Patrimônio Cultural de Inhaúma

Patrimônio Cultural de Inhaúma A

27/12/2023

PARABÉNS INHAÚMA PELO SEUS 75 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA (1948/2023) e 148 ANOS DE FUNDAÇÃO DO DISTRITO. (1875/2023)

14/05/2023

Um capítulo da nossa vida se inicia quando viramos mãe.
Nosso livro de vida agora é preenchido pelos mais belos textos da humanidade.

São palavras de amor, sonetos de paixão, poemas de sabedoria, frases de aprendizado e versos de um coração iluminado por este presente que Deus nos concedeu.

Hoje a homenageamos Conceição Alves da Cunha ( Dona Rosa), que com seus 94 anos, mãe de quatro filhas, representa bem esse papel, sendo uma das mães mais antigas no município de Inhaúma. Com carinho e sempre sorridente Dona nos prestígiou com esse singelo momento, contando um pouco de sua história, e hoje nesse dia tão especial compartilhamos com todos vocês.

Um grande abraço e um Feliz Dia das mães!❤🌹

SEMANA SANTA DE INHAÚMA/MGO Município de Inhaúma está localizado na região Metropolitana de Belo Horizonte, microrregião...
07/04/2023

SEMANA SANTA DE INHAÚMA/MG

O Município de Inhaúma está localizado na região Metropolitana de Belo Horizonte, microrregião de Sete Lagoas, se encontra distante da Capital mineira a 90 km e faz divisa com os seguintes municípios: Cachoeira da Prata, Sete Lagoas, Fortuna de Minas, Caetanópolis e Esmeraldas.

Os primeiros habitantes da localidade foram os descendentes da família Ribeiro, que desbravaram a região, dedicando-se à lavoura e a pecuária.

Em 25 de janeiro de 1859 – segundo documentação existente - os herdeiros de Francisco da Silva Migri doaram um terreno para a construção de uma Igreja da qual em seu entorno surgiu o povoado de Inhaúma.

Em 4 de janeiro de 1875, criou-se o distrito e em 23 de abril 1878, foi criado o Curato. Em 1880 a Paróquia, da qual São Sebastião sempre foi o Padroeiro, ligada hoje a Diocese de Sete Lagoas, com a elevação à categoria de Município, em 1948.

Assim acredita-se ter iniciado nessa época a tradição da Semana Santa no município, onde todos os anos são representados com uma encenação onde fazem parte as imagens representativas de Nosso Senhor Morto, Nossa Senhora das Dores e Nosso Senhor dos Passos. A Imagem de Nosso Senhor Morto (Tombada como Patrimônio Material) é feita em madeira, possivelmente do final do Século XVIII e início do Século XIX, remanescente da primitiva Capela do Curato e que em conjunto com as imagens de rocas, Senhor dos Passos e Nossa Senhora das Dores (Inventariados como Patrimônio Material) fazem parte deste grupo escultórico que são utilizados nas ações litúrgicas do “Calvário de Jesus” na Semana Santa em Inhaúma.

A Semana Santa começa com o Domingo de Ramos, onde é celebrada uma missa com a benção dos ramos.

Em seguida na segunda-feira é realizada outra celebração, logo dando sequencia a procissão do depósito da Imagem de Nossa Senhora das Dores em uma moradia de um fiel da comunidade.

Na terça-feira, temos a celebração das trevas em seguida à procissão do depósito da Imagem de Nosso Senhor dos Passos também em uma moradia de um fiel da comunidade.

É realizado na quarta-feira, a famosa procissão do encontro com as imagens, os homens vão para residência onde se encontra o Nosso Senhor dos Passos e as mulheres vão para a residência onde se encontra Nossa Senhora das Dores, todos seguem para o encontro em frente à Matriz de São Sebastião, logo após o sermão o Rito de Comunhão.

Acontece na quinta-feira, a celebração da ceia do senhor, missa do lava pés, logo após a desnudação do altar, translado do Santíssimo Sacramento, vigília e adoração na matriz até às 00h.

