Comer História

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Alimentação e História através de vídeos e textos autorais, visitas, workshops, pesquisa e consultoria para escolas, museus, centros de memória e produções audiovisuais.

12/10/2023

Hoje é dia de Unesp Notícias na TV Unesp e você confere uma entrevista com esse casal de historiadores que criou o projeto Comer História junto com o amigo Gabriel Gurian. É às 17h30, não perca!

URUCUM 🌱O nome "urucum" vem do tupi-guarani e signif**a 'vermelho'. "Bixa orellana" (pronuncia-se “Bicsa”) é o nome cien...
08/09/2023

URUCUM 🌱

O nome "urucum" vem do tupi-guarani e signif**a 'vermelho'. "Bixa orellana" (pronuncia-se “Bicsa”) é o nome científico dessa planta nativa da América tropical. Na taxonomia vegetal, o nome do gênero, Bixa, é a forma latinizada do nome indígena da planta, bixá.

Atualmente, a planta é considerada a mais importante fonte de corantes naturais utilizados na indústria alimentícia, de onde se produz o famoso 'colorau'. No entanto, o urucum é usado milenarmente pelas populações indígenas das Américas do Sul e Central, muito antes da chegada dos colonizadores, para vários fins.

No Brasil, os registros dão conta da utilização do urucum de forma ritualística, com uma mistura das sementes com gordura animal ou vegetal. Essa espécie de pomada era usada para pintura corporal em cerimônias de iniciação, danças e festividades. Também tem emprego como proteção contra insetos e queimaduras por exposição ao sol e para tingimento de tecidos e utensílios caseiros de palha e barro.
Há relatos escritos do século XVII sobre a manipulação do urucum como antídoto em casos de envenenamento com a mandioca (Manihot sculenta). Já entre os astecas, por exemplo, ele era usado para tingir de vermelho a bebida que preparavam com cacau.

Sua presença como agente medicinal, cujas propriedades terapêuticas vão desde as bactericidas, diuréticas e adstringentes até as afrodisíacas, são exploradas pela tradicional medicina indiana, a Ayurveda, na homeopatia e na medicina tradicional.

Da mesa ao uso terapêutico, ritual e até estético, é muita versatilidade!

🖼 WEIMAR, Gotha. "Bertuch's Bilderbuch fur Kinder", 1795.
📚 CARVALHO, R. N. 'Urucum - Uma semente com a história do Brasil'. ITAL, 2020.
📚 ALONSO J. DESMARCHELIER, C. Plantas Medicinales Autócnas de La Argentina, Buenos Aires: Editorial LOLA, 2005.

“Nada de vinho do reino, bebamos aguardente!”Esse era o espírito de muitos engajados nos movimentos que, nas primeiras d...
07/09/2023

“Nada de vinho do reino, bebamos aguardente!”

Esse era o espírito de muitos engajados nos movimentos que, nas primeiras décadas do século XIX, lutavam pela independência do Brasil e até pela instituição de uma República por aqui. Via-se uma valorização crescente dos produtos brasileiros, chamados “da terra”, e de sua carga simbólica, em meio ao que Câmara Cascudo chamou de “eloquência nacionalizante”.

Segundo Louis-François Tollenare, comerciante e industrial francês com passagem pelo país, no efervescente Pernambuco, às vésperas da Revolução de 1817, “falava-se de conciliábulos feitos sob as formas maçônicas; tinha havido banquetes brasileiros dos quais se excluía o pão e o vinho da Europa; servia-se com ostentação a farinha de mandioca e a [...] aguardente nacionais; enfim, tinham sido erguidos brindes à independência contra a tirania real e contra os portugueses [...]”.

Mais adiante em suas 'Notas dominicais', Tollenare conta que o padre João Ribeiro, um dos líderes e figuras icônicas da Revolução Pernambucana, na eclosão do movimento, bateu à sua porta e declarou: “soou a hora da liberdade, [...] o Brasil está liberto dos seus tiranos”, pedindo que bebessem e brindassem aquele (momentâneo) sucesso. Ao ver o francês retirar o vinho do Porto de sua mesa, trocando-o por um pouco de vinho francês, o religioso prontamente pediu que tomassem aguardente da terra.

