“A arte é o poder de interagir com o real e o irreal, sem culpa, sem medo e sem limite, numa entrega momentânea, mas que ecoa para sempre em nossa vida.“
O Terminal Rita Maria abriga desde 14 de setembro de 2001, um espaço artístico-cultural, numa área de 450 m2. Além do acervo permanente que conta a história do local onde foi construído o Terminal, o Espaço Cultural Rita Maria tem sido palco de
vários eventos e projetos, recebendo visitantes de todas as camadas sociais e de vários lugares do mundo. Dentre muitas e valiosas obras já recebidas neste cenário, podemos destacar as do consagrado Leonardo D’Vinca e de José Saramago, laureado com o Prêmio Nobel da Literatura. O Espaço Cultural Rita Maria tem por objetivo motivar antigos e novos valores culturais, oportunizando o conhecimento e o reconhecimento de suas obras. Por ser de caráter público, já que é patrimônio do DETER, nele o artista expõe suas obras ou evidencia seus projetos e eventos, sem custos, tendo a sua disposição um espaço agradável e de excelente nível. Situado no 2º piso do Terminal Rita Maria, na Av. Paulo Fontes, 1101, cep 88010-230, conta com os seguintes telefones: (48)3212-3163, (48)3212.3100 e fax (48)3212.3131, email: [email protected] . História da Rita Maria
Na antiga Desterro, entre o Morro do Cemitério (desmontado para dar acesso à Ponte Hercílio Luz) e o Forte Santana, surgiu uma pequenina comunidade formada por umas trinta casas. Esse lugarejo chamava-se “Praia da Feira”, devido ao comércio de aves, frutas, pescados e produtos da lavoura lá realizado. Aportavam ali, muitas embarcações, trazendo imigrantes de vários lugares. Segundo o historiador, Dr.Osvaldo Rodrigues Cabral, Rita Maria teria vivido nesse local entre os séculos XVIII e XIX, pois nos mapas datados de 1794, já constava o seu nome, como por exemplo o Morro Rita Maria. De acordo com o referido historiador, existe uma certa polêmica sobre esse nome, pois uns atribuem a um homem negro de sobrenome Rita Maria e outros à bondosa senhora, filha de escravos, conhecedora dos segredos das rezas e dos chás, herdados de seus antepassados e que ficou conhecida pelos muitos benefícios que fez à população local. Também levou o seu nome a antiga fábrica de pontas (fábrica de pregos) fundada em 1896, que pertencia à família Hoepck, tradicional na cidade. Daquele lugarejo nada restou, pois com o progresso, todo o cenário modificou-se, mas o nome de “Rita Maria”, devido à sua bondade e fama de curandeira, resistiu ao tempo e continua na lembrança do ilhéu. Nome simples e forte que será perpetuado, já que é denominação de duas maravilhas da ilha: Terminal Rita Maria e Espaço Cultural Rita Maria.