Na sexta-feira, da Paixão é realizado a Via Crucís um cortejo saindo da matriz
às 05h em destino ao cruzeiro na serra a cidade com uma pequena cruz simbolizando a crucif**ação de Jesus. Na parte da tarde, a igreja m***a um calvário, geralmente em um palco em frente à praça onde as pessoas passam para contemplar e rezar diante da imagem de Jesus Crucif**ado, exposta em frente à Igreja. À noite temos o sermão da paixão de cristo, na cena do Calvário, Maria torce as mãos em grande sofrimento. Ali também estão os companheiros da Cruz, São João Evangelista, o discípulo querido que console Maria enquanto olha para Jesus Crucif**ado, e Maria Madalena jogada ao chão, abraçada ao pé da cruz. O bom e o mau ladrão aparecem às vezes amarrados às suas cruzes, um de cada lado do Cristo. Segue-se a via-crúcis, quando Jesus inicia a subida ao Calvário ou Gólgota, carregando a cruz em que ia ser crucif**ado. Não aguentando o peso, devido ao seu estado de fraqueza e cansaço, Jesus cai três vezes, sendo então ajudado por um homem chamado Simão. Conhecida como “Senhor dos Passos”, essa cena é reproduzida nas procissões, por uma imagem de Cristo em tamanho natural, articulada, para poder ajoelhar, vestido com um camisolão roxo amarrado na cintura por um cordão branco. A cabeleira é feita com cabelos naturais que chegam até o ombro. Sua fisionomia, em que o sangue escorre das feridas feitas pelos espinhos, exprime toda a sua dor e sofrimento. Essa representação existia também em tamanho reduzido para se ter em casa, mas, por ser tão triste, não era muito usual. Verônica é a mulher que, ao ver o rosto de Jesus coberto de suor e sangue, dele se apoia e enxuga com um pano, sobre o qual milagrosamente f**a impressa a fisionomia do Cristo (Santa Face). Nessa hora extrema, Jesus entrega sua mãe aos cuidados do jovem apóstolo, dizendo: “Mulher, eis o teu filho. ” E a ele diz: “Eis a tua mãe” A terceira personagem sempre presente no Calvário é Maria Madalena, a mais célebre das pecadoras arrependidas. Ali, ela aparece prostrada aos pés da cruz, sua vasta cabeleira em desalinho. Começa assim o rito do “descerramento da cruz”, o Pároco responsável por proclamar o sermão inicia com destaque às últimas palavras pronunciadas por Jesus na cruz antes de entregar o seu espírito. “As sete palavras são as últimas mensagens de amor de Cristo em nome do Pai para a nossa humanidade, para cada um de nós, seus irmãos e irmãs amados, em que ele oferta a sua vida por amor ao Pai, por amor a nós, nos trazendo a salvação. São palavras de amor, de misericórdia, de esperança, palavras ainda atuais que nos consolam e nos entusiasmam na caminhada para segui-Lo”. A primeira, “Tenho sede” (cf Jo 19,28b): “Cristo tem sede do nosso amor, da nossa presença, do nosso seguimento”, afirmou o padre, que ainda ressaltou a palavra na qual Jesus nos dá Maria como mãe (cf. Jo 19, 26-27). “Maria, Senhora das Dores, que carinhosamente, como mãe, a cada momento da nossa vida, cuida de nós como seus filhos queridos”. Nos últimos momentos da meditação, os presentes assistem ao descimento de Jesus da cruz. Primeiro, é retirado a placa com a inscrição “INRI”; depois, a coroa de espinhos, seguida dos cravos pregados nas mãos e nos pés do Crucif**ado. Após o canto de Verônica, a imagem do Cristo Morto é levada para o esquife, ajeitada e coberta com ramos de alecrim, manjericão entre outras ervas medicinais e flores nativas. O esquife com a imagem de Cristo Morto é carregado em procissão pelas ruas da cidade ao som de matracas, orações, velas e os dobrados da Banda de Música. Carregado por personalidades importantes no município, o esquife e a imagem de Nossa Senhora das Dores percorreram as ruas da região central na tradicional “Procissão do Enterro”. Os fieis seguem todo o trajeto a pé, em filas, atrás do esquife, atrás dos andores, atrás da banda. O momento de acompanhar o Senhor Morto até a Sua sepultura é um sinal de fidelidade a Ele e de confiança na ressurreição. “Jesus morreu de verdade, mas não foi derrotado pela morte, Ele ressuscitará no terceiro dia”. Os fiéis, então, quando acompanham a Procissão do Senhor Morto, não acompanham com derrotismo, nem fazem o sepultamento puro e simples. Eles fazem um acompanhamento do Senhor que vai ressuscitar. Portanto é uma procissão de esperança, de gratidão; o “Senhor deu a vida por nós”. Após a Procissão do Enterro, as imagens do Senhor Morto e de Nossa Senhora das Dores são depositadas no interior da igreja, onde f**am expostas para veneração e oração dos presentes.