Ainda que frustrado pelas forças régias de D. João, o movimento em Pernambuco foi um prelúdio importante para 1822. E o mesmo sentimento nativista, a mesma “eloquência”, associada aos produtos nacionais, pôde ser detectada entre os independentistas, em diversas esferas da sociedade brasileira.

Inspirados nisso, neste , celebremos a data com um bom copo ou prato de brasilidade!

🖼 DEBRET, J. B. “Acclamation de Dom Pédro, 1er Empereur du Brésil : au camp de Sta. Anna, à Rio de Janeiro”, 1831.
📚 TOLLENARE, L. Notas dominicaes [...], 1905.
📚 CASCUDO, L. C. Prelúdio da Cachaça, 1968.
📚 FIGUEIREDO, L.; VENANCIO, R. “Águas ardentes: o nascimento da cachaça”, 2006.

"Precisamente, eu desejaria não copiar meus antecessores. Não por gosto gratuito pelo paradoxal e pelo novo: porque sou ...
19/08/2023

"Precisamente, eu desejaria não copiar meus antecessores. Não por gosto gratuito pelo paradoxal e pelo novo: porque sou historiador, simplesmente, e o historiador não é aquele que sabe. É aquele que procura. E, portanto, repõe em discussão as soluções estabelecidas, que revisa, quando é preciso, os velhos processos".

O grande Lucien Febvre (1878-1956) faz essa afirmação ao falar de sua proposição sobre o método que adotou na formulação de uma de suas incontornáveis obras, “O problema da incredulidade no século XVI: a religião de Rabelais”. E aí acabou sintetizando muito do que nós, historiadores, fazemos: procurar, pesquisar, escrutinar, investigar... Associadas sempre ao estudo da trajetória "dos homens no tempo" - pra citar aqui um outro importante historiador e parceiro de Febvre em uma das mais prestigiadas “escolas” da historiografia, Marc Bloch (1886-1944) -, as pesquisas desenvolvidas nessa disciplina são constantemente mobilizadas pra pensar o presente e também o futuro, menos por sua suposta capacidade de se repetir e mais por fornecer ferramentas importantes para analisar, selecionar, refletir, questionar.

E nesse universo da pesquisa, os caminhos vão dos arquivos à mesa!

⏳Instituído pelo decreto de Lei nº 12.130, de 17 de dezembro de 2009, o "Dia do Historiador" faz referência e homenagem a Joaquim Nabuco (1849- 1910), nascido nesse dia, em Recife, um dos responsáveis pela fundação da Academia Brasileira de Letras, político, diplomata, jurista, jornalista e - claro! - historiador.


📚🍾Pra todo mundo que segue a gente e está conosco nessa profissão, um feliz dia - com cada vez mais história(s) pra conhecer, pra contar e mais brindes pra fazer!

🖼 Salvador Dali. Detalhe de "Metamorfose de Narciso", 1937.
📚FEBVRE, Lucien. O problema da incredulidade no século XVI: a religião de Rabelais. Tradução Maria Lúcia Machado; tradução dos trechos em latim José Eduardo dos Santos Lohner. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.

“Presente do Dia dos Pais tem que dar água na boca” 😋É o que lemos em um anúncio veiculado na véspera da comemoração em ...
13/08/2023

“Presente do Dia dos Pais tem que dar água na boca” 😋

É o que lemos em um anúncio veiculado na véspera da comemoração em 1989, sábado, 12 de agosto, no jornal . Uma propaganda da extinta Taberna do Marquês, no também extinto Hotel Eldorado Higienópolis, em São Paulo, que, ao lado de outras, convidava famílias a celebrarem a data almoçando ou tomando um brunch nos estabelecimentos gastronômicos das unidades da rede de hotéis na capital paulista.

Seguindo esse fio, nós questionamos: o que mais os “reclames” do passado nos contam sobre os oferecidos nessa data, comemorada no Brasil desde os anos 1950? O que filhos e cônjuges poderiam escolher para os papais?

