19/03/2026
Hoje celebro 54 voltas ao sol.
E, ao olhar para trás, não vejo apenas o tempo passando — vejo uma estrada viva, pulsante, cheide encontros, despedidas, aprendizados e renascimentos. Vejo meus próprios passos marcando o chão, às vezes firmes, às vezes trêmulos… mas sempre em movimento.
Foram tantos lugares… externos e internos.
Tantas versões de mim que nasceram, cresceram e ficaram pelo caminho para que outras pudessem florescer.
E, acima de tudo, foram tantas mulheres.
Mulheres que chegaram como luz, como colo, como espelho, como força.
Mulheres que me sustentaram quando eu duvidei, que me lembraram quem eu sou quando eu me perdi, que caminharam ao meu lado mesmo sem promessas — apenas com presença.
E junto delas, minhas ancestrais.
As que vieram antes de mim, que abriram caminhos mesmo sem saber meu nome, que resistiram, cuidaram, lutaram e sonharam para que eu pudesse estar aqui hoje.
Eu carrego suas histórias no corpo, na alma e no coração. Hoje eu entendo: nunca caminhei sozinha. Houve uma força maior, sutil e constante, guiando meus passos — nas intuições, nos silêncios, nas escolhas que pareciam pequenas, mas mudaram tudo.
Minhas necessidades foram bússolas. Minhas dores, mestras. Minhas alegrias, combustível.
A estrada foi — e continua sendo — maravilhosa. Não porque foi fácil, mas porque foi verdadeira. E hoje, eu não peço para voltar…Eu agradeço por tudo que vivi.
E sigo.
Mais inteira.
Mais consciente.
Mais Gigante