16/05/2026
Tem gente que não parte.
Vira travessia.
Vira história contada baixinho no ouvido da memória.
Vira riso ecoando no meio da roda.
Vira presença nas rodas de história, nos palcos, nos parques, nas ruas, nos encontros.
Hoje, celebramos a vida de uma pessoa que foi gigante — desses raros gigantes que cabem no abraço, no afeto e na generosidade.
Um contador de histórias que fazia o invisível surgir encantado perante os olhos da gente.
Um ator que inventava personagens inesquecíveis e, ao mesmo tempo, ajudava tantas pessoas a descobrirem seus próprios personagens no mundo.
Corajoso.
Agregador.
Senhor de sonhos.
Luz insistente para que a arte ocupasse o lugar que merece: o centro da vida humana.
Nos projetos, nas oficinas, nos processos coletivos, nas criações compartilhadas, ele semeava mais do que histórias e teatro:
Semeava pertencimento.
Fazia nascer comunidade onde antes havia silêncio.
Transformava pessoas de todas as idades em gente capaz de sonhar junto.
Partiu cedo demais para o tamanho da sua chama.
Mas algumas pessoas têm o dom de permanecer acesas mesmo depois da despedida.
E ele permanece.
Em cada história contada.
Em cada palco improvisado.
Em cada pessoa que aprendeu, através dele, que a arte também pode salvar, reunir e iluminar!
Viva André Orbacan!!!
Nas imagens, espetáculos que o André iluminou entre 2008 e 2014 no Projeto Parque Escola em Santo André (2004-2014), coordenado pelo Teatro da Conspiração e que deu origem ao Teatro da Transpiraçao. ✨