Entre as décadas de 1960 e 80, vemos muita publicidade para peças de roupa, calçados, perfumes, barbeadores, relógios de pulso, jogos de caneta e lapiseira, máquinas de escrever, TVs, equipamentos de som, autorrádios, câmeras fotográf**as, poltronas, ferramentas, artigos de pesca, binóculos e até estruturas de cobertura de garagem.

No que diz respeito ao que dava “água na boca”, ou relacionado a isso, aparecem anúncios (arrastem pro lado) de garrafa de cristal com sifão para o bar de casa, em 1967; garrafas de bebidas estrangeiras (whisky escocês, licores, conhaque, vinho, champagne) ou nacionais, em 1972 e 76; balde para gelo, faqueiro e cafeteira elétrica, em 1977; maioneseira ou cortador de frios, em 1989; entre outros.

Mas o que mais chamou nossa atenção foi o “Teledoce” da Western Telegraph Company, uma iniciativa em datas comemorativas nos meados da década de 1960, destacada no “Dia do Papai” de 1965. Bastava “expedir um ‘Teledoce’ ou ‘Telewhisky’ e a mensagem” seria “entregue no destino juntamente com uma caixa de finos chocolates ou uma garrafa do delicioso whisky Drury’s”. 🍫🥃

E por aí, quais presentes de dar água na boca os papais ganharam este ano?Desejamos um feliz dia a todos que o celebram!

🖼 ‘A father feeds his daughter’ (1955), Hulton Archive
📚 ‘O Estado de S. Paulo’, no ; ‘Diario de Noticias’ (RJ), ‘Correio Braziliense’ (DF), ‘Cidade de Santos’ (SP), na Hemeroteca Digital da .br

Uma Barbie... de milho?🌽A estreia do filme  , dirigido por Greta Gerwig e estreado do Margot Robbie e Ryan Gosling, tem ...
22/07/2023

Uma Barbie... de milho?🌽

A estreia do filme , dirigido por Greta Gerwig e estreado do Margot Robbie e Ryan Gosling, tem causado um verdadeiro frisson. Para além do roteiro e da produção, o filme tem grande apelo por mobilizar as memórias de um número expressivo de pessoas que tiveram, ou desejaram ter, a boneca quando eram crianças.

Mas antes de o plástico se tornar a principal matéria-prima dos brinquedos infantis, outro produto, alimentar, foi frequentemente a base para a feitura de diferentes tipos de deles, principalmente, de bonecas: o milho!

Várias partes da planta, seu caule, suas espigas e sua palha, transformaram-se nas mãos de muitas crianças por esse Brasilzão – mas também em outros países – em lindas bonecas! Entre elas, os longos “cabelos” da espiga – que correspondem a seus “óvulos” que, quando fecundados, formam os grãos – levaram muitos a ver ali uma boneca.

Entre nosso patrimônio literário e cultural, destaca-se o Visconde de Sabugosa, personagem criado por Monteiro Lobato inspirado nos antigos bonecos feitos com sabugo de milho.

E pra além de estimular a imaginação e a criatividade da criança, essa é uma ótima forma de aproveitamento de partes do milho que muitas vezes são descartadas, como a palha e o sabugo.

🌽E você, já teve entre seus brinquedos algo feito com milho? Já conhecia esse feitio? Conta pra gente como eram feitos! Vamos compartilhar por aqui esses saberes sobre como fazíamos nossas "Barbies de Milho"!

O que é uma  ? E quais histórias ela carrega? 🥞Doce, fininha e recheada, como um crepe, mais alta, densa e regada com um...
21/07/2023

O que é uma ? E quais histórias ela carrega? 🥞

Doce, fininha e recheada, como um crepe, mais alta, densa e regada com uma calda, como na versão norte-americana, parecendo uma nuvem, de tão fofa, como se faz no Japão; ou ainda salgadas, recheadas e cobertas dos mais variados molhos: as panquecas podem ser encontradas com diferentes formatos e a partir de diferentes receitas ao redor do mundo.

Mas o que define, com tanta variedade, uma panqueca?

