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tenho pensado muito sobre o quanto a vida foi virando imagem.não imagem no sentido bonito da palavra,mas no sentido plás...
22/12/2025

tenho pensado muito sobre o quanto a vida foi virando imagem.
não imagem no sentido bonito da palavra,
mas no sentido plástico, editado, recortado.

a gente aprendeu a viver em camadas.
uma para sentir.
outra para mostrar.
e quase nunca elas se encontram.

mostramos o rótulo, mas escondemos o conteúdo.
mostramos o sorriso, mas editamos o cansaço.
mostramos a mesa posta, mas não a bagunça da alma.
a vida virou uma espécie de vitrine
onde tudo parece bom demais para ser verdadeiro
e verdadeiro demais para ser vivido.

não é sobre expor dores.
nem sobre transformar lágrimas em conteúdo.
isso também pode ser só mais uma performance.
o ponto nunca foi mostrar tudo.
o ponto sempre foi viver de verdade.

porque enquanto tentamos vender uma vida perfeita,
uma família de comercial,
um amor sem falhas,
algo dentro de nós vai ficando para depois.
uma dor mal resolvida.
uma frustração ignorada.
uma conversa adiada.
um conserto que nunca chega.

sempre tem algo acontecendo por dentro.
e isso não nos faz fracos.
nos faz humanos.

a bíblia diz, em um de seus textos mais antigos,
que o ser humano olha para o que está diante dos olhos,
mas Deus olha para o coração.
talvez isso não seja apenas sobre como Ele nos vê,
mas sobre como esquecemos de olhar para dentro
enquanto treinamos tanto o olhar para fora.

o problema é quando a gente começa a acreditar
na própria encenação.
quando passamos a tratar a vida como postagem
e não como experiência.
quando o cuidado com a imagem é maior
do que o cuidado com o coração.

tenho cansado desse lugar onde tudo é perfeito
e ninguém está inteiro.
onde todo mundo parece feliz
e quase ninguém está em paz.

talvez maturidade seja isso:
não viver para parecer,
mas viver para ser.
ser honesto com o que sente.
leal com quem caminha junto.
verdadeiro consigo mesmo,
mesmo quando não dá like,
mesmo quando não rende engajamento.

porque no fim,
a vida real não cabe num feed.
ela acontece nos bastidores.
no silêncio.
na mesa simples.
na conversa sem filtro.
na coragem de parar de performar
e finalmente começar a viver.

às vezes eu fico pensandosobre essa beleza silenciosade quem faz as coisassimplesmente porque é.gente que cria sem anunc...
03/12/2025

às vezes eu fico pensando
sobre essa beleza silenciosa
de quem faz as coisas
simplesmente porque é.

gente que cria sem anunciar,
sem performance,
sem tentar provar nada.
gente que vive a própria verdade
como quem respira,
naturally.

é lindo ver pessoas
que não moldam sua essência
para caber no algoritmo,
no hype,
ou no eco do outro.
elas só fazem.
e no fazer,
elas revelam.

elas não dizem “sou boa”.
elas não dizem “sou especialista”.
elas apenas existem
de um jeito tão íntegro
que a própria existência
vira linguagem,
vira assinatura,
vira obra.

eu admiro essa despretensão.
essa leveza de ser sem tentar ser.
essa forma de criar
que nasce do cotidiano,
da honestidade,
daquilo que pulsa por dentro.

porque, no fim,
quem permanece original
não precisa levantar bandeira para existir.
é só viver.
é só ser.
e o mundo percebe.

às vezes eu fico pensandosobre essa beleza silenciosade quem faz as coisassimplesmente porque é.gente que cria sem anunc...
03/12/2025

às vezes eu fico pensando
sobre essa beleza silenciosa
de quem faz as coisas
simplesmente porque é.

gente que cria sem anunciar,
sem performance,
sem tentar provar nada.
gente que vive a própria verdade
como quem respira,
naturally.

é lindo ver pessoas
que não moldam sua essência
para caber no algoritmo,
no hype,
ou no eco do outro.
elas só fazem.
e no fazer,
elas revelam.

elas não dizem “sou bom”.
elas não dizem “sou especialista”.
elas apenas existem
de um jeito tão íntegro
que a própria existência
vira linguagem,
vira assinatura,
vira obra.

eu admiro essa despretensão.
essa leveza de ser sem tentar ser.
essa forma de criar
que nasce do cotidiano,
da honestidade,
daquilo que pulsa por dentro.

porque, no fim,
quem permanece original
não precisa levantar bandeira para existir.
é só viver.
é só ser.
e o mundo percebe.

