Luz “Pois, outrora, éreis trevas, porém, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz” (Ef 5:8). Se você deseja mais luz na sua vida. Espalhe essa ideia.

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O Reino começa dentro de você.O pecado nunca aparece de repente.Ele sempre começa pequeno.Uma mágoa alimentada.Uma invej...
04/08/2026

O Reino começa dentro de você.

O pecado nunca aparece de repente.

Ele sempre começa pequeno.

Uma mágoa alimentada.

Uma inveja cultivada.

Um desprezo silencioso.

Por isso Jesus leva a conversa para um lugar onde poucos gostam de olhar.

O coração.

Antes do homicídio existe a ira.

Antes da ruptura existe a falta de reconciliação.

Antes da violência existe alguém que deixou de enxergar o outro como irmão.

Os fariseus estavam preocupados com aquilo que podia ser visto.

Jesus estava interessado naquilo que só Deus consegue enxergar.

Porque o Reino nunca começa nas mãos.

Começa nas intenções.

Quando Deus transforma o coração, nossas palavras mudam.

Nossas relações mudam.

Nossa forma de amar muda.

O maior milagre do Evangelho talvez não seja fazer pessoas melhores.

É fazer nascer um coração novo.

E um coração novo inevitavelmente aprende a viver de uma forma nova.

“Primeiro reconcilie-se com seu irmão…”
Mateus 5:24. Existe alguém com quem Deus esteja convidando você a dar o primeiro passo?

A justiça do Reino não procura culpados.Procura restaurar pessoas.Quando Jesus diz que nossa justiça precisa exceder a d...
02/08/2026

A justiça do Reino não procura culpados.

Procura restaurar pessoas.

Quando Jesus diz que nossa justiça precisa exceder a dos fariseus, Ele não está pedindo uma religião mais rigorosa.

Está propondo uma maneira completamente diferente de viver.

Os fariseus eram especialistas em parecer justos.

Conheciam a Lei.

Cumpriam rituais.

Protegiam a própria reputação.

Mas Jesus enxergava além da aparência.

Porque a verdadeira justiça não nasce do desejo de parecer correto.

Nasce do amor que deseja restaurar.

A justiça humana costuma perguntar:

“Quem errou?”

A justiça do Reino pergunta:

“Como esse coração pode ser reconciliado?”

Foi assim na cruz.

Ali, Deus não ignorou o pecado.

Mas também não desistiu do pecador.

A justiça e a misericórdia se encontraram.

Talvez o maior perigo da religiosidade seja aprendermos a esconder tão bem nossas falhas que deixamos de experimentar a graça.

O Evangelho não nos convida a construir uma imagem impecável.

Convida-nos a viver na luz, onde tudo pode ser transformado.

“Porque eu afirmo que, se a justiça de vocês não exceder…”
Mateus 5:20. Sua justiça protege sua imagem ou revela a misericórdia de Deus?

Antes de dizer o que devemos fazer, Jesus nos lembra quem somos.Ele não diz:“Tentem ser luz.”Nem:“Façam esforço para ser...
30/07/2026

Antes de dizer o que devemos fazer, Jesus nos lembra quem somos.

Ele não diz:

“Tentem ser luz.”

Nem:

“Façam esforço para ser sal.”

Ele simplesmente afirma:

“Vocês são.”

No Reino de Deus, a identidade vem antes da missão.

Vivemos em um mundo onde quase tudo depende de desempenho.

Precisamos provar valor.

Mostrar resultados.

Construir uma imagem.

Mas Jesus começa pelo pertencimento.

O sal não anuncia sua presença.

Ele transforma silenciosamente tudo o que toca.

A luz também não faz esforço para ser vista.

Ela apenas ilumina.

Talvez seja isso que esteja faltando à nossa geração.

Menos preocupação em parecer cristão.

Mais disposição para viver como Cristo.

Porque as pessoas podem esquecer um sermão.

Mas dificilmente esquecem alguém que foi presença, graça e esperança quando elas mais precisavam.

No fim, nosso chamado nunca foi atrair pessoas para nós.

É permitir que, através da nossa vida, elas encontrem Jesus.

“Assim brilhe também a luz de vocês diante dos outros…”
Mateus 5:16. Onde Deus pode usar você para iluminar alguém esta semana?

3/3Se a morte nos acompanha desde o nascimento e se viver é aprender a perder, então talvez reste uma pergunta: como, en...
21/07/2026

3/3

Se a morte nos acompanha desde o nascimento e se viver é aprender a perder, então talvez reste uma pergunta: como, então, viveremos?