Durante o sábado acontece a Vigília Pascal, quando se benze o Fogo, a água batismal e depois se anuncia a ressurreição do Senhor com as aleluias, em seguida a procissão.

Finalizamos a Semana Santa com a realização do missa o Domingo de Páscoa, onde é comemorado a ressureição de Jesus Cristo.

Relatos da Semana Santa: Padre Admar
Histórico: Livro de Pesquisa do Acervo da Cultura
Pesquisa: Eric Martins
Fotos: Acervo da Cultura da e da Paróquia de São Sebastião

27/12/2022

☆🎂INHAÚMA 74 ANOS🎂☆

O município foi criado em 1948, desmembrando-se de Sete Lagoas. A primeira autoridade pública municipal foi o prefeito Antonio Olímpio França, conforme Juízo Eleitoral da 144ª Zona do Estado de Minas Gerais, de acordo com a resolução nº 2207 do Tribunal Superior Eleitoral, de 5 de setembro de 1947, artigo 39.

Com a instalação do município, até que as eleições fossem realizadas, Inhaúma foi governada pelo intendente, o Dr José Gonçalves Amorim.

"Doou os terrenos à igreja um dos membros da família fundadora, Senhor Francisco Migre, cujo nome hoje figura em um dos logradouros públicos da cidade, como homenagem póstuma."

A igreja da cidade foi construída e dedicada à São Sebastião, intitulado o padroeiro de Inhaúma. A paróquia foi fundada no ano de 1880. Em sua igreja são realizadas missas semanalmente, contato com uma grande participação de devotos de São sebastião. O pároco atual da cidade é o Reverendíssimo Padre Admar Nogueira de Souza.

O nome da cidade, Inhaúma, por si só, já revela quem eram seus primeiros habitantes. Há duas versões para a origem indígena do nome: a primeira estaria relacionada a uma ave característica da região, denominada pelos indígenas de Anhuma (ou Inhuma ou Inhaúma); a segunda, diz que é uma derivação de “nhae-u”, nome que os indígenas davam a argila existente na região utilizada para moldar utensílios, o que daria origem inclusive à tradição local de fabricação de panelas de cerâmica, até hoje praticada no município.

Uma terceira história diz que antes de se ter a cidade como é hoje existia um barzinho da região cuja dona chamava-se Inhá, e os frenquentadores pediam: Inhá uma.

Vídeo: Comunicação Prefeitura Municipal de Inhaúma
Histórico: Wikipédia
Postagem: Eric Martins

CAPELA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO (Bairro Jardim Primavera)A Capela de Nossa Senhora do Rosário do Bairro Jardim Primav...
14/12/2022

CAPELA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO
(Bairro Jardim Primavera)

A Capela de Nossa Senhora do Rosário do Bairro Jardim Primavera como muitas capelas das pequenas cidades do interior em Minas Gerais e pelo Brasil a fora é um exemplo de um povo de Fé, esperança que respeita e preserva as tradições herdadas pelos seus ancestrais.

Hoje vamos contar um pouco da história da Capela de Nossa Senhora do Rosário do Bairro Jardim Primavera em Inhaúma. Iniciou-se a Construção em 1980 e inaugurada em 1983, à capela foi levantada em um terreno doado por uma famosa fazendeira do município cujo nome era Dona Chiquita. A Obra foi executada pelo comando do Capitão Mor da Guarda de Congo Temístocles Pereira Leão, o Chefe de Obra João Dias de Lima e o Tesoureiro Junibeque Martins, desde sua inauguração foi realizado várias comemorações festivas em homenagem a Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, onde a fé e cultura do povo estiveram sempre vivas.

