25/05/2026
O nome dela é Vaelyth Kroma, uma persona nascida entre as tempestades fluorescentes de Nébula Orphyn, um planeta onde os pensamentos criam matéria e as emoções mudam a cor do céu. Dizem que Vaelyth não nasceu de um corpo… mas de um erro cósmico. Um eclipse atravessou sete luas tóxicas ao mesmo tempo, e dela surgiu essa criatura de pele radioativa, olhos espalhados pelo rosto e mãos capazes de sentir memórias.
Cada olho de Vaelyth enxerga uma dimensão diferente.
Os castanhos observam o presente.
Os vermelhos farejam perigo antes dele existir.
O olho violeta, escondido perto da bochecha, vê desejos que ninguém tem coragem de contar.
Seu cabelo azul é vivo, ele se move sozinho quando sente mentiras por perto. Já as unhas longas, pingando tinta neon, são usadas para escrever símbolos alienígenas no ar, abrindo portais temporários entre universos clandestinos.
Ela usa piercings e próteses douradas porque, no planeta dela, ouro é considerado um metal espiritual, capaz de proteger viajantes interdimensionais da loucura astral. As tatuagens nos dedos não são desenhos: são selos de linguagem antiga, usados para controlar criaturas parasitas que vivem ao redor dela como pequenos guardiões viscosos.
Foi assim que ela conheceu Zyra.
As duas se encontraram num mercado ilegal flutuando entre Saturno e uma dimensão sem nome, onde artistas extraterrestres trocavam memórias engarrafadas por combustível emocional. Zyra reconheceu Vaelyth imediatamente porque só alguém tão quebrada e brilhante quanto ela conseguiria sobreviver carregando tantos olhos sem enlouquecer.