Turismo Ibatiba

Turismo Ibatiba Bem vindos a página que une o melhor da Cultura e Turismo da Capital Capixaba dos Tropeiros. (...) Em Guaçuí, gastava 7 dias pra ir e voltar. Colatina: Ifes,2014.

TROPEIRISMO EM IBATIBA
O município de Ibatiba se localiza no sul do Espírito Santo, um dos municípios localizados na Região do Caparaó, e limita-se ao norte com o Estado de Minas Gerais. Tem uma área de, aproximadamente, 241 Km², sendo que sua maior parte é composta pela zona rural. A cidade se desenvolveu às margens da BR 262, que liga o Espírito Santo a Minas Gerais, f**a a 169 Km de Vitória e a

355 Km de Belo Horizonte. Antes das estradas de ferro e do surgimento dos caminhões, eram os tropeiros que distribuíam mercadorias nas regiões onde não havia nenhuma alternativa de condução. O transporte era feito com tropas de mulas, estes animais dotados de enorme capacidade de carregar pesos, principalmente em lugares íngremes, com mais facilidade do que os cavalos. Este constante movimento não só viabilizava o comércio, como também transformou-se no elemento-chave na propagação econômica do tropeirismo. A colonização da região começou na segunda metade do século XIX, principalmente por pessoas vindas de Portugal, e dos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, passando a desenvolver a agricultura, tendo o café como produto principal, se estabelecendo em fazendas e sítios que muitas vezes foi passado de geração em geração dentro das mesmas famílias. No início do século XX chega a então Vila do Rosário do Rio Pardo do Norte, imigrantes libaneses que, posteriormente, seriam os responsáveis pelo desenvolvimento do comércio local. A união dessas diferentes culturas, a localização estratégica do município, próximo de Minas Gerais e das demais localidades da Região do Caparaó, fez com que o local se transformasse em uma importante Rota dos Tropeiros, fato este que foi de grande relevância para o desenvolvimento do município, pois os tropeiros, ao longo de suas andanças, assumiram grande importância na história de Ibatiba, principalmente na intensif**ação da cultura cafeeira. Homens de imensa força e resistência, nos lombos de mulas, os tropeiros desbravaram penosos e perigosos caminhos e trilhas provinciais, transpondo íngremes montanhas e brejos para negociar muares e comercializar produtos como o café, do interior para os centros comerciais da época: Guaçuí, Castelo e Cachoeiro do Itapemirim. Toda produção era escoada pelas tropas, e toda mercadoria para abastecer o povoado também era trazida pelos tropeiros, como o sal, tecido, fumo, querosene, calçados, e ferramentas, entre outros. Como a dificuldade de se comunicar era enorme, os tropeiros serviam, ainda, como agentes de integração, promovendo a troca de ideias, causos, noticias, informações, contribuindo para a difusão cultural dos municípios. Em seu livro Por Serras e Vales do Espírito Santo – a epopeia das tropas e dos tropeiros, o autor Ormando Moraes descreve a importância da atividade:
“Enquanto as tropas tinham como objetivo único o transporte de cargas de toda a natureza do interior para os centros comerciais e destes para o interior, os tropeiros (...), além de sua função principal, que era também o transporte, executavam várias outras tarefas de interesse para as populações a que estavam ligados, ou por onde passavam. Eles atendiam a toda sorte de encomendas dos conhecidos e amigos, faziam compras, inclusive de medicamentos, transportavam numerários e valores, porque não havia banco no interior, levavam cartas e recados, carregavam malas de correio e traziam as notícias mais fresquinhas dos lugares por onde passavam inclusive das cotações do café e de outros produtos na Capital, tudo sem cobrar taxa ou comissão, com uma seriedade irrepreensível, daí a confiança de que desfrutavam.”