O Sr. Temístocles deu seu suor e esforço para execução dessa obra, deixando às vezes de colocar alimento na mesa, para guardar do pouco recurso que tinha para construção da mesma. Conta sua filha Dona Cleide Maria Pereira Leão, hoje Capitã da Guarda de Congo de Nossa Senhora do Rosário que naquela época o congado com suas manifestações culturais não eram muito bem aceitos pela Igreja Católica, as oferendas e cortejos eram feitas na porta das Igrejas, mais que o congado não podia entrar dentro do templo. Essa realidade mudou-se mais para a frente depois que o Papa Pio XII autorizou a permanência dos congados dentro dos templos sagrados das Igrejas. Por esse motivo o Sr. Temístocles sentiu uma grande necessidade de construir um espaço próprio para agradecer e realizar suas adorações à santa, motivo pelo qual se esforçou tanto pela obra da Capela.

Muitos já participaram dos festejos em adoração a Santa com o tocar dos Grupos de Congados de Inhaúma e região e puderam deliciar aquele maravilhoso almoço no domingo, o qual é servido até os dias de hoje se tornando tradição da festividade.

Nas lembranças muitas foram as cozinheiras que serviram de voluntárias para cozinhar o delicioso banquete que nos deixam lembranças, mais em especial recordamos de Fatinha de Tiobó, que sempre trabalhou contribuindo muito nos festejos de Nossa Senhora do Rosário, com amor, carinho e nunca deixou de ofertar o seus serviços para o almoço dos Congadeiros.

Relatos: Cleide Maria
fotografia: Alvaro Branco
Pesquisa: Eric Martins

CAPELA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DA SERRA DOS MAIAS"Comunidade dos Maias"A Capela de Nossa Senhora do Rosário da Serra...
24/11/2022

CAPELA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DA SERRA DOS MAIAS
"Comunidade dos Maias"

A Capela de Nossa Senhora do Rosário da Serra do Maias conta-se os mais velhos passados de geração a geração que data-se do ano de 1.810 e que o seu Cruzeiro foi levado por “12 juntas de escravos” subindo a Serra sobre o comando de Manoel Pedro, um Mestre Carapina, morador em um sítio de engenho de cana, cujo nome hoje é Quebra-Cangalha.

Manoel Pedro, homem bom e devoto, juntou seus escravos e entalhou o pesado cruzeiro que hoje se vê erguido e majestoso à porta da Capela, também os martírios foram por ele com esmero cuidado entalhados.

Carolino Januário de Jesus (Calu), hoje Rei da Guarda de Congo de Nossa Senhora do Rosário da Serra dos Maias, nos conta que foram muitos moradores que já zelaram e cuidaram da Capela, se recorda que uns do primeiros que se chamava Juscelino Francisco Pires que zelou por muitos anos, depois foi passado para o filho José Juscelino Pires. Logo após a capela ficou aos cuidados de Geralda Veira Pires e Manuel Vicente Pires por uns 20 anos, juntamente com o Sr. Geraldo Afonso Barbosa (Presidente da Guarda). Sr. Geraldo foi de grande importância na historia deixou seu legado de fé incetivando as novas gerações a dar continuidade na cultura e preservação da Capela e da Guarda. Infelizmente Sr. Geraldo faleceu em 21 de abril desse mesmo ano, mais antes deixou a Presidência da Guarda nãos mãos de Guilherme Pereira Reginaldo.

A relevância histórica consiste em que no século XIX, pessoas simples movidas pela devoção gastaram tempo, serviço, dedicação em edif**ar uma obra que venceria o tempo, desafiaria a fé atravessando séculos, onde outras pessoas pudessem exercitar sua devoção. As obras ali existentes acumulam a emoção e beleza, sua preservação é como alimentar a própria alma, enchendo-a de vida e esperança.

Outro fato importante nos conta Geraldo de Jesus Araújo (Fio dos Maias), Filho de Manoel Geraldino Filho e Marieta Martins Maia, hoje congadeiro da Guarda de Nossa Senhora do Rosário, que por muitos anos nas festividades em comemoração a santa, sobia cangas de boi com latas d´agua para que fosse servido debaixo das árvores existentes no local, matando a sede dos devotos. Ainda nos relata que várias pedras que se encontram hoje ao pé do cruzeiro foram levadas por gerações, como forma de pagar promessa do pé da Serra dos Maias ate o monte do cruzeiros em frente a Capela.

Todo ano no mê de agosto é realizado na Capela a Festa em devoção a Nossa Senhora do Rosário que atrai os povos de toda aquela região e o congado sobe a serra e os fiéis penitentes os acompanham pagando suas promessas, cumprindo seus votos, fazendo suas orações.

