Macumba: Uma gira sobre poder

Macumba: Uma gira sobre poder Uma grande festa, um grande encontro, uma celebração da música popular de raiz negra. A história do negro é universal, seja no Brasil ou no mundo.

Propondo uma afirmação em prol da cultura afrobrasileira e sua pluralidade, a Companhia Transitória vem desenvolvendo no cenário artístico de Curitiba, desde 2014, eventos que fortalecem não só a discussão, mas também a arte negra, como a primeira edição do Festival Batuques de Terreiro chegando até o espetáculo “Macumba: Uma Gira Sobre Poder”. O espetáculo busca, por meio de uma construção sensív

el e diversificada, dar voz e visibilidade aos artistas negros, para que haja uma constante troca e se faça visível esta capacidade transformadora de combate incansável contra o racismo e pelo reconhecimento dos valores das culturas negras na sociedade brasileira contemporânea, demonstrando o empoderamento da mulher e do homem negro. Levar ao público as manifestações dessa cultura em diferentes vertentes artísticas é, para nós, mais do que um interesse, uma necessidade. Através de um espetáculo vibrante, que mescla dança, artes visuais, canto, música, trazemos um pouco de nossa ancestralidade em cena. Batuques, tambores, cânticos embalando resgates históricos e pessoais fazem parte do alicerce que constroem esse emaranhado de sensações que o trabalho causa ao espectador. Somos corpos transitórios em meio à urbanidade, estamos vivendo nosso espaço e afrografando nosso tempo. Nossas raízes nos acompanham onde formos e nossos irmãos e irmãs são muitos e universais. Estampamos com nossos corpos e nossos batuques cada praça, cada pedra, cada espaço de convívio e fundimos nossas histórias com aquelas ali impressas. Macumba: Uma Gira Sobre Poder trata-se de um espaço para afrografar poéticas cênicas dentro de nosso discurso artístico NEGRO. Onde nossa raça, nossa cor, nossa fé se relacionam com a geografia e a grafia urbana? O ser humano tem a capacidade de imaginar, de reter informações, de perceber e de se relacionar com o outro e com o mundo. Nesta rede de ligações, surgem os fenômenos que vão ajudar a contar a história deste indivíduo, do lugar que habita e ocupa. Nós ocupamos todos os espaços urbanos e não nos calaremos. Não nos invisibilizaremos. Nossa cor é nossa política e é nas ruas que criamos nossa arte. Macumba, gira, siré, axé, magia. Nossa fé não é apenas religião, é história, nossa história. Nossa identidade impressa e revisitada. O Brasil, por si só, é um caldeirão de saberes, e no fundo desse caldeirão misturam-se as diferentes sabedorias populares. Nossas manifestações afro históricas nos colocam em pé nessa cidade, nesse país, nesse mundo. Somos fundidos à cada tijolo levantado, à cada chão lapidado. Nossa história está exposta ao mundo e nós estamos aqui para resgatá-la, falar de nossa dinastia, do nosso povo nobre. Não somos escravos. Somos reis e rainhas, e é desse reinado de magia e axé que viemos falar. Ficha técnica completa:
Realização: Companhia Transitória  Direção e Dramaturgia: Fernanda Júlia  Assistente de Direção e Músico de Processo: Dominique Faislon  Elenco: Flavia Imirene, Gide Ferreira, Tatiana Dias e Thiago Inácio  Instrumentistas: Clarissa Oliveira, Erick Herculano e Matheus Santos  Direção Musical: Erick Herculano  Técnico de Som: Carlos Alberto (Chileno)  Direção de Produção: Clarissa Oliveira  Produção Executiva: Erick Herculano  Assistente de Produção: Saulo de Almeida  Articulação de apoios: Tatiana Dias  Articuladora de Movimentos Sociais: Brenda Maria  Preparador corporal: Dermeval Silva  Preparação Coreográfica: Inês Drummond  Coreografias: Dominique Faislon, Fernanda Júlia, Flavia Imirene,  Gide Ferreira, Tatiana Dias e Thiago Inácio  Preparadora vocal: Priscilla Prueter  Maquiagem: Dominique Faislon  Assistente de Maquiagem: Tatiana Dias  Cenografia: Saulo de Almeida  Maquinista: Antonino Rodrigues  Figurinos e adereços: Carla Torres (Africanize)  Artista Visual: Max Carlesso  Iluminação: Wagner Corrêa  Fotografia: Miriane Figueira  Vídeos e teasers: Trópico  Designer Gráfico e Identidade Visual: Rafael Bagatelli  Assessoria de Imprensa: Adriane Perin (De Inverno Comunicação)

Em meio à efervescência cultural, a Sociedade Operária Beneficente 13 de Maio - Curitiba emerge como um farol da preserv...
22/11/2023

Em meio à efervescência cultural, a Sociedade Operária Beneficente 13 de Maio - Curitiba emerge como um farol da preservação da história negra no Brasil, um santuário de resistência com mais de 135 anos de vivacidade. Este icônico Clube Social Negro, o terceiro mais antigo em atividade, é um legado que transcende o tempo.