Nesse contexto, é legítimo o reconhecimento tropeiro ao município, que tem sua história marcada pelo desbravamento dos Tropeiros, que foram homens destemidos e aventureiros que viajando conduzindo animais e atravessando mercadorias, assumiram um importante papel no cenário socioeconômico da época, como relatou emocionado, um dos mais entusiasmados, tropeiro de Ibatiba, Sr. Armando Machado, na época com 87 anos, conhecido na cidade por tio Armando:
“[...] eu comprei minha primeira tropa em 1958, depois que formei, virei um rapazinho e vim pra Ibatiba. E a gente tem saudade daquele tempo porque a vida era difícil, mas a gente era acostumado. Eu era menino nessa época e acompanhava a tropa pra ajudar acender o fogo. Em 8 lotes de tropa, eu sei até hoje o nomes dos tropeiros que foram: o Zé João, Mané João, Bernardo, Sebastião Branco, e eu era menino e ia com eles. Eu levava café na tropa pra Guaçuí, e trazia mercadoria: arame, sal, querosene, ferradura pra ferrar a tropa... A gente chegava primeiro no rancho e já ia acendendo o fogo pra ir esquentando o feijão, fazia o café. E na estrada só passava b***o, só tinha trilhas. Pra baixo de Iúna era muito atoleiro, só passava no barro... Até hoje tenho um arreio que tem mais de 60 anos, foi feito aqui e me custou cem mil réis na época. Tenho um Sião que era da minha tia, que depois ficou pra filha dela, deve ter uns 70 anos, e agora ficou pra mim, e vou deixar do jeitinho que tá, não vou reformar ele não. A gente vai falar... (neste momento Sr. Armando chora)... e dá muita emoção, das lembranças, das coisas que a gente já viveu dessa época. A gente tem prazer com isso, porque ainda gosto de montar cavalo.”
A emoção de Tio Armando, externada pelas lágrimas de saudades de um tempo, uma cultura em que realmente vivenciou por toda sua vida, também foi sentida pela apresentadora do programa Tribuna na Estrada, do SBT, Liliajane Mallmann, quando na reportagem sobre a Expedição Tropeira que saiu de Ibatiba em direção ao município de Castelo, em setembro de 2013, ela escreveu:
“Um momento de forte emoção, ainda em Ibatiba, foi quando a expedição passou em frente à casa do antigo tropeiro. O senhor Armando, sentado em uma cadeira com lágrimas nos olhos falou da saudade e do quanto gostaria acompanhar a expedição. Não resisti, chorei, eu e outros.” (MALLMANN, 2013, p.15)
Nossos tropeiros não tinham vida fácil. O tráfego pelos caminhos, trilhas e estradas era dificultado, sobretudo, pela situação das estradas que, na época das chuvas, f**avam até intransitáveis, atrapalhando o fluxo comercial e isolando a comunicação entre as localidades. Para sair com as tropas, com chuva, esses tropeiros sofriam muito. Não existia lugar com abrigo para eles, e junto à todas essas dificuldades os tropeiros sofriam ainda com a saudade de casa, com a falta de notícias da família, e as dores físicas do caminho. As dificuldades apresentadas durante os trajetos, somando-se à necessidade de paradas para descanso dos animais e dos próprios condutores, obrigaram que se estabelecessem ranchos para abrigo da tropa ao final de cada dia de jornada, cuja distância percorrida variava entre 18 e 25 quilômetros. Esses ranchos, eram construídos para que os tropeiros que transportavam seus produtos pudessem descansar e seguir viagem na madrugada seguinte. Ao longo do tempo os principais pousos se transformaram em povoações e vilas. Primeiro surgia uma capela como símbolo de sua devoção, depois, uma venda, um ferreiro, um