17/11/2018
Sabe gente, eu sempre fui artesã. Desde criancinha quando montava minha tenda na frente de casa, já produzia minhas peças. Essa energia que carrega a transformação sempre moveu meus sonhos.
Depois que me formei trabalhei em um ateliê de pintura em porcelana, ajudei a fundar o Coletivo Flores da Fronteira e atualmente estou com o Tropical Zen há mais de um ano ativo.
Todo esse blablabla é pra dizer que a partir de agora o Ateliê vai pro modo offline. Não que eu vá parar de produzir, isso é algo inerente a minha alma. Mas vou passar a dedicar meu tempo em busca do ouro perdido que os concurseiros ostentam me tornando uma também.
Veja bem, se tornar mãe, tem sido uma experiência grandiosa em termos de fincar o pé no chão. Na faculdade aprendi que uma criança saudável precisa de rotina e estabilidade e eu rejeitei isso grande parte da minha vida. Sou de água, instável e adaptável. Vou aproveitar minhas casas em capricórnio e seguir em frente sendo um pouco mais raíz, até meu filhx vem com o aviso Touro na certidão. Deixando as desventuras pros versos e livros, me torno outra, nunca sou a mesma e deve ser por isso que a vida conserva a leveza.
Fato é que só temos uma chance de ser a melhor mãe possível pros nossos filhos e eu não tenho como desperdiçar essa chance genuína de ser feliz. Dia a dia esse contrato vai se renovando e não tem como voltar o tempo prai sim darmos o nosso melhor.
Isso não significa que eu não vá errar mas que vou aproveitar cada erro pra transformar em acertos.
Obrigada a quem me apoiou nesses anos dourados, vocês já sabem o que minhas mãos sabem fazer. Fiquem a vontade pra encomendar qualquer coisa quando precisarem.
Obrigada a arte que me manteve serena e feliz e que me ajudou a entender quem eu sou e me mostrou um lado muito lutador e convicto de seguir os sonhos.
Sem o artesanato eu não seria eu, com a psicologia eu serei mãe e com as palavras... já sou.