Dá pra dizer que o que faz da panqueca uma panqueca é ser um alimento redondo, cuja massa é feita a partir de um amido – como a farinha de trigo, mas também com cevada, espelta, arroz, milho e mandioca –, algum elemento líquido, como os leites ou mesmo água, gordura animal (como a manteiga) ou vegetal (como óleos e azeites) e ovos. A proporção desses ingredientes e a adição de algum outro varia de acordo com o resultado desejado: se a panqueca for mais espessa, por exemplo, algum agente fermentador (bicarbonato de sódio, fermento químico ou biológico) ou claras em neve poderão ser utilizadas; caso a receita seja mais fina, a massa prescinde de fermento e deve ser mais líquida. O formato achatado, arredondado e o cozimento em frigideiras – levemente untadas, e não com fritura por imersão – são um traço comum entre tantas receitas que levam o mesmo nome.

E a história desse preparo que se tornou tão disseminado por aí? Bom, a gente contou com mais detalhe, pra @, da , sobre as mais recentes descobertas arqueológicas que incluem "proto panquecas", as primeiras receitas registradas do prato e também as que chegaram, no século XIX, aos livros de cozinha brazucas. E a gente até já fez uma por aqui, de fubá e polvilho, que recebeu o nome de "panquecas econômicas" e f**a de-li-ci-o-sa!

Acesse https://revistacasaejardim.globo.com/gastronomia/noticia/2023/07/panqueca-conheca-a-historia-do-prato-e-suas-curiosidades.ghtml pra ler a matéria completa e já dividam com a gente por aqui as suas formas favoritas de comer panqueca!

🖼Jan van Bijlert. "A Woman Holding Pancakes", primeira metade séc. XVII.
📚 COZINHEIRO Nacional. São Paulo, Ed. Senac, 2009.

Em 20 de julho, comemora-se não só o Dia do Amigo, mas também o Dia do Pirulito 🍭O consumo de confeitos doces em palitos...
20/07/2023

Em 20 de julho, comemora-se não só o Dia do Amigo, mas também o Dia do Pirulito 🍭

O consumo de confeitos doces em palitos teve várias manifestações ao redor do mundo, através dos tempos. Uma das mais interessantes e belas é a arte japonesa do ‘amezaiku’ (飴細工).

Também conhecida como ‘ame no tori’ (“doce em forma de pássaro”), ela consiste, de modo parecido com a manipulação do vidro, na escultura de uma substância como um xarope, feita com açúcares de cereais, chamada ‘mizuame’, numa consistência puxa-puxa, aquecida na casa dos 93ºC. Valendo-se de poucas ferramentas, os mestres de amezaiku assopram, cortam e moldam o doce em questão de minutos, dando formas, ao mesmo tempo realistas e fantásticas, de animais, como peixes, anfíbios e aves. Assim que as esculturas esfriam e endurecem, são pintadas com corantes comestíveis.

Acredita-se que o seja uma arte antiga, que remonta a práticas trazidas da China para o Japão durante o período Heian (794-1185). Mas a arte que se conhece hoje, rarefeita, vale dizer, data de cerca de trezentos anos atrás.

Existem registros de que esculturas ornamentadas de açúcar – um produto introduzido com mais sistematicidade entre os nipônicos depois de seu contato com os portugueses, entre 1543 e 1639 – tenham sido usadas pela primeira vez como oferendas espirituais durante o período Edo (1603-1868). Não demorou para que se tornassem artigos de rua, onde os artistas passaram a performar, exibindo suas habilidades, cortando e moldando confecções, frequentemente de acordo com as demandas de seus clientes, muitos deles crianças, como se vê na imagem, do final do século XIX.

Se quiserem mais um gostinho dessa arte, o perfil do , líder do coletivo e um dos principais artistas de amezaiku do Japão contemporâneo, vale muito a visita!

🖼 Robert Frederick Blum. ‘The Ameya’, 1893, no .
📚 WONG, Cecily; THURAS, Dylan. Gastro Obscura: a food adventurer's guide. New York: Workman Publishing, 2021.