Em 1999 inciou-se um processo de tombamento da Capela como Bem Imóvel da comunidade, logo após 19 anos depois, o processo não tinha sido efetivado.

Em 2018 o processo foi concluído através da Secretaria Municipal de Cultura, do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Inhaúma, de Dr, Whashigton Lobato e reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA). Hoje a Capela é patrimônio de toda comunidade e se tornou o 1º Bem Imóvel Tomando no Município de Inhaúma.

A Capela por muitos anos foi pertencente ao Dr.Whashigton Lobato e sua família, cujo o terreno onde se encontrava a mesma era de sua propriedade, sempre zelando e cuidando com muita devoção da mesma, custeou a reformar da Capela anos atrás que estava se acabando com tempo, por ser muito antiga.

No dia 28 de julho de 2021, Dr. Whashigton e Marilene Gomes Soares Lobato (esposa) e seus familiares, fez a doação da Capela e do terreno ao entorno da mesma, para a Guarda de Nossa Senhora do Rosário da Serra do Maias.

Hoje a capela com seus 212 anos, pertence a Guarda de Nossa Senhora do Rosário da Serra do Maias é coordenada pelo Presidente Guilherme Pereira Reginaldo, os congadeiros e alguns moradores da comunidade dos Maias e também resguardada e protegida como Bem Cultural, pelo Presidente do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural Eric Martins e os conselheiros.

"As gerações vêm e passam, mas o Cruzeiro e a Capela aparentemente velhos e frágeis, são o que há de mais forte e sagrado para toda a comunidade"

Relatos: Carolino (calu). Geraldo (Fio), Guilherme Pereira (Presidente) e arquivos da cultura.
Fotografia: Álvaro Branco
Pesquisa: Eric Martins

CAPELA DE SÃO SEBASTIÃO"Comunidade de Maias"A história da Capela de São Sebastião da comunidade dos Maias iniciou no ano...
16/11/2022

CAPELA DE SÃO SEBASTIÃO
"Comunidade de Maias"

A história da Capela de São Sebastião da comunidade dos Maias iniciou no ano de 1835, onde foi construído uma pequena capelinha toda de madeira, com um enorme cruzeiro na entrada principal em homenagem a um dos santos devoto da comunidade dos maias São Sebastião. Conta os moradores Sr. Carolino Januário de Jesus ( Calu) com seus 85 anos, casado com Maria Geralda Pires de Jesus e filho de Justalino Antônio Tavares e a Geralda de Freista Maciel, nascido da região da Malícia Varjão e a Sra. Faustina Pereira da Silva (Dona sinhá) aos seu 83 anos, esposa de José Pereira Mendes, filha Licínio Pereira da Silva e Joana Pereira Marinho (Dona Joaninha do cabeludo) nascida na região da Passagem São João (cabeludo).

Carolino relata que seu tio José Pereira Tavares (Zé Fubá) com seus 106 anos (in memoriam), contou para ele sobre o início da história, passada de geração em geração, que o terreno da Capelinha antiga foi doação de Antônio Cândido de Carvalho, e construída pelo pedreiro Manuel Pedro de Souza e de um dos fundadores o Sr. Onorito Pires de Avelar.

A pequena capelinha servia somente para expressar a fé, com as novenas a comunidade se encontrava para as orações, sem energia elétrica usavam azeite em candeias e lampiões para iluminar a capela e o percusso de ida e volta para a casa e também era o local onde acontecia as conferências de São Vicente, conta Dona Sinhá. Ao se passar dos anos a pequena capela precisava de uma reforma e com o crescimento do povoado, resolveram construir um novo espaço maior que pudesse receber os fiéis.

Assim a aproximadamente na década de 80 foi desmanchada, com a ajuda dos moradores do povoado dos Maias, e o tesoureiro o Sr. Bernardo Pereira de Moraes. Nessa época já existia um espaço ao lado da capela que era usado para as comemorações da Festa de São Sebastião, uma pequena barraquinha redonda feita de palha, onde colocava uma mesa farta de doces e biscoitos, um cercado com bezerros tudo para os leilões e também recebia as doações que ajudou muito para obra da nova capela.

A obra foi realizada e nova capela foi inaugurada com uma bela missa celebrada pelo Pároco Padre Antônio Nassif Salomão, com muita festa e alegria. Depois da reforma foi construído um cômodo ao lado da capela onde começou as barraquinhas festivas.

