11/06/2022
Dia dos NAMORADOS chegando e acabei refletindo sobre como me sinto em relação a essa data.
Em uma certa reunião fui indagada com a seguinte frase afirmativa: “Você está sozinha porque é muito exigente”. Na ocasião eu queria ter explanado, mas achei que não seria pertinente para uma festa de criança.
Quero compartilhar essa nudez e falar sobre como é desafiador escolher estar sozinha por um período. Muitos acompanharam meu último relacionamento e o término, meu processo de luto e a minha busca pela solitude. Alcançar essas metas foi difícil e doeu muito. Ouvir que sou exigente foi ofensivo, mas não julgo quem me falou isso, porque foi essa pessoa que me colocou para pensar, escrever e reorganizar esse pensamento.
Passado mais de um ano, agora sei o que espero de um companheiro:
1- alguém que não queira mudar tudo em mim,
2- alguém que saiba o signif**ado da reciprocidade e responsabilidade afetiva.
É cansativo deixar que pessoas rasas se aproximem, porque levo um tempo pra me desvencilhar e também não gosto do “jogo do desinteresse''. Mas se precisar jogar, prefiro ganhar e deixar pra lá mesmo.
Então… sim! Serei exigente com o que é o mínimo em um relacionamento, porque quero amar quando for saudável, quero ser singular e plural ao mesmo tempo e acompanhada de uma pessoa que vibre na mesma frequência.
A minha real nudez nesse post é que as vezes bate uma carência e isso é normal, às vezes me sinto sozinha e qual o problema? Às vezes misturo álcool com whatsapp, quem nunca? Às vezes preencho a minha solidão com rotina de autocuidado e esse vazio é preenchido.
Não estou sozinha porque sou exigente, estou sozinha porque tenho medo de estar mal acompanhada.
Por Veridiana Toledo Sampaio