Talvez essa seja uma das poucas certezas que compartilhamos. Esta vida passará. Nossos planos passarão. Nossos corpos passarão. E mesmo a tentativa de não escolher já será, de algum modo, uma escolha. A questão nunca foi se perderemos alguma coisa. A questão sempre foi o que estamos tentando preservar.

Foi justamente nessa tensão que Jesus apresentou uma das afirmações mais radicais do evangelho: “Quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á”. À primeira vista, parece uma contradição. Mas talvez Cristo estivesse nos ensinando que o problema nunca foi perder. Porque todos perderemos. Tempo. Possibilidades. Versões de nós mesmos. E, um dia, a própria vida.

Paulo compreendeu isso quando escreveu: “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro”. Somente alguém que encontrou algo maior do que a própria vida pode falar dessa forma. A cosmovisão cristã não elimina a realidade da perda. Ela a ressignifica. Porque em Cristo, abrir mão de si não é desaparecer. É encontrar aquilo para o qual fomos criados.

Talvez seja por isso que a cruz esteja no centro da fé cristã. Ela nos lembra que algumas perdas não encerram a história. Elas inauguram uma nova. E talvez seja justamente aí que o evangelho encontre a pergunta que atravessa toda a experiência humana.

Se a vida é breve, se toda escolha envolve alguma perda e se amar exige entrega, como viveremos daqui de agora em diante?

2/3Jô Soares contou certa vez que entrou em uma livraria com seu filho. Depois de algum tempo, o menino apareceu carrega...
19/07/2026

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Jô Soares contou certa vez que entrou em uma livraria com seu filho. Depois de algum tempo, o menino apareceu carregando vários livros. Ao chegar ao caixa, ouviu do pai que precisaria escolher apenas alguns. Então veio uma resposta inesperada: “Não quero nenhum”. Sem entender, Jô perguntou o motivo. E o filho respondeu: “Escolher alguns significa deixar os outros”.

Talvez ele tenha percebido algo que passamos a vida inteira tentando ignorar. Toda escolha produz uma renúncia. Escolher um caminho é abandonar outros. Escolher permanecer é abrir mão de partir. Escolher partir é abrir mão de permanecer. Até não escolher é uma escolha.

Existe uma passagem curiosa em Deuteronômio. Nela, Deus coloca diante do povo duas possibilidades: a vida e a morte. E então faz um convite aparentemente simples: “Escolhe, pois, a vida”. Sempre achei interessante que ninguém lê esse texto imaginando que escolheria a morte. Todos acreditamos estar escolhendo a vida. Mas o que significa isso?

Porque a própria narrativa bíblica parece desafiar nossas respostas mais intuitivas. A mãe escolhe a vida quando abre mão do próprio descanso pelo filho. O orgulho morre para que o perdão possa nascer. A vontade de vencer uma discussão dá lugar à preservação de um relacionamento. A semente desaparece na terra para que a flor possa florescer.

Talvez seja por isso que viver também seja morrer. Não mortes definitivas, mas pequenas mortes. Aquelas que acontecem no pão dividido, na despedida de aeroporto, na oração feita no corredor de um hospital, no compromisso que assusta, mas amadurece. A vida parece avançar dessa forma: por meio de entregas, renúncias e perdas que tornam possível algo maior florescer.

Talvez escolher a vida não seja preservar a si mesmo. Talvez seja aprender, pouco a pouco, a entregar-se em favor do outro.

1/3“Você vai morrer.”Conta-se que essa frase era sussurrada ao pé do ouvido dos generais romanos durante seus desfiles d...
17/07/2026

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“Você vai morrer.”

Conta-se que essa frase era sussurrada ao pé do ouvido dos generais romanos durante seus desfiles de vitória. Enquanto a multidão celebrava suas conquistas e exaltava seus feitos, alguém os lembrava daquilo que nenhum triunfo seria capaz de evitar. A morte. Não como uma ameaça ou um presságio sombrio, mas como um lembrete de limite. Uma tentativa de impedir que a glória momentânea se confundisse com eternidade.

Por muito tempo, a morte nunca foi um tema que ocupou meus pensamentos. Quando criança, minhas preocupações eram pequenas: brincar, comer, dormir. Mais tarde, descobrir quem eu era. Depois, encontrar meu lugar no mundo, construir uma carreira, formar uma família. Mas, por algum motivo, quanto mais me aproximo da metade da vida, mais esse tema surge diante de mim. Não por medo. Talvez porque hoje eu tenha muito mais a perder do que jamais tive.