O cruzeiro tão antigo e trincado foi substituído por um novo cruzeiro de ferro e vidro doado por Duílio de Castro e Adelmo.

Hoje são comemoradas três festas durante o ano na capela, em fevereiro a Festa de São Sebastião, a de Nossa Senhora da Conceição no mês de junho e a de São Vicente no mês de setembro.

A Capela hoje pertence à Paróquia de São Sebastião de Inhaúma.

Relatos: Carolino Januário de Jesus ( Calu), Faustina Pereira da Silva (Dona Sinhá) e Rosilene Pires de Souza (sobrinha de calu)
Fotografia: Alvaro Branco
Pesquisa: Eric Martins

CAPELA DE NOSSA SENHORA APARECIDA"Comunidade de Rancho Alegre"A história da Capela de Nossa Senhora de Aparecida da comu...
09/11/2022

CAPELA DE NOSSA SENHORA APARECIDA
"Comunidade de Rancho Alegre"

A história da Capela de Nossa Senhora de Aparecida da comunidade de Rancho Alegre, começou com a iniciativa do casal de moradores daquela região, Leonardo Da Vinci Teixeira Costa (Leo), filho de Helaio Alves Costa e Geralda Teixeira Costa e de Maria das Dores Santos Teixeira (Titô), filha de Raimundo Pereira dos Santos e Maria Glicélia dos Santos, proprietários de uma terra na comunidade de Rancho Alegre, construiram uma pequenina capelinha de pedra com devoção a santa Padroeira do Brasil “Nossa Senhora Aparecida”.

Como a fé é sempre importante e devemos sempre agradecer e louvar cada vez mais, a Sra. Maria conhecida por todos pelo apelido de Titô, tinha um sonho e queria construir naquela comunidade uma Capela maior para poder receber os fiéis e adorar mais a querida santa padroeira das crianças. Assim para iniciar a realização desse sonho seu esposo Leonardo apelidado por Leo, doou uma parte do seu terreno para construção da tão sonhada capela, logo após o desenho do projeto da capela elaborado pela Engenheira Cíntia França Lanza.

Ainda sem recursos para construção, lembra Titô que foram realizadas muitas barraquinhas com atrações como, Adelmo Japão que animava o evento, para levantar o valor para obra. A comemoração da festa da padroeira era feita na varanda da casa do casal, e assim após a benção e adoração do 1º Padre a celebrar a missa no local o "Padre José Roberto", acontecia a barraquinha onde se vendia comidas típicas e bebidas para a arrecadação, tempos bons lembra Titô.

A primeira ajuda que veio a beneficiar a construção foi através do Prefeito da época Murilo França de Lima, que custeou toda a mão de obra para levantar a edif**ação. Foram aparecendo mais apoio como lembra Sr. Leo, os fazendeiros aos arredores, Lúcio e Cláudio da Barrinha, Sr. Dorival , Antônio de Oliveira, Washigton e o mutirão de amigos de da cidade de Cachoeira da Prata que ajudaram bastante, sempre presente nos fins de semana, Branco de Agostinho, Rodrigo da Serralheria entres outros que não conseguimos lembrar de todos mais f**amos agradecidos.

Aos poucos a capela foi sendo levantada com muita luta como a maiorias das capelinhas das comunidade rurais de Inhaúma, antes do término recebeu mais uma benção do "Padre Monsenhor Carlos" que celebrou uma missa no espaço sem ainda o telhado da Capela, conta Titô sorrindo.

Assim os trabalhos foram executados e o sonho foi realizado no ano de 2003 a capela foi inaugurada, todos muitos felizes com a devoção e demostração de fé de um povo.

Hoje todo dia 12 de outubro Dia de Nossa Senhora Aparecida é realizada uma missa na capela, que recebe os fieis com alegria e com muita comida, descontração e amor no coração juntamente celebram juntos as festa em comemoração as crianças. A Capela hoje pertence à Paróquia de São Sebastião.

