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essa coisa de comercial de margarinanunca colou pra genteessa estética de casal perfeitofamília perfeitado clichê demons...
12/06/2026

essa coisa de comercial de margarina
nunca colou pra gente

essa estética de casal perfeito
família perfeita
do clichê demonstrativo

sempre pareceu distante

a gente se encontrou em lugares mais estranhos que isso

nas nossas esquisitices
a gente se apaixonou

nas coisas aleatórias
a gente se aproximou

e nas coisas mais malucas
a gente permaneceu

foram os apelidos sem sentido
as piadas sem graça
as conversas que começavam em um assunto
e terminavam em outro completamente diferente

foram as cantorias na moto
as bobagens do dia a dia
e todas aquelas coisas que talvez não façam sentido pra mais ninguém

mas que acabaram formando tudo o que a gente é hoje

e olhando pra trás

acho que nunca foi sobre parecer um casal perfeito

foi sobre encontrar alguém
que topasse dividir as mesmas loucuras

obrigado por todos esses anos

amo tu, MOR

✌🏻
08/06/2026

✌🏻

hoje de manhã,assistindo um podcast,vi um pastor usando a camiseta de outra igreja.e aquilo me fez lembrar do meu tio.qu...
02/06/2026

hoje de manhã,
assistindo um podcast,
vi um pastor usando a camiseta de outra igreja.

e aquilo me fez lembrar do meu tio.

quando eu era criança,
ele torcia para um time,
mas às vezes aparecia usando a camiseta do rival.

eu nunca entendia.

pensava:

“ué... mas você não torce para o outro?”

na minha cabeça,
aquilo não fazia o menor sentido.

e foi exatamente a mesma sensação que eu tive hoje.

como assim um pastor de uma igreja
usando a camiseta de outra?

mas aí fiquei pensando.

talvez o estranho não seja a camiseta.

talvez o estranho seja o que nós nos tornamos.

porque a gente aprendeu a levantar tantas bandeiras
que esqueceu que nenhuma delas foi pregada na cruz.

não morreu por uma denominação.

não morreu por um nome.

não morreu por uma marca.

ele morreu por pessoas.

por todos nós.

mas, de alguma forma,
a gente foi construindo cercas.

foi dividindo terrenos.

foi criando os “nossos”
e os “deles”.

e quanto mais o tempo passa,
mais parece que a gente acredita
que Deus mora só dentro do nosso quintal.

quando, na verdade,
ele sempre esteve andando pela vizinhança inteira.

talvez seja por isso que aquela cena me chamou atenção.

porque por alguns segundos
eu vi alguém que não parecia preocupado
em defender uma bandeira.

parecia apenas feliz
porque Deus também está trabalhando em outro lugar.

e pensando bem...

talvez o Reino seja mais parecido com isso.

menos uniformes.

menos muros.

mais irmãos.

porque, no fim,

não seremos conhecidos
pela camiseta que vestimos.

mas pelo Cristo que carregamos.

esses dias fiquei pensando numa coisatalvez a maior demonstração de poder de jesusnão tenha sido andar sobre as águasnem...
25/05/2026

esses dias fiquei pensando numa coisa

talvez a maior demonstração de poder de jesus
não tenha sido andar sobre as águas

nem multiplicar pães

nem fazer mortos voltarem a respirar

talvez tenha sido outra

foi tirar a capa

porque a capa tinha peso
tinha símbolo
tinha posição

a toalha não

a toalha não anunciava ninguém
não chegava primeiro numa sala
não impressionava

a toalha só servia

e talvez seja aí que jesus tenha virado
a lógica do nosso mundo do avesso

porque nós passamos a vida procurando capas

capas profissionais
capas espirituais
capas ministeriais
capas de reconhecimento

vivemos tentando descobrir
o que colocar sobre os ombros

jesus, não

jesus tirou dos ombros
o que qualquer um queria manter

e amarrou na cintura
aquilo que quase ninguém quer vestir

porque a capa aparece na foto

a toalha f**a de joelhos

e às vezes penso
que estamos vivendo dias
onde existem muitas capas entrando nas salas
e poucas toalhas atravessando portas

