Delegacia Formiga/MG, da União Brasileira de Trovadores (UBT), unidade criada em 21/05/2007, com nomeação do Delegado, o poeta trovador Paulo José de Oliveira (Pajo Poeta Trovador), renomeado em março de 2024. O objetivo deste espaço é divulgar nossos trabalhos afetos e transversais, e em especial por meio do grupo, reunir e unir nossos trovadores e aficionados dessa arte poética. Sejam bem vindos
! UBT
A União Brasileira de Trovadores - UBT é uma associação civil, cultural e recreativa, de âmbito nacional. Tem como finalidade o estudo, o cultivo, divulgação da trova e congraçamento dos trovadores. Foi fundada por Luiz Otávio, no Rio de Janeiro, em 1966, assistida por uma plêiade de Trovadores que lhe eram fiéis e a entidade logo estendeu suas raízes por todo território nacional, promovendo concursos, jogos florais, reuniões de estudo, congressos e encontros Trovadorescos. É constituída por Delegacias e Seções Municipais e Estaduais. Tem como emblema um brasão, que é o mesmo para todas as Seções filiadas, alternando apenas a legenda, que denomina o nome de cada cidade. O símbolo adotado é uma rosa e o padroeiro, São Francisco de Assis. Pequena História da UBT Nacional
Arlindo Tadeu Hagen
Em 08 de janeiro de 1958, foi criado, em Salvador/BA, por Rodolfo Coelho Cavalcante, o GBT – Grêmio Brasileiro de Trovadores. Rodolfo era cordelista e o GBT funcionou como uma espécie de sindicato, defendo os interesses dos trovadores de cordel, divulgando os trabalhos e facilitando o dia a dia dos cordelistas. Percebendo o interesse de Luiz Otávio pelas Trovas, Rodolfo o nomeou, no início de 1961, “Delegado da Região Sul-Centro-Oeste do Brasil”. Luiz Otávio com sua, já reconhecida, força de trabalho, realiza um serviço magnífico, criando células do GBT por toda a região sob seu comando. Ressalta-se aqui que estas células criadas foram as responsáveis pela organização dos Jogos Florais, Concursos de Trovas e lançamento de livros de Trovas que se multiplicavam por toda a região.Esta convivência de trovadores de cordel e trovadores da Trova literária resistiu até o ano de 1966, quando as diferenças se sobrepuseram às afinidades e aconteceu a cisão que resultou na criação da UBT – União Brasileira de Trovadores. A nova entidade foi criada em 21 de agosto de 1966 e, no primeiro dia do ano seguinte, as seções recém criadas foram instaladas solenemente por todo o Brasil.Do jornal “Trovas e Trovadores” que, à época funcionava como funciona hoje o Boletim Nacional extraímos estas alterações no cabeçalho:- Julho/1966 – Órgão oficial do GBT – Grêmio Brasileiro de Trovadores; - Agosto/1966 – Órgão oficial dos Trovadores da Guanabara (e traz um Manifesto aos Trovadores Brasileiros, explicando as divergências havidas); - Setembro/1966 – Órgão oficial da UBT – União Brasileira de Trovadores, com o editorial “Nova Entidade de Trovadores". Em dezembro de 1966 o “Trovas e Trovadores” já publica os estatutos da UBT e em janeiro/fevereiro/1967 a Direção Nacional da UBT com Luiz Otávio (na Presidência) Vasco de Castro Lima (acumulando a Vice-Presidência Nacional e a Presidência do Conselho Nacional) e Admerval Silva de Souza (como Secretário Geral). Em setembro/outubro de 1967, temos o resultado da eleição para o biênio 68/69, sendo eleitos: Presidente: Luiz Otávio; Presidente do Conselho Nacional: Vasco de Castro Lima. Vice-Presidente do Conselho: Jorge Beltrão. Demais membros: Carlos Guimarães (Guanabara), Jacy Pacheco (RJ), José Valeriano Rodrigues (MG) e Orlando Brito (SP). Infelizmente Luiz Otávio, já acometido da “Polineurite familiar ( ou Amiloidose)”, doença que o mataria a 31 de janeiro de 1977, passou o comando para Carlos Guimarães que presidiu a entidade de 1970 a 1995. Na sequência tivemos os seguintes Presidentes Nacionais:- João Freire Filho/RJ – de 1996 a 2003- Eduardo Toledo/MG – de 2004 a 2011- Luiz Carlos Abritta/MG – de 2012 a 2013- Domitilla Borges Beltrame/SP – de 2014 a 2021 Em 2021 foi eleita a trovadora Andréa Motta, do Paraná, para o mandato 2022/2023. Produzindo uma trova: métrica e elisão
Nosnúmerosanterioresjáfoidestacadoqueatrovaécompostaporsetesílabaspoéticas,masoquesãoecomosecontamessessílabas? CombasenotextodeSantiagoobservamosqueédenominadamétricaamedidadoversodeumapoesia.Aoestudodamedidadecadaversoédadoonomedemetrificação,e,àpráticadascontagemdassílabaspoéticaséchamadadeescansão,queocorredeformaauditiva,diferentedosistemapraticadonaescritagráfica,ondeimperaacontagemsimplesdassílabas. Acontagemdassílabaspoéticaséumprocessoquetornaaspalavrasligadasmaisintimamenteumasàsoutras,dandoaotextooritmodesejadoeamelodiapretendidapelopoeta. Na língua portuguesa existem doze espécies de versos, que podem conter desde uma a doze silabas métricas. Esta contagem deve ser feita da seguinte forma:
(a) A contagem sempre termina na sílaba tônica da última palavra de cada verso. A contagem das demais sílabas dessa mesma última palavra são dispensadas, se houver;
(b) a cada verso é iniciada uma nova contagem, sendo dispensadas as sílabas que sobraram da última palavra do verso anterior;
(c) na contagem, todas as pontuações são sempre ignoradas;
(d) as sílabas em cada um dos versos são contadas até a última sílaba tônica;
(e) Quando uma palavra termina com uma vogal átona e a palavra seguinte começa por vogal também átona, as sílabas que contêm essas vogais serão combinadas e numa só sílaba métrica. Tal figura poética recebe o nome de hiato;
(f) Os hiatos podem dar origem a ditongos e estes, embora com menos frequência, em hiatos;
(g) Quandoapalavraterminaem"m"easeguintecomeçacomvogal,podeacontecerodesaparecimentodaconsoante,numafigurapoéticaquerecebeonomedeectlipse;
Os recursos e figuras poéticas inerentes à métrica poética são vários:
(1)Sinalefa: contraçãoqueocorrequandoaúltimavogaldapalavra,transforma-seemsemivogal,formandoumditongocomavogalqueiniciaapalavraseguinte;
(2)Elisão: contraçãoexistentequandoaúltimavogaldeumapalavra,écompletamenteassimiladapelavogalqueiniciaapalavraseguinte,desaparecendoassim;
(3)Crase: contraçãoquesedáquandoaúltimavogaldapalavraéigualàvogalqueiniciaapalavraseguinte,fundindo-senumasó;
(4)Ectlipse: contraçãodaúltimavogaldeumapalavranasal,perdendoasuanasalidadeparaformarumditongocomavogalqueiniciaapalavraseguinte;
(5)Hiato: figurapoéticasurgidadeumapalavraqueterminarporvogalátonaecujapalavraseguintecomeçarporvogal,tambémátona;assílabasquecontêmessasvogaisconstituirãoumasósílabamétrica
(6)Diérese: separaçãodeduasvogaisseguidasdentrodamesmapalavra,demodoqueconstituamduassílabasdiferentes;
(7)Sinérese: uniãodeduasvogais,nointeriordamesmapalavra,quenãoformavamditongo,demodoqueformemumaúnicasílaba;
REFERÊNCIA: SANTIAGO, Emerson. Métricas na poesia. Disponível em: https://www.infoescola.com/literatura/metricas-na-poesia/
Acesse o Decálogo de Metrificação para Trovadores no link abaixo:
https://www.ubt-nacional.com.br/_files/ugd/e09a56_703a3f44fc7f44
e3b58ec4194354a124.pdf