Relatos da história: Leonardo Da Vinci Teixeira Costa (Leo) e Maria das Dores Santos Teixeira (Titô)
Fotografia: Alvaro Branco
Pesquisa: Eric Martins

CAPELA DE NOSSA SENHORA DA IMACULADA CONCEIÇÃO"Comunidade de Vargem Grande"A história começa no ano de 1970, com a chega...
03/11/2022

CAPELA DE NOSSA SENHORA DA IMACULADA CONCEIÇÃO
"Comunidade de Vargem Grande"

A história começa no ano de 1970, com a chegada na comunidade da Vargem Grande de José Ramos da Silva e sua esposa Estela Alves do Amaral. O lugarejo não possuía nenhuma capela e os domingos naquela região f**avam vagos sem ter um momento de descontração ou de oração. Alguns moradores faziam as sua orações na varanda da escola em frente a um botijão de gás, ao ver isso, Estela (Mãe de Dona Dora) doou uma pequena imagem de Nossa Senhora da Imaculada Conceição para que eles fizessem suas preces. Assim surgiu a necessidade de construir uma capela na comunidade, para que todos pudessem ter um local apropriado para fazer suas orações.

Para dar inicio ao projeto da construção necessitavam de um espaço, foi quando um antigo proprietário de terras na região conhecido com Sr.Ramom prometeu doar uma parte do seu terreno para construção da mesma. A promessa não se concatrizou pois logo após ele vendeu seu terreno para Sr. Amilton França, religioso que ao se casar prometeu para os moradores que doaria uma parte do seu terreno para construção. Ele se casou e as moradoras Dora Maria Ramos Peixoto (Dona Dora) e Doralice Alvina dos Santos, imediatamente foram a procura de Sr. Amilton para receber a doação, no mesmo instante ele pediu Sr. Décio Peixoto dos Santos (Sr. Nenén) para que fizesse a medição e separasse o espaço para construção da capela.

Neste instante no ano de 1984, Sr. Nenén juntamente com Cláudio e Reginaldo, filhos de Dona Dora com cinco quilos de cimento fizeram uma caixa de base para ser a pedra fundamental para iniciar assim a construção da obra. No segundo domingo do mês de agosto do mesmo ano o Padre Cândido Valketo Souza SVD, deu uma benção para liberar os trabalhos da construção.

A segunda doação foi de fundos para custeio da obra, através do Padre Pedro, que solicitou uma doação da Alemanha para o Brasil e conseguiu uma quantia em francos, chegando essa doação Zezé de Dino e Nenêm da taboca, trocaram esse dinheiro em moedas brasileiras que resultou em um valor de 600.000 cruzeiros. Naquele ano como a inflação era muito alta, compraram rapidamente as portas, janelas e tintas.

Começaram a partir desse momento outros trabalhos para arrecadação de mais fundos, e dando seguimento, Dona Dora, Ana Lúcia, Sr. Nenén, Sebastião Peixoto Amorin (Tião) e José Peixoto Amorim (Juca), construíram uma barraquinha improvisada de lona, bambu, onde acontecia as festas para arrecadação, com muitas rifas, desfile de beleza, festivais esportivos, concurso de música e dança.

Mais doações surgiram de todas as partes, Valter de Melo Figueiredo, doou toda a areia, Nozinho filho de alencar doou pedras e britas, Murilo França de Lima doou caminhão de terra e sacos de cimentos. Com tudo isso os pedreiros Sr. Neném, Tiãzinho Afonso entre outros furaram as caixas para as fundações e começaram a construção.

Surgiu assim uma dificuldade pois os recursos já se esgotaram, novamente solicitaram o apoio de Ex- Prefeito Murilo França de Lima que doou toda a estrutura metálica e ferragens se recorda Dona Dora.

Com muita luta e aperto, todos se envolvendo chegou a vez do telhado da capela, também com a falta de recurso, foram ao encontro do Bispo Don José Lima que doou 20.000 cruzados, não foi suficiente mais os moradores juntaram com arrecadação das pastorinhas e outras caixinhas e compram as telhas para a capela.

Surgiu um novo obstáculo naquele momento Dona Dora teve que se mudar para Sete Lagoas, dificultando um pouco o processo. Mas quem tem fé e acredita, o milagre vem, no momento a querida Lêda da Conceição Tavares (Lili), tomou frente dando continuidade na luta agora para acabar o altar da capelinha que assim foi finalizado. Faltavam os bancos e o piso, o Pároco de Inhaúma naquela época chamado Padre Thiago, conseguiu uma nova doação vindo da Alemanha acertando essa parte da obra.

Com a obra quase pronta faltava agora a iluminação, que graças a Nossa Senhora da Imaculada Conceição, através do Ex- Prefeito do Município Dr. Celso , foi feito a doação do material elétrico, os refletores e o restante dos detalhes que faltavam concluir.

