05/06/2026
VOCÊ É NOSSO CONVIDADO /A ESPECIAL.
IMPERDÍVEL!
EM DIVINÓPOLIS.
DATA: 11 DE JUNHO
HORÁRIO: 19h
LOCAL: CÂMARA MUNICIPAL DE DIVINÓPOLIS.
Carlos Márcio, violoncelista da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e autor de "Racismo, Constante como o Tempo", livro premiado pela Editora Arte da Palavra em 2025.
A obra examina a permanência do racismo estrutural através de poemas, crônicas e ensaio poético que vão das fazendas de concentração do império às violências contemporâneas. Ao preparar a circulação do livro por Minas Gerais, identifiquei Divinópolis como cidade de especial relevância — e seu nome surgiu como referência fundamental no ativismo local.
A destruição do Largo do Rosário em 1957 — igreja, cemitério e cruzeiro demolidos para dar lugar ao Mercado Municipal — materializa exatamente a tese central do livro: o apagamento sistemático da memória negra transformando locais de resistência e sofrimento em "um dia de domingo". O fato de os congadeiros/as terem reconstruído uma réplica da igreja na década de 1980 é símbolo perfeito da constância tanto da opressão quanto da luta. Locais que eu gostaria muito de conhecer!
O ensaio poético "Devoção, memória e racismo estrutural: caminhos da escuta", que encerra o livro, dialoga diretamente com a história de Divinópolis. A proibição imposta pelo Padre Guaritá em 1842, que barrou os ternos de Congada da Igreja Matriz, e a resposta da comunidade negra construindo seu próprio espaço sagrado — depois destruído pelo poder público — ilustram o que chamo de "anestesia específica": a naturalização de violências que, se cometidas contra outros povos, seriam reconhecidas como crimes contra a humanidade.
Concerto-Lançamento do livro em Divinópolis e divulgação da obra, execução musical e conversa sobre a história afro-brasileira do território.