A grande verdade é que convivemos com a possibilidade da morte desde o momento em que nascemos. Como diria um velho amigo, “morrer é um privilégio dos vivos”. Estar vivo já é algo que nos coloca diante do risco iminente de morrer. Ainda assim, passamos boa parte da vida tentando esquecer essa realidade. Quando somos crianças, aprendemos a evitar o assunto. Quando nos tornamos adultos, aprendemos a nos distrair dele.

Mas a morte continua ali. Silenciosa. Nos acompanhando em cada aniversário, em cada despedida e em cada mudança que atravessamos. Talvez a questão não seja como evitar a morte. Talvez a questão seja como viver sabendo que ela existe. Porque quando a vida deixa de parecer infinita, ela começa a parecer preciosa. E talvez seja justamente a sua impermanência que a torna um presente.

Depois da transfiguração, os discípulos ergueram os olhos.“E, erguendo eles os olhos, não viram a ninguém, a não ser Jes...
16/07/2026

Depois da transfiguração, os discípulos ergueram os olhos.

“E, erguendo eles os olhos, não viram a ninguém, a não ser Jesus.” (Mateus 17:8)

Talvez seja exatamente isso que está faltando em nós.

Ver Jesus.

Não apenas quando olhamos para o céu.

Mas quando olhamos para as pessoas.

Em Gênesis, Deus declarou que o ser humano foi criado à sua imagem e semelhança.

Isso significa que cada rosto que encontro carrega uma dignidade que não foi dada por mim e que eu não tenho o direito de negar.

É fácil enxergar Cristo na adoração.

Difícil é enxergá-Lo no irmão que pensa diferente.

No desconhecido.

No pobre.

No ferido.

Naquele que me decepcionou.

Mas talvez o verdadeiro discipulado comece quando meus olhos deixam de procurar defeitos nas pessoas e passam a enxergar nelas a imagem do Criador.

Porque toda vez que esqueço a imagem de Deus no outro, corro o risco de tratar como comum alguém por quem Cristo entregou a própria vida.

Que hoje, ao erguer os olhos, eu veja somente Jesus.

E que, ao olhar para as pessoas, eu nunca deixe de enxergar a imagem d’Aquele que as criou.

“Você vai morrer.”Conta-se que essa frase era sussurrada ao pé do ouvido dos generais romanos durante seus desfiles de v...
15/07/2026

“Você vai morrer.”

Conta-se que essa frase era sussurrada ao pé do ouvido dos generais romanos durante seus desfiles de vitória. Enquanto a multidão celebrava suas conquistas e exaltava seus feitos, alguém os lembrava daquilo que nenhum triunfo seria capaz de evitar. A morte. Não como uma ameaça ou um presságio sombrio, mas como um lembrete de limite. Uma tentativa de impedir que a glória momentânea se confundisse com eternidade.

Por muito tempo, a morte nunca foi um tema que ocupou meus pensamentos. Quando criança, minhas preocupações eram pequenas: brincar, comer, dormir. Mais tarde, descobrir quem eu era. Depois, encontrar meu lugar no mundo, construir uma carreira, formar uma família. Mas, por algum motivo, quanto mais me aproximo da metade da vida, mais esse tema surge diante de mim. Não por medo. Talvez porque hoje eu tenha muito mais a perder do que jamais tive.

A grande verdade é que convivemos com a possibilidade da morte desde o momento em que nascemos. Como diria um velho amigo, “morrer é um privilégio dos vivos”. Estar vivo já é algo que nos coloca diante do risco iminente de morrer. Ainda assim, passamos boa parte da vida tentando esquecer essa realidade. Quando somos crianças, aprendemos a evitar o assunto. Quando nos tornamos adultos, aprendemos a nos distrair dele.

Mas a morte continua ali. Silenciosa. Nos acompanhando em cada aniversário, em cada despedida e em cada mudança que atravessamos. Talvez a questão não seja como evitar a morte. Talvez a questão seja como viver sabendo que ela existe. Porque quando a vida deixa de parecer infinita, ela começa a parecer preciosa. E talvez seja justamente a sua impermanência que a torna um presente.

O sábio, o profeta e o visionário — Parte 3Dois Minutos de ÓdioEm 1984, todos os dias os cidadãos participavam dos “Dois...
08/07/2026

O sábio, o profeta e o visionário — Parte 3
Dois Minutos de Ódio

Em 1984, todos os dias os cidadãos participavam dos “Dois Minutos de Ódio”.

