Movimento Unificado Negro de Divinópolis - MUNDI

Movimento Unificado Negro de Divinópolis - MUNDI Instituição sem fins lucrativos que exerce suas funções nas áreas da educação étnico-racial, arte, cultura e audiovisual. Quem somos!

O Movimento Negro de Divinópolis(MUNDI) é uma instituição sem fins lucrativos que exerce suas funções nas áreas da educação étnico-racial, arte, cultura e audiovisual. Seus objetivos são dimensionar a importância da Cultura afrobrasileira e africana na construção do Brasil e do mundo, promover programas de qualificação profissional e inclusão no mercado de trabalho, recuperar e registrar as histó

rias dos afrodescendentes por meio do audiovisual, promover e contribuir para a inclusão da educação étnico–racial nos setores institucionais. O MUNDI foi criado em maio de 2006, após a realização da 1ª Festa da Vitória do Pensamento Abolicionista. O evento contou com várias atrações culturais como Hip Hop, samba, pagode, congado, capoeira e dança afro. Foi a partir desse evento que surgiu a necessidade de se criar uma instituição para trabalhar a temática negra na cidade. O Movimento Unificado Negro de Divinópolis hoje está situado à Praça Pedro X Gontijo nº21 na Estação Ferroviária, Centro da Cidade há cinco anos. ATUAL DIRETORIA:

Presidente: Adjanir Silva
Secretária: Hellen Cristina Santos
Vice Secretário: Marcelo Martins Correia
Tesoureira: Carolina Helena de Jesus
Vice Tesoureiro: Antônio Eustáquio da Costa
Conselho Fiscal
1.Alisson Augusto Ferreira
2.Maria Catarina Labore Domingues Vale
3.Geraldo Francisco da Cunha
Suplentes
Raimundo Candido da Silva
Welington Santos de Castro
Patrícia Isabel Oliveira de Jesus

05/06/2026

VOCÊ É NOSSO CONVIDADO /A ESPECIAL.
IMPERDÍVEL!
EM DIVINÓPOLIS.
DATA: 11 DE JUNHO
HORÁRIO: 19h
LOCAL: CÂMARA MUNICIPAL DE DIVINÓPOLIS.

Carlos Márcio, violoncelista da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e autor de "Racismo, Constante como o Tempo", livro premiado pela Editora Arte da Palavra em 2025.

A obra examina a permanência do racismo estrutural através de poemas, crônicas e ensaio poético que vão das fazendas de concentração do império às violências contemporâneas. Ao preparar a circulação do livro por Minas Gerais, identifiquei Divinópolis como cidade de especial relevância — e seu nome surgiu como referência fundamental no ativismo local.

A destruição do Largo do Rosário em 1957 — igreja, cemitério e cruzeiro demolidos para dar lugar ao Mercado Municipal — materializa exatamente a tese central do livro: o apagamento sistemático da memória negra transformando locais de resistência e sofrimento em "um dia de domingo". O fato de os congadeiros/as terem reconstruído uma réplica da igreja na década de 1980 é símbolo perfeito da constância tanto da opressão quanto da luta. Locais que eu gostaria muito de conhecer!

O ensaio poético "Devoção, memória e racismo estrutural: caminhos da escuta", que encerra o livro, dialoga diretamente com a história de Divinópolis. A proibição imposta pelo Padre Guaritá em 1842, que barrou os ternos de Congada da Igreja Matriz, e a resposta da comunidade negra construindo seu próprio espaço sagrado — depois destruído pelo poder público — ilustram o que chamo de "anestesia específica": a naturalização de violências que, se cometidas contra outros povos, seriam reconhecidas como crimes contra a humanidade.
Concerto-Lançamento do livro em Divinópolis e divulgação da obra, execução musical e conversa sobre a história afro-brasileira do território.

19/05/2026

Endereço

Estação Ferroviária
Divinópolis, MG
35500-071

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