Uma imagem em tamanho maior da Imaculada Conceição foi doada por Domitila Sampaio.

Assim com muita alegria, sentimento de dever cumprido no dia 04 de maio de 1991, foi inaugurada com muitos festejos, a Capela de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, com a benção do nosso querido Padre Antônio Nassif Salomão (Pároco da Época).

Hoje a capela pertence à Paróquia de São Sebastião de Inhaúma da Diocese de Sete Lagoas.

Relatos: Dona Dora, Décio (Sr. Neném), Lêda (Lili), e Ana Lúcia
Fotografia: Álvaro Branco
Pesquisa: Eric Martins

CAPELA DE SÃO GERALDO"Comunidade de Riacho de Areia"A história da Capela de São Geraldo da comunidade de Riacho de Areia...
26/10/2022

CAPELA DE SÃO GERALDO
"Comunidade de Riacho de Areia"

A história da Capela de São Geraldo da comunidade de Riacho de Areia, como a maiorias das pequenas capelas de Minas Gerais, iniciou com muito esforço, fé e trabalho de um povo que acredita em seu ideal e transforma sua história.

Os moradores Jaci Alves de Paula (Preto) e Geraldo Antônio de Paula, contam que o terreno onde se encontra a Capela foi doação de Francisco de Paula (Chico de Paula), que antes de vender suas terras para Sr. Francisco Afonso, pediu que deixasse demarcado a parte do terreno a qual ofertou para ser de propriedade do Santo São Geraldo.

Antes do surgimento da atual Capela, foi primeiramente erguido no local um cruzeiro no ano 1910, pelos moradores: Joaquim Tobias, Francisco de Paula, João de Paula, Chico Afonso, Dedé e o apoio de outros moradores também daquela época. Conta-se que existia uma pequena capela datada do século XVIII, mais não se sabe exato sobre a mesma. Já em meados da década de 40, foi construída uma Capela pequena de alvenaria, logo mais ao decorrer do tempo foi feito um mutirão junto com Valdete Abreu (Zim) ampliando a mesma e acrescentando uma de suas torres.

Certo dia um raio caiu e quebrou o cruzeiro em frente a capela, assim no ano de 1973, ele foi reconstruído sendo lapidado por Toninho Afonso de Cachoeira da Prata, a madeira para reconstrução do monumento era a aroeira, e relatam que foi trazida da região do povoado de Vargem Grande (zona rural de Inhaúma) por uma junta de boi, que naquele período era usado utilizado para desenvolver trabalhos de tração em atividades rurais como puxar um carro de boi e um arado.

A construção da Capela deu seguimento e teve mais um mutirão com os moradores para construção da segunda torre, um deles lembrado, Geraldo Marcos de Paula (Teco) como pedreiro. Foram vários os apoios e doações, como um citado por eles do piso da capela, benfeitoria da Empresária Ângela Gutierrez.

É tradição nas maiorias das capelas do interior de Minas Gerais, a presença de uma barraquinha, local destinado às comemorações do santo devoto de cada capela. A barraquinha do riacho iniciou-se feita com bambu e palha de coco, retirada da comunidade do Pacú (zona rual de Inhaúma). Para construção da primeira cozinha da barraquinha receberam uma doação da madeira por Mario de Souza (Manecão). E assim a cada ano foi ampliando até f**ar como agora. Como não tinha energia a mesma era retirada da Fazenda José Ronald Rabelo (Tuíca Rabelo) e Joviano, para iluminar quando acontecia as festividades do santo padroeiro.

Conta-se Antônio de Jesus de Paula, que nas comemorações ao santo anos atrás (boas lembranças), acontecia a missa, logo após a procissão, em uma cavalhada e finalizava com uma tourada ao redor da Capela. As comemorações em festejo a São Geraldo no Riacho de Areia nos dias de hoje acontecem todo ano no mês de agosto, ondes os fiéis se reúnem para agradecer e louvar ao santo padroeiro de Riacho de Areia. A Capela hoje pertence à Paróquia de São Sebastião.

Relatos: Geraldo Antônio, Jaci Alves e Antônio de Jesus de Paula
Fotografia: Álvaro Branco
Pesquisa: Eric Martins

Endereço

Rua Randolfo Camilo De Araújo/220
Inhaúma, MG

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