Durante cento e vinte segundos, imagens do inimigo eram projetadas diante da multidão. Rostos se contraíam. Punhos se fechavam. Gritos enchiam a sala.

Não era um momento de informação.

Era um momento de formação.

O objetivo nunca foi convencer as pessoas a pensar de determinada maneira.

Era ensiná-las a sentir da maneira correta.

O sentimento coletivo possui uma vantagem que Orwell compreendeu muito bem: pessoas dominadas pela emoção raramente fazem perguntas difíceis.

Salomão observou algo semelhante muitos séculos antes:

“Melhor é o longânimo do que o herói da guerra, e o que domina o seu espírito do que o que conquista uma cidade.” (Provérbios 16:32)

Para o sábio, a grande batalha nunca aconteceu nos muros da cidade, mas dentro do próprio coração.

Porque existem impérios capazes de conquistar territórios. Mas existe também a ira capaz de conquistar um homem.

João viu algo parecido em suas visões.

Ao descrever as bestas, ele percebe que elas não governam apenas pela força.

Elas governam pela admiração. Pelo medo. Pela fascinação.

“E toda a terra se maravilhou, seguindo a besta.”

O verbo é importante.

Primeiro vem o encantamento. Depois vem a adoração.

Talvez seja assim que quase todos os ídolos funcionem.

Raramente eles exigem obediência imediata.

Primeiro eles aprendem a dirigir nossos afetos.

Porque quem governa aquilo que amamos e odiamos dificilmente precisará governar qualquer outra coisa.

Orwell viu isso na política.

Salomão viu isso no coração humano.

João viu isso na história.

E talvez essa seja a pergunta mais desconfortável até aqui:

Quem escolheu as coisas que nos fazem sentir medo?

Quem escolheu as coisas que nos fazem sentir raiva?

E quem escolheu os inimigos que aprendemos a odiar?

Talvez exista apenas uma etapa depois disso.

Controlar não apenas o que pensamos.

Nem apenas o que sentimos.

Mas aquilo que somos capazes de lembrar.

O sábio, o profeta e o visionário — Parte 2NovilínguaOrwell não falou só de um futuro distante; ele mostrou algo que já ...
01/07/2026

O sábio, o profeta e o visionário — Parte 2
Novilíngua

Orwell não falou só de um futuro distante; ele mostrou algo que já acontece. Em 1984, ele explica que o objetivo da Novilíngua era reduzir o vocabulário criando um “novo idioma”, algo que unisse o governo em uma só fala. A ideia é eliminar palavras e, principalmente, eliminar os antônimos. Em vez de “bom” e “mau”, ficaria apenas “bom” e “desbom”. Ao retirar os opostos, ele mostra que se elimina também a capacidade de pensar em contrastes. Sem antônimos, não há comparação; sem comparação, não há escolha real. Como ele mesmo sugere, quando não existem palavras para expressar ideias contrárias, certos pensamentos simplesmente deixam de existir.

Essa é a chave do argumento dele: ao reduzir a linguagem e apagar os opostos, o pensamento se torna limitado e controlável. Se não há palavras para expressar liberdade, justiça ou verdade em contraste com seus opostos, então essas ideias deixam de ser compreendidas em profundidade.

Salomão já dizia algo parecido, de forma simples: “A morte e a vida estão no poder da língua” (Provérbios 18:21). Palavra pode construir ou destruir. Pode trazer luz ou trazer escuridão. Pode dizer verdade ou espalhar mentira.

Por isso, os provérbios nos ajudam. Eles mostram opostos: vida e morte, verdade e erro, sabedoria e loucura. Esses contrastes nos ensinam a ver com clareza. Quando perdemos essas diferenças, começamos a confundir tudo.

No Apocalipse, João mostra esse perigo. Ele fala de uma besta que “parecia cordeiro, mas falava como dragão” (Apocalipse 13:11). Parece bom, mas não é. Parece verdade, mas é mentira. Esse é o tipo de engano mais perigoso.

E é assim que o erro entra: não como algo claramente ruim, mas como algo que parece certo. Aos poucos, o falso toma o lugar do verdadeiro. No empobrecimento da linguagem, abre-se o caminho para a generalização das ideias.

E então surge uma pergunta simples, mas importante:

Se as palavras mudam…

o que acontece com o que pensamos?

E quem passa a guiar esse pensamento dentro de nós?

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