posseiro, uma sesmaria... E assim, nascia um povoado. As tropas causavam curiosidade e admiração por onde passavam pela organização, por suas vestimentas, pelos sons dos cincerros... Esses grupos de homens e animais eram organizados como batalhões de elite, e cada um tinha uma função específ**a. Cada tropa seguia, sob comando do tropeiro chefe. O b***o de cozinha junto com o cozinheiro geralmente viajavam à frente, e chegavam antes dos outros nas paradas para ir preparando o rango. O mais importante das tropas era a madrinha da tropa. Líder nata, escolhida à dedo, sempre ia à frente, toda enfeitada, levando ao pescoço uma campainha ou cincerro, guiando os demais com muita determinação. Os tropeiros foram regionalizando hábitos alimentares que iam adquirindo em seu dia-dia, os quais os obrigavam a adotar durante as longas viagens, principalmente, durante os pousos, nos ranchos, quando paravam para descanso e para se alimentarem. No que tange à sua dieta, esta era, em geral, baseada em alimentos não sujeitos à ação do tempo, seco, fáceis de carregar, além de proporcionar energia suficiente para o trabalho, como o feijão, toucinho, fubá, farinha de mandioca, café e carne salgada. Nos ranchos, o fogo estava sempre aceso e, pendurada na trempe, a chaleira com água fervente para o café que era oferecido aos que apareciam para conversar. A tempre era uma peça muito importante, e funcionava da seguinte maneira: Fincavam três ferros no chão com dois varais. Os varais tinham pinos onde eles penduravam as panelas. Então, vinham com a lenha por debaixo dela e acendia o fogo, e colocava as panelas por cima das labaredas do fogo e faziam a comida, coavam o café...
As heranças tropeiras são marcas culturais que os habitantes adaptaram a seus hábitos alimentares durante e após o período do Tropeirismo. Assim, da culinária tropeira herdamos este prato batizado de feijão tropeiro, cujos ingredientes básicos são: feijão, farinha de mandioca e carnes de gado e de porco, ou, ainda, lingüiça. Era feito pelos tropeiros, pois na tropa não havia mulheres. A importância de resgatar os hábitos e costumes dos antepassados está ligada à busca das raízes e à necessidade de encontrar, na origem, uma explicação para os hábitos e costumes herdados. A gastronomia está ligada a sua cultura e ao seu modo de vida. Reconhecer o feijão tropeiro como a culinária típica que represente Ibatiba, valoriza seu patrimônio cultural, destacando-se como referencial gastronômico, para o turismo, assim como o resgate do Tropeirismo. Por este motivo, dessas andanças das tropas e tropeiros, a sua alimentação ainda hoje também se faz presente na mesa dos ibatibenses. A gastronomia tropeira seduz, principalmente pelos aromas que vem do fogão à lenha, como o feijão tropeiro, a carne na lata, a linguiça, o torresmo, o frango com quiabo, a broa de melado, a xiringa, o biscoito de polvilho, e outras delícias. REFERÊNCIAS
CARVALHO, Gecinete Pimentel de. CIRCUITO TURÍSTICO “CAMINHOS DOS TROPEIROS”: o tropeirismo como agente fomentador do desenvolvimento turístico do município de Ibatiba-ES. Estudos Aplicados do Curso de Especialização em Gestão Pública Municipal do IFES. Volume 3. Vários autores. 1ª Edição - 2016. MORAES, Ormando. Por serras e vales do Espírito Santo: a epopeia das tropas e tropeiros. Vitória: Gráf**a Espírito Santo, 1989. TV ALES – Assembleia Legislativa do espírito Santo – Programa Nossa Terra Nossa Gente. 2011. Disponível em: . Acesso em janeiro de 2014. MALLMANN, Liliajane. Expedição Tropeira na Rota Imperial – Ibatiba, Capital Capixaba dos Tropeiros. Revista Turismo & Serviços. Ano VI. Nº 38. Agosto/setembro de 2013.