Palco da metamorfose artística da Companhia Transitória de Curitiba, a Sociedade abraçou ensaios, montagem e temporada do espetáculo Macumba: Uma gira sobre poder tornando-se um epicentro de criatividade e expressão. O espetáculo, como um feixe de luz, marcou um divisor de águas na narrativa teatral negra em Curitiba, reacendendo a chama de uma cena já vibrante.
Agora, esse santuário de cultura negra corre o risco de desaparecer. Em 27 de novembro de 2023, está marcado um leilão que ameaça levar embora não apenas um espaço, mas um patrimônio inestimável. As dívidas, acumuladas ao longo do tempo, empurram a Sociedade para um precipício financeiro, com a urgência de mais de R$87.000.

Hoje, conclamamos a todos que reconhecem a importância da representatividade, da cultura negra e da preservação histórica a estenderem a mão à Sociedade 13 de Maio. Juntos, podemos evitar que esse tesouro cultural seja perdido para sempre. Vamos unir esforços para proteger não apenas um prédio, mas um símbolo da resiliência e contribuição negra à riqueza cultural de Curitiba e do Brasil. O chamado é nítido: a ajuda de todos é vital para evitar que este capítulo de história seja apagado.

PRAZO: 24 DE NOVEMBRO
PIX: https://tipa.ai/soc13demaio

Salve, salve Curitiba!Chegou a hora de reconectar os oris e pedir a Exu caminhos para uma nova etapa dentro da nossa gir...
04/06/2023

Salve, salve Curitiba!
Chegou a hora de reconectar os oris e pedir a Exu caminhos para uma nova etapa dentro da nossa gira. O ritual continua e iremos celebrar, ao final do processo, mais um espetáculo cheio de vida e axé. Para isso estamos desenvolvendo uma sequência de ações entre workshop, oficinas, imersões cênicas rituais que culminarão na audição de mais uma festa ancestral das artes. O primeiro piloto foi lançado, não fique de fora e venha participar da construção de mais um espetáculo de poder, deixa a gira girar!

19/05/2023

Nosso ritual é em honra de todo um povo. Toda uma história. É por reparação histórica. É por Jorge da Cruz Barbosa, cujo nome iorubá era Ajahi, carregador de cal; Pedro, nagô, carregador de cadeira, escravo de um negociante inglês; Gonçalo e Joaquim, ambos escravos nagôs. Todos quatro foram executados por um pelotão de fuzilamento no Campo da Pólvora, no dia 14 de maio de 1835. É pelas mãos que trazem as digitais que individualizam e os poros que integram a uma história antiga, de mandingas, de sonhos e de ancestralidades. Nossa gira precisa continuar girando. Nossas macumbas precisam continuar tocando. O ritual continua. Vem aí: aguarde!

19/05/2023
19/05/2023
É HOJEEEE!!!! EMPRETEÇA: Experimentos DigitaisE depois de macumbarmos, negrarmos e escurecermos com a nossa gira sobre o...
04/11/2021

É HOJEEEE!!!!

EMPRETEÇA: Experimentos Digitais

E depois de macumbarmos, negrarmos e escurecermos com a nossa gira sobre o poder, retornamos com a segunda fase da trilogia iniciado no projeto macumba agora com o experimentos EMPRETEÇA!
Um misto de emoção e ansiedade toma conta de nós neste dia tão especial. Mais do que "celebrar" o mês da consciência negra, nós da Companhia Transitória nos propomos a realizar um manifesto, estar ocupando todos os espaços midiáticos e dar voz ao artista negro e trazer representatividade e empoderamento a mulher e o homem negro. É ver e ser visto!!!
Os experimentos que se iniciam hoje é fruto de 02 anos sem poder trabalhar, sem poder voltar a sala de ensaio, sem pisar nos palcos, sem ocupar os lugares de arte e resistência de Curitiba. O trabalho começa ir ao ar hoje, mas não somente em novembro estamos vivos e produzindo arte, falando de nós para nós e por nós, mas em todos os dias, horas e minutos!!!
Mas ainda nos encontraremos nos palcos, nas ruas e estaremos em circulação levando nossa arte, nosso manifesto, nosso teatro político, pois nosso discurso é político, nossos corpos são políticos e nossa arte é política. Não somos gados! Somos A-R-T-I-S-T-A-S!!!

Junte-se a nós nessa experiência e construa essa "novela", websérie, seriado afroflix junto conosco.
Os experimentos acontecerão de forma gratuita e online através das redes sociais da Companhia Transitória!

Canal Youtube Companhia Transitória
(https://www.youtube.com/channel/UCj35n1eDBWKN-Zg2D80XtnQ)

DATA: 04/11 a 05/12 (quinta a domingo)
HORÁRIO: 20h

“Empreteça” faz parte da segunda etapa de uma trilogia de trabalhos sobre o empoderamento da mulher e do homem negro produzido pela Companhia Transitória e que foi contemplado pelo Edital Teatro Novelas Curitibanas Temporada 2019/2020!

Ficha técnica:
Realização: Companhia Transitória
Texto e Direção: Thiago Inácio
Assistência de direção: Erick Alessandro Herculano
Elenco: Cleo Fagundes, Erick Alessandro Herculano, Geyisa Costa, Loara Gonçalves e Thiago Inácio
Maquiagem: Izabel Stavis
Captação áudio, vídeo e edição: Bruna Amaral
Crédito fotos: Bruna Amaral

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Endereço

Curitiba, PR
80410220

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