glamour. Seu pai, um fanático por instrumentos musicais que nunca aprendeu a tocar, mas sempre consumia a renda da família com tais instrumentos, o abandonou quando ainda era muito pequeno. Desde então, Raymond vive com sua mãe (batalhadora) e com sua avó decidida e amante dos escritos de Sartre.
🗨️Raymond é um adolescente "aparentemente" normal, fã de música pop, vive com sua mãe no norte da Inglaterra. Mas uma série de acontecimentos errantes e dilacerantes vão marcar e transformar sua vida e de sua mãe em uma rotina nada normal e ajustada. Um dia na beira de um lago, Raymond e um grupo de amigos criam uma espécie de jogo nada convencional envolvendo moscas e uma certa parte da anatomia humana. Episódio esse que vai virar sua vida de ponta a cabeça. Onde ele vai pegar a estrada para uma outra cidade com um caderno e uma caneta na mão, o que o leva a confessar ali naquelas páginas em branco os fatos errantes que o levaram àquela poltrona de ônibus e sempre começando com " Caro Morrissey...".
🗨️Um livro gostoso de ler. Uma viagem recheada de humor, otimismo e cercada por diálogos inteligentes que de certa forma dão gás e emoção para a conturbada vida de Marks. É difícil não se envolver, irritar-se, ou até mesmo não rir em certos momentos com tudo que acontece e cerca esse desajustado rapaz. E a escrita de W***y Russel é graciosa e certeira. A riqueza dos detalhes são de "alegrar os olhos" de quem lê. De forma emocionante e engraçada, o autor dá vida à personagens memoráveis e um enredo bem cativante.
🗨️O livro transborda pelo humor, pelo cômico, pelo trágico e por momentos de tristeza que soam diferente, engraçado e inquietante. Em muitos momentos se torna difícil não se identificar com a tragicômica vida de Raymond. Um livro pop para carregar por toda vida . Uma obra honesta, sincera, sobre os desafios de ser adolescente e crescer em um mundo desajustado e cheio de pessoas maldosas.
🗨️ Esse talvez tenha sido o grande triunfo de W***y Russel, dar vida a um personagem ímpar, impactante, comum e inesquecível em nossas memórias. Um livro que vai ficar com você por muito tempo.

🎼Review/Álbuns 💿Steven Wilson " The Future Bites" ⭐⭐⭐⭐🗨️Steven Wilson ( ex- Porcupine Tree), está de volta com seu mais ...
05/03/2021

🎼Review/Álbuns 💿

Steven Wilson " The Future Bites"
⭐⭐⭐⭐
🗨️Steven Wilson ( ex- Porcupine Tree), está de volta com seu mais novo álbum de estúdio, 'The Future Bites'. Um álbum que abre um paralelo com a modernidade de tempos tecnológicos. A primeira impressão que passa, é que o álbum segue a mesma tendência do seu antecessor, 'To The Bone' (2017), no sentido de cada vez mais o artista explorar canções diretamente ligadas ao Pop.
Temos aqui um disco de poucas guitarras e mais batidas eletrônicas, com um uso efetivo de sintetizadores. Característica, essa, que acaba dando ao disco uma roupagem atrativa e uma atmosfera dançante e por hora um tanto psicodélica.
🗨️ 'The Future Bites', lança um olhar para o presente e traça o futuro seguindo por um caminho que tende a se afastar cada vez mais do "Rock Progressivo" e se aproxima cada vez mais da Eletrônica e do Pop. São nove canções, onde Steven Wilson, reflete sobre existencialismo, consumismo, algoritmos e compras pela web, e como à tecnologia e marketing impactam a vida moderna. Ou seja indentidade e tecnologia. O que passa a ideia de um disco utópico sobre a distopia de tempos atuais.
🗨️ O álbum em muitos momentos me lembrou Tears For Fears e Roxi Music. Talvez seja algo que defina esse novo trabalho, levando em consideração que o cara, já trabalhou com ambos. Se torna uma referência valida ao meu ver. Além de ter sido o fundador da banda de Rock Progressivo, Porcupine Tree, Steven Wilson, passou por diversas bandas e contribuiu com diversos artistas. Estamos falando de um músico com mais de 30 anos de carreira. E 'The Future Bites' pode ser o reflexo de toda essa bagagem de vida e experiências vividas pelo artista.
🗨️ Eu classifico 'The Future Bites', como um bom disco de canções Pop, que transita pela Eletrônica, Rock Psicodélico e mantém ali as bases do rock Progressivo. A faixa "12 Things I Forgot", tem muito dessas referências.uma verdadeira elegia ao Pop dançante com boas batidas Eletrônicas. "Man Of The People",começa bem introspectiva, com clima atmosférico que mergulha em uma sonoridade psicodélica, uma canção muito bonita que
bate bem e lembra muito Chemical Brothers. "Personal Shopper", une momentos lentos com momentos mais eufóricos, a faixa possui um refrão sensacional, desses para grudar em sua mente e invadir danceterias em um futuro ainda distante.
🗨️Um disco que aponta momentos de crescimento e otimismo. E deixa bem claro que Steven Wilson, é um artista que procura não se repetir.