10 de julho,   no Brasil! 🍕PIzza de calabresa é feita com calabresa + cebola ou vai queijo também? Rola colocar catchup ...
10/07/2023

10 de julho, no Brasil! 🍕

PIzza de calabresa é feita com calabresa + cebola ou vai queijo também? Rola colocar catchup na hora de comer? Pizza doce vale também? Se você acha que as polêmicas envolvendo as receitas de são parte apenas da mesa dos nossos dias, trazemos notícias do passado, com variações de cobertura - dá-lhe anchovas e aliche! -, documentos sobre as receitas napolitanas que embasaram o reconhecimento daquele modo de fazer, a "Arte dos Pizzaiolos Napolitanos", como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela e até leituras mais recentes que questionam as "intocáveis tradições" italianas. Arraste pra ver!

⏯ Para ouvir:
https://italia-podcast.it/podcast/doi-denominazione-di-origine-inventata
📚 Carol Helstosky. 'Pizza. A global history'. Reaktion Books, 2008.
📚 Alberto Grandi. 'Denominazione di Origine Inventata'. Mondadori, 2018.

Doce de tangerina inteira (1879) 🍊🍊🍊Vira e mexe, nas nossas pesquisas, encontramos receitas que chamam a atenção pelas e...
01/07/2023

Doce de tangerina inteira (1879) 🍊🍊🍊

Vira e mexe, nas nossas pesquisas, encontramos receitas que chamam a atenção pelas etapas de preparo, pelos ingredientes, pelo resultado que aparenta ser delicioso (ou estranho), e ainda por trazerem termos que ou caíram em desuso ou tem signif**ados bem diferentes no nosso presente. Esse doce de tangerina inteira, registrado no "O confeiteiro popular", de 1879, marcou vários pontos nessa lista: parece muito bom, é feito com um ingrediente que -, como o próprio autor do livro diz -, está na época, e traz uma "variedade" da fruta que soa esquisita pra gente - pelo menos no Brasil.

Reproduzimos aqui a receita diretamente da obra redigida pelo confeiteiro Francisco de Queiroz, com o detalhamento que ele faz sobre o processo de conservação de frutas em calda de açúcar - arraste pra ver! - e a chave da explicação pro nosso estranhamento com a identif**ação da fruta - que vai além dos regionalismos para os nomes mexerica, mandarina ou bergamota - e chega nas diferenças do português brasileiro e o de Portugal.

Ainda que o autor informe que seu método "é tão facil de executar, que qualquer pessoa estranha a esta arte, logo que pela primeira vez o puzer em pratica, obterá um resultado muito satisfactorio", há uma série de passos que demandam atenção e tempo pra obter um doce bem feito ao final.

Alguém se anima a aproveitar a época das tangerinas e fazê-las seguindo essa receita? Conhecem mais preparações com essa fruta que está na melhor - mais suculenta e mais em conta! - época pra ser aproveitada? Contem aqui pra gente!

🖼 Gérard Dubois, Exploded Tangerine, 2016.
📚QUEIROZ, Francisco de. O Confeiteiro Popular [...]. Rio de Janeiro: Gomes Brandão & C., 1879.
🖥 .pt

São João! 🔥As festas juninas - assim chamadas em referência à São João, e não ao mês de junho, como muita gente acredita...
24/06/2023

São João! 🔥

As festas juninas - assim chamadas em referência à São João, e não ao mês de junho, como muita gente acredita! - tem seu ápice no dia consagrado a esse santo. O viajante francês Auguste de Saint-Hilaire, em passagem por Goiás numa noite de 23 de junho, assim narra a celebração:

"Todos os anos os agricultores das redondezas tiram a sorte para saberem quem faz a festa. Nesse dia era a vez do meu hospedeiro. Como primeira providência, fincou-se no chão um grande mastro, em cujo topo tremulava uma pequena bandeira com a imagem do santo. O pátio da fazenda foi iluminado, armou-se uma grande fogueira e as pessoas davam tiros para o ar gritando: “Viva São João!” (...) Diante da porta da maioria dos sítios via-se uma grande árvore seca, fincada no chão para a festa e exibindo no topo uma pequena bandeira branca com a imagem do santo".

🖼 Djanira. "Festa junina", 1968.
📚 SAINT-HILAIRE, Auguste. Viagem a província de Goiás. Tradução de Regina Regis Jun-
queira. São Paulo, USP, 1975.

João

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