23/11/2025
No Viés, a roda de conversa se abriu como um grande coração pulsando.
Cada voz trazia um pedaço de caminho: uma lembrança da avó, um ritual esquecido, um gesto herdado, uma cor que vinha de longe.
À medida que falavam, descobriam que suas histórias não eram isoladas.
Eram fios de uma mesma trama, tecida por mãos afro-indígenas que atravessaram matas, mares, silenços e celebrações.
A herança não chegava como teoria —
chegava como reconhecimento.
Um brilho no olhar quando percebem que o que sentem, como vivem e como vestem vem de uma força maior, compartilhada.
Cada relato chamava outro, e mais outro, até que o círculo inteiro respirava junto.
E todos entendiam:
as origens não são pontos de partida individuais —
são raízes entrelaçadas que sustentam o coletivo.
No final, a roda se desfaz, mas a ligação não:
permanece como um tecido vivo, onde cada história mantém o corpo inteiro de pé.
Nosso agradecimento a cada participante.
Fotos da Mostra Vies Heranças Visuais Afro-Indígenas.
EDITAL 02/2025 - EDIÉLIO MENDONÇA - Artes visuais
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