muito cargo

pouco chão

muito palco

pouca pia

muito título

pouca disposição de ajoelhar
na frente das dores de alguém

talvez liderar nunca tenha sido
sobre o que repousa nos ombros

talvez sempre tenha sido
sobre aquilo que se amarra na cintura

porque no reino
quem veste a toalha
parece pequeno por alguns instantes

mas se parece muito com jesus

e talvez
no fim das contas

o maior perigo
não seja perder a capa

é esquecer da toalha

tem gente que vai embora de casasem percebernão arruma as malasnão fecha a portanão avisa ninguémvai saindo aos poucospr...
20/05/2026

tem gente que vai embora de casa
sem perceber

não arruma as malas
não fecha a porta
não avisa ninguém

vai saindo aos poucos

primeiro abandona um hábito que amava

depois uma conversa

depois um silêncio

depois aquela parte de si
que gostava das coisas simples

e quando vê
a casa continua lá

os quadros ainda na parede

as luzes no mesmo lugar

mas faz tempo que ninguém mora dentro

acho que a vida vai pedindo tanto da gente
que às vezes aceitamos morar em todos os lugares

menos dentro de nós

responsabilidades entram

preocupações entram

expectativas entram

e aos poucos a casa vira corredor

lugar de passagem

não de permanência

talvez voltar ao primeiro amor
seja menos sobre sentir algo de novo

e mais sobre reaprender
o caminho de casa

abrir portas esquecidas

tirar a poeira das coisas simples

sentar em lugares
que faz tempo f**aram vazios

porque Deus nunca esquece o endereço
daquilo que Ele construiu

e talvez algumas casas
não estejam abandonadas

só estejam esperando alguém
voltar a morar nelas

tenho pensado muito sobre o quanto a vida foi virando imagem.não imagem no sentido bonito da palavra,mas no sentido plás...
22/12/2025

tenho pensado muito sobre o quanto a vida foi virando imagem.
não imagem no sentido bonito da palavra,
mas no sentido plástico, editado, recortado.

a gente aprendeu a viver em camadas.
uma para sentir.
outra para mostrar.
e quase nunca elas se encontram.

mostramos o rótulo, mas escondemos o conteúdo.
mostramos o sorriso, mas editamos o cansaço.
mostramos a mesa posta, mas não a bagunça da alma.
a vida virou uma espécie de vitrine
onde tudo parece bom demais para ser verdadeiro
e verdadeiro demais para ser vivido.

não é sobre expor dores.
nem sobre transformar lágrimas em conteúdo.
isso também pode ser só mais uma performance.
o ponto nunca foi mostrar tudo.
o ponto sempre foi viver de verdade.

porque enquanto tentamos vender uma vida perfeita,
uma família de comercial,
um amor sem falhas,
algo dentro de nós vai f**ando para depois.
uma dor mal resolvida.
uma frustração ignorada.
uma conversa adiada.
um conserto que nunca chega.

sempre tem algo acontecendo por dentro.
e isso não nos faz fracos.
nos faz humanos.

a bíblia diz, em um de seus textos mais antigos,
que o ser humano olha para o que está diante dos olhos,
mas Deus olha para o coração.
talvez isso não seja apenas sobre como Ele nos vê,
mas sobre como esquecemos de olhar para dentro
enquanto treinamos tanto o olhar para fora.

o problema é quando a gente começa a acreditar
na própria encenação.
quando passamos a tratar a vida como postagem
e não como experiência.
quando o cuidado com a imagem é maior
do que o cuidado com o coração.

tenho cansado desse lugar onde tudo é perfeito
e ninguém está inteiro.
onde todo mundo parece feliz
e quase ninguém está em paz.

talvez maturidade seja isso:
não viver para parecer,
mas viver para ser.
ser honesto com o que sente.
leal com quem caminha junto.
verdadeiro consigo mesmo,
mesmo quando não dá like,
mesmo quando não rende engajamento.

porque no fim,
a vida real não cabe num feed.
ela acontece nos bastidores.
no silêncio.
na mesa simples.
na conversa sem filtro.
na coragem de parar de performar
e finalmente começar a viver.

