10/08/2017
Coletivo Manguinhos em Cena promove intercâmbio cultural sobre a obra do teatrólogo francês Antonin Artaud
O projeto faz parte do Programa Territórios Culturais RJ / Favela Criativa, da Secretaria de Estado de Cultura em parceria com a Light e a Agência Nacional de Energia Elétrica
O coletivo Manguinhos em Cena – grupo que nasceu de um projeto de teatro com moradores da região – invade outros territórios e promove discussão e debate sobre a vida do autor francês Antonin Artaud. O poeta, ator, diretor e dramaturgo faleceu em 1948,escreveu várias obras teatrais de grande importância para a sociedade, conhecido como “louco”, pois conseguia expressar por meio de sua arte as angústias sociais e humanas. Para este projeto, o Manguinhos em Cena convida o coletivo artístico de mulheres, o Amo Crew – Afro Mulheres de Opinião, de Duque de Caxias, para o intercâmbio cultural. O grupo periférico, no qual realiza performances com grafite em espaços públicos da cidade. A união dos coletivos e o resultado do trabalho de pesquisa pode ser visto nos dias 12 de agosto, sábado, às 16h, na Lira de Ouro – Ponto de Cultura Sociedade Musical e Artística, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e no dia 19, às 16h, no CRJ, em Manguinhos. As apresentações são gratuitas com retiradas de senhas uma hora antes do evento.
O processo de criação do espetáculo aconteceu em quatro encontros. Os grupos reuniram-se para estudar a obra de Antonin Artaud e trocar experiências artísticas com base no livro “Eis Antonin Artaud”, de Florence de Meredieu, da editora Perspectiva de 2007. A preparação e orientação para conclusão do trabalho foi de Jefter Paulo, diretor do Instituto Nossa Senhora do Teatro. Ele é referência nos estudos sobre Antonin Artaud, já que assinou a direção geral do espetáculo “Fragmentos ou Manifesto da Crueldade”, no qual é relatado a militância social com cenas sobre o genocídio de jovens negros, a violência contra mulheres, entre outros conflitos. No início dos encontros com os grupos para a criação do projeto, Jefter Paulo provocou os integrantes de forma lúdica e lançou um desafio> “Dediquem-se em perceber suas jaulas e potencializem a entrega e deixem o inconsciente jorrar, auxiliado pela razão. Sem sombra de dúvidas, as jaulas serão explodidas através da arte e assim, outras pessoas poderão, também, romper com suas amarras”.
Um pouquinho do processo.