há pessoas que só existem quando o mundo diz “agora é você”.quando a cadeira é colocada no centro, quando o microfone es...
29/11/2025

há pessoas que só existem quando o mundo diz “agora é você”.
quando a cadeira é colocada no centro, quando o microfone está quente,
quando o enredo respira em torno delas.
são inteiras quando brilham. mas se a luz muda de direção,
elas murcham.
não porque não saibam viver,
mas porque aprenderam a viver apenas quando são cenário principal.

há outras, no entanto, cujas raízes crescem no escuro.
não precisam de lugar reservado.
não perguntam quem será visto.
elas chegam. sempre chegam.
não porque querem aparecer
mas porque não suportam a ideia de faltar.

elas seguram portas
quando ninguém enxerga que havia vento.
elas preparam a mesa
mesmo sem lugar marcado para si.
elas tratam o ambiente como quem trata uma ferida:
com cuidado silencioso.

não estão ali para “participar”
estão ali porque amam.
e amor não espera atenção para existir.

é curioso observar
como o mesmo coração que vibra para ser celebrado
às vezes não encontra força para aplaudir outro.
como se a presença só fosse possível quando é presença de destaque.
como se servir sem aparecer fosse morte.
como se doar sem receber fosse humilhação.

e, no entanto, há uma nobreza estranha
naqueles que não deixam de existir quando não são necessários.
eles não somem quando a história não é deles.
eles permanecem.
como se tivessem entendido que a vida não é um palco para ser visto
mas um lugar para estar.

um dia, talvez, a gente aprenda
que grandeza não tem a ver com brilho
mas com permanência.

um dia, talvez, a gente entenda
que o protagonista muda o enredo
mas quem permanece
muda o mundo.

hoje eu lembrei de um desenho de 2014…- às vezes a gente se acostuma demais com o que vê.as janelas ficam abertas, o tem...
01/11/2025

hoje eu lembrei de um desenho de 2014…
-
às vezes a gente se acostuma demais com o que vê.
as janelas ficam abertas, o tempo passa,
e aquilo que um dia causava incômodo
agora parece comum.

a cultura se infiltra pelas frestas,
molda o olhar, o gosto, o pensamento.
e quando a gente percebe,
o que era estranho virou hábito,
e o que era santo virou estranho.

mas paulo escreveu a timóteo:
“sê o exemplo dos fiéis,
na palavra, no amor, na fé e na pureza.”
(1 timóteo 4:12)

e também aos romanos:
“não se conformem com este século,
mas transformem-se pela renovação da mente.”
(romanos 12:2)

porque é fácil se conformar
quando tudo ao redor chama o errado de certo
e o profano de normal.
é fácil quando a multidão aplaude
e o silêncio da consciência parece pequeno demais.

mas o evangelho nunca foi sobre acompanhar o ritmo do mundo,
foi sobre ouvir o som do céu mesmo quando o barulho da terra grita.

a transformação que paulo fala
não é apenas sobre mudar de opinião,
mas sobre permitir que Deus refaça o centro
onde pensamos, sentimos e decidimos.

é sobre voltar a perceber o que já não mexe mais,
é sobre permitir que o espírito santo
rasgue o véu da indiferença e desperte o discernimento.

porque o reino não é sobre se encaixar,
é sobre se distinguir.
é sobre ser luz num tempo
em que tudo parece cinza demais.

e talvez o verdadeiro avivamento
comece quando a gente volta a se incomodar
com aquilo que o mundo já aprendeu a chamar de normal.

tão visceral…
20/09/2025

tão visceral…

temos muito para agradecer ao Senhor.
30/08/2025

temos muito para agradecer ao Senhor.

há um deus que ressignifica histórias.foi assim com paulo, ele caminhava com toda força pra um lado,até que encontrou a ...
11/08/2025

há um deus que ressignifica histórias.
foi assim com paulo, ele caminhava com toda força pra um lado,
até que encontrou a fonte,
e tudo mudou de direção.

mas não é só sobre o que fazemos,
é sobre o que nos tornamos.
ele trata feridas que a gente nem sabe nomear,
cura a ansiedade de buscar no lugar errado,
preenche o vazio que nenhuma conquista enche,
e dá propósito onde antes havia só poeira.

ele ressignifica sentimentos.
a dor de um filho que nunca teve pai,
o silêncio de quem perdeu a mãe cedo,
o trauma que parecia destino.
ele não só consola, ele reescreve.
ele pega a ferida, transforma em cicatriz,
e a cicatriz vira testemunho.

até a cruz, símbolo ma***to no império romano,
ele transformou em vida.
um lugar de morte que se tornou um lugar de esperança.
um madeiro que agora carrega a promessa
de vida abundante pra todo aquele que crê.

porque ele é especialista em ressignificar histórias.
até a minha. até a sua.

Endereço

Florianópolis, SC

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