às vezes eu fico pensandosobre essa beleza silenciosade quem faz as coisassimplesmente porque é.gente que cria sem anunc...
03/12/2025

às vezes eu fico pensando
sobre essa beleza silenciosa
de quem faz as coisas
simplesmente porque é.

gente que cria sem anunciar,
sem performance,
sem tentar provar nada.
gente que vive a própria verdade
como quem respira,
naturally.

é lindo ver pessoas
que não moldam sua essência
para caber no algoritmo,
no hype,
ou no eco do outro.
elas só fazem.
e no fazer,
elas revelam.

elas não dizem “sou boa”.
elas não dizem “sou especialista”.
elas apenas existem
de um jeito tão íntegro
que a própria existência
vira linguagem,
vira assinatura,
vira obra.

eu admiro essa despretensão.
essa leveza de ser sem tentar ser.
essa forma de criar
que nasce do cotidiano,
da honestidade,
daquilo que pulsa por dentro.

porque, no fim,
quem permanece original
não precisa levantar bandeira para existir.
é só viver.
é só ser.
e o mundo percebe.

às vezes eu fico pensandosobre essa beleza silenciosade quem faz as coisassimplesmente porque é.gente que cria sem anunc...
03/12/2025

às vezes eu fico pensando
sobre essa beleza silenciosa
de quem faz as coisas
simplesmente porque é.

gente que cria sem anunciar,
sem performance,
sem tentar provar nada.
gente que vive a própria verdade
como quem respira,
naturally.

é lindo ver pessoas
que não moldam sua essência
para caber no algoritmo,
no hype,
ou no eco do outro.
elas só fazem.
e no fazer,
elas revelam.

elas não dizem “sou bom”.
elas não dizem “sou especialista”.
elas apenas existem
de um jeito tão íntegro
que a própria existência
vira linguagem,
vira assinatura,
vira obra.

eu admiro essa despretensão.
essa leveza de ser sem tentar ser.
essa forma de criar
que nasce do cotidiano,
da honestidade,
daquilo que pulsa por dentro.

porque, no fim,
quem permanece original
não precisa levantar bandeira para existir.
é só viver.
é só ser.
e o mundo percebe.

há pessoas que só existem quando o mundo diz “agora é você”.quando a cadeira é colocada no centro, quando o microfone es...
29/11/2025

há pessoas que só existem quando o mundo diz “agora é você”.
quando a cadeira é colocada no centro, quando o microfone está quente,
quando o enredo respira em torno delas.
são inteiras quando brilham. mas se a luz muda de direção,
elas murcham.
não porque não saibam viver,
mas porque aprenderam a viver apenas quando são cenário principal.

há outras, no entanto, cujas raízes crescem no escuro.
não precisam de lugar reservado.
não perguntam quem será visto.
elas chegam. sempre chegam.
não porque querem aparecer
mas porque não suportam a ideia de faltar.

elas seguram portas
quando ninguém enxerga que havia vento.
elas preparam a mesa
mesmo sem lugar marcado para si.
elas tratam o ambiente como quem trata uma ferida:
com cuidado silencioso.

não estão ali para “participar”
estão ali porque amam.
e amor não espera atenção para existir.

é curioso observar
como o mesmo coração que vibra para ser celebrado
às vezes não encontra força para aplaudir outro.
como se a presença só fosse possível quando é presença de destaque.
como se servir sem aparecer fosse morte.
como se doar sem receber fosse humilhação.

e, no entanto, há uma nobreza estranha
naqueles que não deixam de existir quando não são necessários.
eles não somem quando a história não é deles.
eles permanecem.
como se tivessem entendido que a vida não é um palco para ser visto
mas um lugar para estar.

um dia, talvez, a gente aprenda
que grandeza não tem a ver com brilho
mas com permanência.

um dia, talvez, a gente entenda
que o protagonista muda o enredo
mas quem permanece
muda o mundo.

tão visceral…
20/09/2025

tão visceral…

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