🎉🎈Vai começar as comemorações do Aniversário de Ibatiba! 👆Confiram a programação completa e participem! ✅Nesta terça-fei...
05/11/2024

🎉🎈Vai começar as comemorações do Aniversário de Ibatiba!

👆Confiram a programação completa e participem!

✅Nesta terça-feira (05) já começamos com com Concurso Municipal de Qualidade de Café e entrega de equipamentos para agricultura.

🫶No Aniversário da Terra fos Tropeiros, o presente é para a população!

Polícia Militar

04/11/2024

🤭🤭🤭 Calma galera! Que o Alemão tá chegando para comemorar 43 anos da Terra dos Tropeiros!

'Quem é que balança o povo' 🤜🤛

🫶Escuta o recado aéhhhh

📢❗️Para celebrar os 43 anos da Terra dos Tropeiros, vem aí a Festa de Aniversário de Ibatiba. 🚀👏Uma programação especial...
04/11/2024

📢❗️Para celebrar os 43 anos da Terra dos Tropeiros, vem aí a Festa de Aniversário de Ibatiba.

🚀👏Uma programação especial para todas as famílias ibatibenses, visitantes e amigos da Capital Capixaba dos Tropeiros.

☝️Confira no post a programação completa!

🫶Traga a sua família para celebrar!

Ibatiba tem quatro cafés selecionados entre as amostras finalistas do país na premiação nacional de café “Coffee Of The ...
04/11/2024

Ibatiba tem quatro cafés selecionados entre as amostras finalistas do país na premiação nacional de café “Coffee Of The Year” 2024. A premiação dos cafés mais pontuados e votados acontecem durante a Semana Internacional do Café (SIC), a ser realizada de 20 a 22 de novembro, em Belo Horizonte (MG).

Os quatro finalistas de Ibatiba são Assildo Dias da Silveira, Sítio Monte Hermon; Hélio Moreno Rodrigues, Sítio Recanto Paraíso; Hellen Cristine Silveira Moreno, Sítio Recanto Paraíso e Monique Marinho Noia, Sítio Café Fruta Doce.

A Semana Internacional do Café (SIC) é uma das maiores feiras de café do mundo e espaço de grande encontro de profissionais para conectar e gerar oportunidades para toda a cadeia do café brasileiro no acesso a mercados, conhecimento e negócios.

Mulheres de Destaque

Neste ano, duas produtoras entram como finalistas do Concurso Nacional e também na Premiação do Projeto Florada Premiada, do Grupo 3Corações. Além dos destaques nacionais, o Concurso de Qualidade de Café Arábica de Ibatiba, também ampliou e inclui as mulheres produtoras de cafés especiais do município.

Ibatiba tem a maior premiação do Estado, R$ 150 mil em premiações. A cerimônia de premiação acontece nesta terça-feira (05), no Cerimonial Carpe Diem.

O Prefeito de Ibatiba Luciano Pingo parabenizou os produtores e produtoras finalistas.

‘Ficamos muito felizes com essa notícia. É o resultado de que nossos produtores estão no caminho certo na produção de qualidade ao qual trabalhamos muito para incentivar cada um deles, na nossa Gestão. Parabenizo também nossas mulheres que estão se destacando na produção e que mostram a cada dia que com políticas públicas como o Programa Ibatiba D’Elas, por exemplo, contribuiu para que as mulheres conquistem o mercado e cuidem de suas famílias”, pontuou Luciano Pingo.

Governo do Espírito Santo

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Cultura e Turismo convida você para  Participar do Seminário Turismo, Negócios ...
19/06/2024

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Cultura e Turismo convida você para Participar do Seminário Turismo, Negócios e Desenvolvimento Local” com palestrante *Cristiano Lopes*, - Professor da Fundação Dom Cabral, Bacharel em Turismo e jornalista, Apresentador do programa de turismo SeLigaNaTrip da Rede 98 e palestrante com mais de 2100 palestras proferidas no Brasil e nos Estados Unidos.

Caso de sucesso: Pedro Altoé

Participe conosco e destaque-se no mercado!

➡️ 02 DE JULHO ÀS 19H
Câmara Municipal de Ibatiba

🎟️ Inscrição GRATUITA!
*Acesse agora mesmo o formulário e garanta sua vaga:*
https://forms.gle/svBmpb6818QL8Nfu5

Governo do Espírito Santo
Sebrae ES
montanhas capixabas
Sicoob
Geturi

14/03/2024

Quintou! Com este da Semana da Mulher mais que especial!

É carinho, é atenção, é cuidado!

Ibatiba é D'Elas!

11/10/2021
08/10/2021

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Ibatiba, ES

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