05/12/2017
Paiol de Pólvora
História
O nome se deve a uma rica e trágica história. Em meados de 1874 havia um armazém, dirigido por uma viúva que comercializava fogos de artifícios. E segundo relatos históricos houve uma grande explosão dando início a várias mudanças no local designado para esta função. O primeiro paiol de pólvora da cidade foi construído na esquina das ruas Montevideo e Getúlio Vargas. Não tardou e a cidade sofreu com mais uma explosão, desta vez na velha estação ferroviária, dessa vez a tragédia deixou vitimas fatais. Dado o tamanho do impacto que esta tragédia provocou na população curitibana, o então comandante do 5ª Região Militar, determinou a mudança do paiol para o Bacacheri. Devido a expansão da cidade e o eminente risco de explosões, prefeitura e exercito chegaram num acordo, em 1906, onde os inflamáveis da prefeitura teriam seu próprio depósito. Dai se originou o Paiol de Pólvoras onde funcionou até 1917 quando se deu a construção de um novo no Barreirinha. O nome dado ao teatro, origina-se da herança por ter sido o local de um antigo paiol de pólvoras da cidade. Antes de se tornar teatro, o local ainda abrigou a casa da Fundação Cultural de Curitiba.
O teatro e os shows
O velho prédio foi inaugurado como teatro no dia 27 de dezembro de 1971, com a benção do mestre Vinicius de Moraes e seu fiel escudeiro Toquinho. A cidade se preparava para o maior evento artístico até então realizado na capital paranaense, e eis que os grandes nomes da estreia resolveram fazer uma surpresa para a cidade, compuseram uma canção especialmente para o teatro. O titulo da musica era “Paiol de Pólvora” que mais tarde iria fazer parte da telenovela do globo “O bem Amado”, mas que infelizmente acabou sendo censurada.
Outros grandes nomes da musica e do teatro fizeram shows no teatro paiol entre eles, Elis Regina, Marilia Pêra,Trio Mocotó, Hugo Cardoso, Olivia Byington, Trio Quintina, Gonzaguinha, Zezé Motta, Djavan, Nana Caymmi, Hermeto Paschoal, Alaíde Costa, Leni Andrade, Elza Soares, Z**i Possi, Cida Moreira, Fátima Guedes e muitos outros.
Jaime Lerner, prefeito de Curitiba na época e quem deu vida ao projeto de transformar o antigo paiol de pólvoras em teatro escreveu:” o teatro é, mas suas variadas formas, a mais personalizada dentre as manifestações artísticas do homem”.
Mas os anos dourados do Teatro Paiol não duraram muito tempo. O teatro passou por várias reformas ao longo da sua história e por inúmeras vezes esteve por um triz de ser esquecido, ter sua glória apagada pelo descaso das instituições que deveriam preservar essa que é uma história tão rica, única, e singular dentro do cenário artístico e cultural, não apenas de Curitiba, mas do país.
Graças a sua gigantesca existência, há sempre uma comunidade disposta a lutar pela preservação da memória e desta linda história que este teatro possui.