Nomadland foi o grande premiado no Globo de Ouro
05/03/2021

Nomadland foi o grande premiado no Globo de Ouro

Janeiro de 1993, Brasil
05/03/2021

Janeiro de 1993, Brasil

Paul McCartney  " McCartney III⭐⭐⭐⭐⭐McCartney III é um álbum bonito, honesto e reflexivo. Um disco ousado e íntimo, que ...
05/03/2021

Paul McCartney " McCartney III
⭐⭐⭐⭐⭐
McCartney III é um álbum bonito, honesto e reflexivo. Um disco ousado e íntimo, que fala abertamente com os dias atuais. Carrega em seu contexto e composição muito desse cenário pandêmico. Um disco íntimo e pessoal, feito totalmente de forma caseira, longe de grandes estúdios e produções.
Um disco simples que se torna grandioso à cada música. Aliás cada faixa aqui é uma surpresa muito agradável. Paul fecha com maestria a trilogia McCartney iniciada lá nos anos 70 e 80.
Paul, aos 77 anos, criou e executou as 11 faixas do disco e tocou todos os instrumento. Isso tudo dentro da sua própria casa. Um álbum produzido durante o Lockdown ou Rockdown, como ele mesmo costuma dizer. A magia do álbum se encontra exatamente aí. Essa liberdade que ele teve durante a produção, refletiu muito nas canções do disco.
Essa atmosfera descontraída, torna o contato do ouvinte com o disco em algo bem íntimo e pessoal. Você vai tirar suas próprias conclusões e reflexões desse contexto explanado na obra. E vai se identificar em muitos momentos durante a audição.
McCartney III é convidativo e aconchegante.
O disco abre com a faixa "Long Tailed Winter Bird"uma faixa de arranjos instrumentais sensacionais que já faz uma prévia positiva do contexto que vai vir pela frente. A letra aqui é bem simples,com Paul indagando questionamentos do tipo: se você sente a falta dele? Se você pode senti-lo ? Ou até mesmo toca-lo? Algo que pode remeter aos tempos dos Beatles. "Find My Way" é um Pop recheado de ótimas guitarras que conversa perfeitamente com o contrabaixo. A letra fala sobre ficar ao lado da pessoa amada,mesmo em tempos tão difíceis, estar ao lado de quem a gente gosta, se torna nosso porto seguro.
"Pretty Boys" chega com guitarras e bateria bem limpas. "Women And wives" é uma canção que bate de primeira. Ótimos arranjos e os vocais de Paul conseguem assumir uma entonação vocálica que lembra muito Johnny Cash, mais precisamente na canção "Hurt". "Lavatory Lil" lembra a fase Abbey Road dos Beatles, seja pelas guitarras e arranjos bem trabalhados.
Enfim chegamos ao ápice do disco "Deep Deep feeling" é sensacional! A faixa mais experimental do disco que ganha diversas atmosferas no decorrer dos seus oito minutos. É incrível como os instrumentos vão ganhando diferentes performances indo do calmo ao agitado. Assim como a voz de Paul que assume várias entonações. A letra fala sobre esse poder do amor, aquele sentimento forte e profundo que pode te levar do céu ao inferno em segundos.
"Slidin" é a faixa mais Rock 'N' Roll do álbum. E a única que contou com participação de outros músicos.
Você pode até sentir falta de algo mais bem produzido. Com um produtor remodelando uma coisa aqui e ali. Mas a proposta de McCartney III e justamente essa, fugir desse cenário e se aproximar da atual realidade. Não é o melhor o álbum de sua carreira e, seria algo injusto cobrar isso dele agora. Estamos falando de um artista com mais de 50 anos de carreira. McCartney III é um álbum de Rock feito por quem entende muito do assunto e não precisa provar mais nada a ninguém. E mesmo assim, Sir Paul, continua surpreendente e preciso no momento certo.

Endereço

Itaúba, MT
78500-000

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