Cultura e Consciência de Classe

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Eu ouvi um amém, igreja?
17/05/2026

Eu ouvi um amém, igreja?

SE LIGA NA MENSAGEM, CAMARADA! O Dia das Mães não pode ser apenas uma data de consumo.Em 2026, o comércio espera movimen...
11/05/2026

SE LIGA NA MENSAGEM, CAMARADA! O Dia das Mães não pode ser apenas uma data de consumo.

Em 2026, o comércio espera movimentar R$ 14,47 bilhões com a data. Mas, enquanto o mercado vende afeto, milhões de mães brasileiras seguem enfrentando uma realidade dura: trabalho invisível, abandono paterno, violência doméstica, falta de creche, informalidade e renda menor.

Segundo o IBGE, as mulheres dedicam 21,3 horas semanais ao cuidado e aos afazeres domésticos, contra 11,7 horas dos homens. A FGV aponta 11,3 milhões de domicílios chefiados por mães solo, e muitas dessas mulheres vivem sem outro adulto para dividir responsabilidades. Além disso, o Censo 2022 mostra que 49,1% das unidades domésticas do Brasil têm mulheres como responsáveis — cerca de metade dos lares brasileiros.

Entre mães solo empregadas, cerca de 45% estão na informalidade.

No Bolsa Família, 84% das famílias atendidas têm mulheres como responsáveis, e 74,8% dessas responsáveis são mulheres negras. Isso mostra que a maternidade, no Brasil, é atravessada por classe, raça e desigualdade.

A violência também faz parte dessa estrutura: o DataSenado estima que 27% das brasileiras já sofreram violência doméstica ou familiar. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública registrou 1.492 feminicídios em 2024.

Por isso, defender as mães não é só entregar presente. É defender creche pública, renda, moradia, saúde, proteção contra a violência, divisão real do cuidado e responsabilização paterna.

Também é enfrentar o conservadorismo que tenta transformar a mulher em figura de obediência, seja na machosfera, no discurso redpill, em movimentos de masculinidade religiosa ou em setores católicos e neopentecostais que tratam família como hierarquia, não como cuidado coletivo.

Mãe não precisa de homenagem vazia. Precisa de direito garantido.

O Dia das Mães deve ser também uma data de luta por uma sociedade em que cuidar da vida seja responsabilidade de todos.

 #ᴛʙᴛ O dia que Nara Júlia (  ) contratou o Pastor de Calcinha para uma investigação ultrassecreta  no aniversário de .b...
07/05/2026

#ᴛʙᴛ O dia que Nara Júlia ( ) contratou o Pastor de Calcinha para uma investigação ultrassecreta no aniversário de .b .

 #ᴛʙᴛ showzaço do  com  , meu amor da vida e meu comparsa
01/05/2026

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Juliano Cazarré lançou “O Farol e a Forja”, iniciativa apresentada como espaço de debate sobre masculinidade, paternidad...
28/04/2026

Juliano Cazarré lançou “O Farol e a Forja”, iniciativa apresentada como espaço de debate sobre masculinidade, paternidade, família e cristianismo. Na divulgação, vendeu a proposta como um ambiente para homens que, segundo ele, precisam “assumir seu papel”, enquanto atacava o que chamou de enfraquecimento masculino na sociedade.

O feminicídio, em tempos de redes sociais, não nasce no ato final. Ele começa na Bíblia transformada em manual de família, atravessa o discurso de frei, pastor e padre pregando submissão, passa pelo influenciador que comercializa a ideia de “homem de verdade” e termina com uma mulher violentada por decidir ser livre.

Os números tiram esse debate do campo da opinião. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública identificou que, entre 2021 e 2024, 59,4% das vítimas de feminicídio foram assassinadas pelo companheiro e 21,3% pelo ex-companheiro. Em outras palavras: o risco, muitas vezes, divide a casa com a vítima — e, quando não, continua perseguindo depois do rompimento. 

O Atlas da Violência 2025 mostra que 47.463 mulheres foram assassinadas no Brasil entre 2013 e 2023. Apenas em 2023, o país registrou 3.903 mulheres mortas. Não se trata de exceção. É uma engrenagem social de violência que se repete ano após ano.

A OMS estima que uma em cada três mulheres no mundo já sofreu violência física ou sexual cometida por parceiro íntimo, ou violência sexual praticada por alguém que não era parceiro. E a forma mais recorrente segue sendo justamente a violência exercida por parceiro íntimo.

É por isso que é tão grave quando igreja, influenciador e celebridade romantizam a chamada “masculinidade tradicional” sem encostar nas palavras que realmente sustentam essa estrutura: machismo, misoginia, posse e violência. Isso não é só opinião pública. É a reprodução de uma mentalidade que já produz morte.

16/04/2026
11/04/2026

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É de cair o c* da bunda! É o poste mijando no cachorro! Segundo informação divulgada pela Folha, a Netflix teria pago R$...
08/04/2026

É de cair o c* da bunda! É o poste mijando no cachorro!

Segundo informação divulgada pela Folha, a Netflix teria pago R$ 500 mil para a assassina confessa dos pais, Suzane von Richthofen, protagonizar um documentário dando a sua versão sobre o duplo homicídio. O dado chama atenção não apenas pelo valor, mas pelo debate ético que provoca.

Condenada a 39 anos de prisão pela participação no assassinato dos pais, Suzane passa a ocupar novamente os holofotes, agora em um produto audiovisual de grande alcance.

Nesse tipo de caso, a discussão deixa de ser apenas sobre liberdade editorial e passa a envolver os limites entre interesse público, exploração comercial e respeito à memória das vítimas.

Suzane, que merecia o ostracismo, é premiada por planejar e auxiliar no assassinato dos pais. No capitalismo, como sempre, qualquer coisa vira produto, até a barbárie.

Graffiti é sangue nas veias sa cidade!
05/04/2026

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Não foi “31 de março”. Foi 1º de abril.Dizer que o golpe foi em 31 de março não é só erro de data: é disputa de memória ...
01/04/2026

Não foi “31 de março”. Foi 1º de abril.

Dizer que o golpe foi em 31 de março não é só erro de data: é disputa de memória e narrativa política. O 31 marca o início da movimentação militar. Mas foi em 1º de abril que o golpe se consumou, com a ruptura da ordem democrática e a consolidação da derrubada de João Goulart. Insistir em “31 de março” ajuda a suavizar o que aconteceu e a afastar o golpe do simbolismo do Dia da Mentira. Dizer 1º de abril é recusar a versão dos golpistas e defender a verdade histórica.

Base histórica: o CPDOC/FGV registra que o movimento político-militar foi deflagrado em 31 de março de 1964; já o programa Memórias Reveladas, do governo federal, afirma que em 1º de abril de 1964 um golpe de Estado destituiu João Goulart, e a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos também se refere ao golpe como consumado em 1º de abril. A Agência Brasil reuniu historiadores que explicam essa disputa de narrativas, destacando que o 31 marca o início da movimentação e o 1º, a consumação do golpe.

Endereço

Goiânia, GO

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